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Piana apresenta potenciais do Paraná aos embaixadores da Dinamarca e Uruguai

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O vice-governador Darci Piana recebeu nesta semana as visitas dos embaixadores do Uruguai, Guillhermo Valles Galmés, e da Dinamarca, Eva Bisgaard Pedersen, e apresentou os potenciais do Estado, os programas para a rede estadual de educação e infraestrutura, e as políticas de apoio às cadeias produtivas, principalmente projetando a sustentabilidade e a economia verde. 

Com o embaixador do Uruguai uma das principais questões apontadas foi o crescimento do agronegócio paranaense e os potenciais de exportação para o país vizinho, assim como o fortalecimento da integração da infraestrutura latino-americana. Piana apresentou a Nova Ferroeste, corredor de exportação entre o Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá, com ramais até Chapecó e Foz do Iguaçu, com potencial para potencializar as conexões produtivas na região de fronteira, e os números da Portos do Paraná, que bate recordes de movimentação há oito meses seguidos. 

“O Paraná tem no agronegócio a sua grande vocação, assim como o Uruguai, e podemos trabalhar juntos para buscar novos caminhos para melhorar os processos de exportação. Apresentamos ao embaixador nosso foco com a transformação energética no campo, pensando no biogás, biometano, e os números da nossa economia, com grandes resultados e protagonismo nacional principalmente na cadeia de proteína animal, o que ajuda a alimentar todo o mundo”, disse Piana.

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A economia do Uruguai depende fortemente do comércio, particularmente das exportações agrícolas. A pecuária é a maior base econômica do país. A visita também contou com as presenças do prefeito de Rivera, Richard Sander, da cônsul-geral do Uruguai em São Paulo, Marta Echarte Baraibar, da chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, embaixadora Lígia Maria Scherer, e do secretário do Erepar, Paulo Pinheiro Machado.

Já a agenda com a embaixadora da Dinamarca foi a primeira depois da visita Princesa Benedikte, em 2019, que recebeu a Ordem Estadual do Pinheiro. Na ocasião, ela inaugurou em Curitiba o Instituto que leva o seu nome. A instituição abriga cerca de 30 crianças de 0 a 10 anos, vítimas de abandono ou violência doméstica.

Além das questões econômicas, as discussões giraram em torno de temas da saúde. Em fevereiro, o secretário da Saúde, Beto Preto, esteve na Dinamarca a convite do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para conhecer instalações de saúde. A ideia é aumentar as discussões com o país escandinavo sobre possibilidades de cooperação na área, principalmente em relação a insumos médicos e o interesse do Estado em abrigar fábricas dinamarquesas.

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“A Dinamarca é um país com excelente qualidade de vida e o Brasil tem a experiência exitosa do SUS, financiado por todas as esferas de governo. Continuamos aprofundando as conversas com o país para ver como podemos melhorar nossas unidades e fluxos na saúde, além de promover novos investimentos”, acrescentou Piana. Também participaram da reunião o cônsul honorário da Dinamarca em Curitiba, Pedro Luiz Fernandes, e o presidente da Câmara de Comércio Dinamarquês-Brasileira, Jens Olsen.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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