Paraná
Mutirão de manutenção preventiva da Copel acontece em 128 cidades neste sábado
A Copel realiza neste sábado (16) o mutirão anual de manutenção preventiva das redes elétricas. Será um dia de muita movimentação das equipes da Companhia em todo o Paraná. A programação abrange 128 municípios. Mais de 2 mil trabalhadores atuarão em atividades como poda de árvores próximas à rede elétrica, roçada sob as linhas de transmissão e retirada de objetos enroscados na fiação. O objetivo é reduzir desligamentos de energia nas estações da primavera e verão.
Esta será a quinta edição da mobilização, que conta com a participação de equipes das áreas de serviços, manutenção, inspeção, obras e compartilhamento de postes.
De acordo com a superintendente de Manutenção da Copel, Andrea Cristina Brotto Bertolin, o mutirão intensifica um trabalho que é feito no dia a dia. “É nossa rotina acompanhar de perto o bom estado das redes e monitorar constantemente os índices de desligamento”, explica a engenheira.
As distribuidoras de energia elétrica no Brasil têm metas estipuladas pelo órgão regulador, a Aneel, quanto à frequência e também a duração da falta de luz em cada conjunto elétrico atendido.
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Temporais com ventos fortes afetam rede de energia com cada vez mais intensidade
A preocupação com o período de chuvas no início da primavera se dá, principalmente, pelo contato de galhos de árvores, durante os temporais. Com a umidade, também aumenta o risco de desligamento por objetos enroscados nas redes, como as pipas. Ao molharem, eles podem se tornar condutores de energia e causar curto-circuito, interrompendo o abastecimento de energia.
Os trabalhos do mutirão não terão impacto para os consumidores, pois serão executados com a rede ligada. Além da retirada dos objetos, as equipes farão ainda inspeção das redes, pequenos reparos e manutenção preventiva de subestações. Em nove municípios haverá também trabalhos de regularização de redes de telefonia, em pontos que persistem inadequados mesmo após notificação das operadoras. São eles: Apucarana, Cascavel, Curitiba, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Umuarama e União da Vitória.
SUSTENTABILIDADE – Todos os anos, o cuidado com o meio ambiente acompanha a programação do mutirão, com doação de mudas adequadas para o plantio embaixo da rede elétrica e a trituração dos resíduos de podas para cobertura do solo em hortas comunitárias.
A superintendente de Manutenção da empresa destaca que o compromisso da Copel com os pilares de cuidados com o meio ambiente, responsabilidade social e governança está presente em todo o planejamento e execução dos serviços de campo. “Como maior empresa do Paraná, temos esse compromisso de entregar sempre o nosso melhor, não só na parte técnica, mas também no cuidado com as pessoas e com a natureza”, afirma.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Londrina para devolução de R$ 13 milhões ao Fundo Municipal do Meio Ambiente
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, expediu recomendação administrativa ao Poder Executivo local. O documento orienta, entre outros pontos, a restituição de valores ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), referente a recursos aplicados em despesas de natureza diversa da finalidade institucional do Fundo. Estima-se que o aporte para regularização seja de R$ 13.387.222,12, valor a ser atualizado monetariamente pelo IPCA e acrescido de juros de mora de 1% ao mês.
Áudio da Promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna
A medida decorre de procedimento administrativo instaurado para analisar informações enviadas pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) em 6 de maio de 2026, relativas à aplicação irregular de recursos do Fundo e à inobservância de anuência do Conselho para tal.
Desvio de finalidade – De acordo com as investigações do MPPR, houve utilização irregular de R$ 20.822.642,69 oriundos das contas vinculadas ao ICMS Ecológico e ao fundo principal do FMMA. A justificativa utilizada pelo Executivo Municipal foi a abertura de créditos adicionais suplementares por superavit financeiro, amparada nos termos da Emenda Constitucional 136/2025. Contudo, o cruzamento de extratos bancários com o Relatório de Despesas por Categoria revelou que os recursos foram registrados e empenhados no orçamento da Secretaria Municipal de Educação para despesas da pasta. Do montante empenhado nessas condições, R$ 7.337.000,00 já haviam sido liquidados e pagos até o final de dezembro de 2025, sem nenhuma deliberação ou comunicação prévia ao Consemma.
Pontos de Regularização – A Promotoria de Justiça fundamentou a necessidade de ajuste em relação aos seguintes tópicos: a) vinculação do ICMS Ecológico – por ser transferência obrigatória regida por lei estadual, esses recursos possuem restrições de desvinculação conforme o artigo 76-B do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT); b) disponibilidade financeira – as verbas já possuíam destinação prevista em cronogramas aprovados pelo Consemma; c) enquadramento de despesas – gastos com manutenção administrativa diferem das políticas públicas finalísticas preconizadas pela norma; d) governança participativa – a participação do Conselho é essencial para assegurar o modelo de gestão compartilhada e a preservação do patrimônio ambiental.
Gestão Colegiada – O FMMA, conforme a Lei Municipal 4.806/1991, objetiva o financiamento de projetos sustentáveis. A legislação prevê que a aplicação desses ativos deve ser planejada em conjunto com o Consemma, promovendo uma administração transparente e democrática.
Medidas Recomendadas – O Ministério Público recomendou ao Município de Londrina as seguintes medidas: 1) abster-se de editar novos atos administrativos que utilizem recursos do FMMA para finalidades alheias ao meio ambiente e proibir qualquer empenho nas contas do Fundo sem prévia aprovação do Consemma por quórum qualificado; 2) convocar em até 15 dias reunião extraordinária do Consemma para apresentar o relatório financeiro detalhado de movimentações entre novembro de 2025 e março de 2026; 3) disponibilizar em portal de transparência todos os extratos, empenhos e pagamentos do fundo dos exercícios de 2024 a 2026; 4) realizar em até 30 dias a devolução integral das quantias ao fundo municipal, cancelar todos os empenhos irregulares feitos em favor da Secretaria de Educação e declarar a nulidade dos decretos municipais que autorizaram as transferências; 5) apresentar ao Consemma, em até 60 dias, um plano de ressarcimento e cronograma de devolução dos valores desviados.
A recomendação administrativa foi enviada para ciência de órgãos de controle e secretarias municipais envolvidas, incluindo o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado. O MPPR ressalta que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e adotará as medidas judiciais cabíveis se as determinações forem descumpridas.
Procedimento Administrativo MPPR-0078.26.003224-4
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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