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Paraná reafirma compromisso com o ensino superior no maior congresso nacional da ciência

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Autoridades do Governo do Paraná participaram neste domingo (23) da abertura da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Teatro Guaíra, em Curitiba. A solenidade contou com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; do secretário da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel; do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro; do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, do prefeito de Curitiba, Rafael Greca, entre outras autoridades.

Para a ministra, o encontro é um orgulho para todos os brasileiros. “As nossas universidades, as instituições públicas de pesquisa são espaços de excelência de produção de conhecimento e que precisam ser respeitados”, afirmou.

Entre as novidades apresentadas para a área da ciência, a ministra anunciou investimentos para o Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (Proinfa). “Eu tenho a satisfação de anunciar recursos da ordem de R$ 3,6 bilhões no programa de recuperação e expansão da infraestrutura da pesquisa tecnológica nas universidades e nas instituições de ciência e tecnologia. O Proinfa está de volta”, declarou.

O secretário Aldo Bona reafirmou o compromisso com a ciência e lembrou que o Paraná tem um sistema robusto de ensino superior e de pesquisa. “De acordo com diferentes rankings de avaliação, somos o segundo estado que mais investe em ciência e tecnologia e temos, proporcionalmente, o maior Sistema Estadual de Ensino Superior, composto por sete universidades”, acrescentou.

A solenidade contou ainda com homenagens e premiação para professores e pesquisadores de destaque na produção da ciência no País.

REUNIÃO ANUAL – A Reunião Anual é realizada desde 1949 com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia. Este é o maior evento de pesquisa e extensão da América Latina e tem como objetivo debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população. Esta é a sexta edição realizada no Paraná.

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Para o presidente da SBPC, a integração de diversos órgãos e setores é parte do projeto para avançar no aprimoramento da ciência. “A SBPC lida com o círculo virtuoso da ciência, tecnologia, inovação, educação, saúde, meio ambiente, cultura, direitos humanos e inclusão social”, afirmou Renato Janine Ribeiro.

O Governo do Estado, por meio da Seti e Fundação Araucária, é parceiro da UFPR, responsável pela organização do evento. Entre os dias 23 e 29 de julho serão realizadas mais de 220 atividades no campus Centro Politécnico da UFPR. A Secretaria, a Fundação Araucária e as sete universidades estaduais terão espaço exclusivos nos dois pavilhões da SBPC.

“O evento da SBPC é um dos momentos mais importantes de reunião da comunidade científica da América Latina. Ele permite tratarmos de questões chaves para a evolução da humanidade. Curitiba recebe essa comunidade de abraços abertos e esse evento trará no decorrer da semana uma série de discussões, de propostas e de encaminhamentos para atuação cada vez mais relevante e intensa junto à sociedade. A Fundação Araucária tem a honra de ser uma das instituições apoiadoras da SBPC no Paraná, pois também é uma forma de reconhecer o trabalho do Estado e seu destaque no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação regional e nacional”, ressaltou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destacou as parcerias com a Seti como apoiadora e da Secretaria de Estado da Educação com a organização de visitas dos estudantes à SBPC Jovem. “Tivemos um diálogo e uma participação tremenda para além do nosso meio acadêmico para a nossa SBPC Jovem, com apoio da nossa Secretaria Estadual de Educação e da Secretaria Municipal de Educação. Teremos durante a semana a presença de mais de 16 mil crianças no nosso Centro Politécnico para olhar como é que se faz ciência para estar junto com o nosso pessoal da divulgação Científica”, complementou.

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PROGRAMAÇÃO – A programação do estande do Governo do Estado contará com apresentação dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) da Fundação Araucária, que são redes de pesquisadores que se dedicam a temas específicos, como Tecnologia Assistiva, Educação do Futuro e Taxonline (coleções biológicas); da Plataforma iAraucára, direcionada aos cidadãos e organizações que lidam com conhecimento sobre Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I); e do Vale do Genoma, ecossistema de inovação voltado à pesquisa genética e inteligência artificial aplicadas à saúde.

Também serão apresentados o programa do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná, política pública pioneira no País para acesso ao ensino superior, e projetos estratégicos do Estado para o Ensino Superior, como as Agências de Inovação para o Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageunis) e os programas de extensão das universidades estaduais. Confira a programação completa do estande AQUI.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade de abertura o presidente do Tecpar, Celso Kloss; a presidente da Capes, Mercedes Bustamante; o presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos, Vinícius Soares; o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Celso Pansera; os reitores da UEL, Marta Favaro; UEM, Leandro Vanalli; UEPG, Miguel Sanches Neto; UENP, Fábio Martini; Unespar, Salete Sirino; UTFPR, Marcos Schiefler; IFPR, Odacir Zanatta; UFAbc, Dácio Matheus; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Marcelo Carneiro Leão; entre outros representantes de instituições nacionais, estaduais e municipais.

Serviço:

75ª Reunião da SBPC

Data: de 23 a 29 de julho

Local: Centro Politécnico da UFPR

O evento é gratuito e aberto ao público

Confira toda a programação e outras informações AQUI.

Fonte: Governo PR

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Paraná fortalece intercâmbios científicos com universidades de excelência

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A cooperação internacional entre a Fundação Araucária e a Universidade Provincial de Kyoto completa dois anos em junho, destacando-se dentro do Programa Ganhando o Mundo da Ciência. Por meio do programa, estudantes e pesquisadores do Paraná vêm desenvolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento no Japão, fortalecendo conexões acadêmicas, científicas e culturais.

Desde o início da parceria com Kyoto, já foram realizadas dez mobilidades acadêmicas entre 2025 e 2026, envolvendo estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O investimento executado pela Fundação Araucária na cooperação com a universidade japonesa ultrapassa R$ 560 mil.

O programa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização promovida pela Fundação Araucária. Somando todas as mobilidades internacionais em andamento pelo Ganhando o Mundo da Ciência, os investimentos da instituição superam R$ 3,5 milhões, contemplando parcerias com universidades e centros de pesquisa do Japão, França, Holanda, Canadá e Austrália. No total, 51 pesquisadores já participaram do programa.

OPORTUNIDADE ÚNICA DE INTERCÂMBIO – O segundo grupo de pesquisadores paranaenses selecionados pelo programa Ganhando o Mundo da Ciência desembarcou em Kyoto entre o fim de março e o início de abril para um período de mobilidade acadêmica que segue até setembro e outubro.

Entre os participantes está a bióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Andressa Guarnieri Canton. Ela desenvolve pesquisa no Department of Agricultural and Life Science da universidade japonesa voltada ao estudo de microbiomas do solo aplicados à agricultura sustentável.

Para ela, a experiência representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e pessoal. “Escolhi o Japão porque já havia conhecido alguns integrantes da Universidade de Kyoto e, quando surgiu a oportunidade, não foi preciso pensar duas vezes. A experiência está sendo muito desafiadora e gratificante”, relatou.

A estudante destaca que a oportunidade proporcionada pelo programa tornou possível um sonho que dificilmente seria realizado sem apoio institucional. “Sem essa oportunidade seria muito difícil conseguir realizar esse sonho. Muitas vezes nos sentimos inseguros e questionamos se vale a pena tentar, mas vale muito a pena”, afirmou.

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Também da Unioeste, o mestrando em Engenharia Química Joacir João Neto Piana realiza pesquisa voltada ao reaproveitamento de resíduos industriais cítricos para obtenção de compostos bioativos com potencial antimicrobiano no Departamento de Ciências dos Alimentos e Nutrição. Segundo ele, a experiência no Japão tem proporcionado não apenas avanços acadêmicos, mas também crescimento pessoal.

“Escolhi o Japão por ser um país que consegue unir modernidade, desenvolvimento científico e tradição cultural de forma muito única. Além disso, é um país reconhecido mundialmente pelos investimentos em pesquisa, inovação e valorização da ciência”, destacou.

Joacir afirma que estudar no Japão era algo distante de sua realidade até a aprovação no programa. “Sinceramente, eu nunca havia imaginado estudar aqui. Até hoje ainda existe um pequeno choque quando percebo que realmente estou vivendo essa experiência”, comentou.

Para o estudante, o contato com novas metodologias e diferentes formas de conduzir pesquisas tem ampliado sua visão sobre a atuação científica. “Mesmo em áreas nas quais já possuímos experiência, é necessário reaprender e se adaptar a novos processos. Isso estimula muito o desenvolvimento técnico e a capacidade de resolução de problemas”, afirmou.

Já o pesquisador Jhonatan Matheus Piaceski Rocha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), faz estágio de pós-doutorado em Kyoto desenvolvendo estudos na área de Síntese Orgânica. A pesquisa investiga o mecanismo de reação da conversão de ácidos carboxílicos protegidos por grupos alcoximetilados em ésteres sob meio alcalino — uma reação inédita, ainda não descrita na literatura científica, descoberta durante as atividades no laboratório da universidade japonesa.

Ele destaca que a experiência internacional tem ampliado sua percepção sobre a ciência e fortalecido possibilidades futuras de cooperação internacional. “O Japão é um país reconhecido mundialmente pela valorização da ciência, da tecnologia e da educação. Poder vivenciar esse ambiente acadêmico e desenvolver pesquisas aqui é algo muito significativo e gratificante para mim”, ressaltou.

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O pesquisador também destaca o impacto da convivência com diferentes culturas científicas. “Observar como outros grupos de pesquisa adaptam técnicas e metodologias às suas necessidades mostra diferentes formas de pensar e conduzir a ciência. Isso amplia nossa visão sobre a pesquisa científica e cria novas possibilidades para o desenvolvimento científico no Brasil”, afirmou.

IMPACTOS POSITIVOS – Segundo o pesquisador e vice-presidente da assessoria internacional da Universidade Provincial de Kyoto, André Cruz, a presença dos bolsistas paranaenses já demonstra resultados positivos para ambas as instituições.

“Esse intercâmbio já está trazendo bons frutos e tende a crescer ainda mais. Esperamos que o trabalho realizado aqui contribua não somente para o Japão, mas também para o Brasil e especialmente para o estado do Paraná, nas diferentes áreas do conhecimento contempladas pelo programa”, completou.

NOVAS OPORTUNIDADES – Além das cooperações já estabelecidas, a Fundação Araucária também negocia novas oportunidades de mobilidade e pesquisa internacional com instituições da Itália, Austrália, Canadá, Paraguai, Argentina, Finlândia, Portugal, Espanha, Alemanha e Moçambique, ampliando a presença da ciência paranaense em centros internacionais de excelência. Novas inscrições serão abertas em breve.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a parceria com Kyoto simboliza o compromisso do Paraná com a formação de pesquisadores preparados para atuar em ambientes globais de inovação e produção científica. Para ele, a ampliação das cooperações internacionais demonstra o protagonismo do Paraná na construção de uma ciência cada vez mais conectada globalmente.

“Estamos expandindo nossas parcerias estratégicas com instituições de diversos países porque acreditamos que o conhecimento se fortalece por meio da colaboração internacional. O Paraná hoje é referência nacional em políticas de internacionalização da ciência”, completou.

Fonte: Governo PR

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