Paraná
Mostra Adega Teatral reúne espetáculos, oficinas e mesas-redondas em Curitiba
O Miniauditório do Teatro Guaíra, a Biblioteca Pública do Paraná e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) são palcos para as atividades da 1ª Mostra de Processos do Coletivo Adega Teatral, que acontece em Curitiba e reúne vários projetos como leituras dramáticas, debates, apresentações de atividades em realização (work in progress), espetáculos e oficinas gratuitas. O evento começa nesta terça-feira (18) e segue até 30 de julho. Parte da programação é gratuita e outra está com ingressos disponíveis.
“O objetivo é criar um local de voz, de nascimento de dramaturgia e reflexão sobre a vida humana, representada em cena por diversas linhas de pensamento e expressões artísticas, fomentando, desta forma, a criação, a produção de espetáculos e intervenções artísticas”, explica um dos criadores do Coletivo e da Mostra Adega Teatral, o ator Thadeu Peronne. “O objetivo é promover a democratização do teatro”.
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A mostra conta com o trabalho de mais de 20 artistas criadores. “É uma forma de ocupar os espaços com arte e a dramaturgia é o ponto central”, observa Mazé Portugal, atriz e idealizadora do evento.
Os textos que devem ser apresentados são de dramaturgos premiados, como Enéas Lour, Ed Anderson, Ana Cândida Carneiro, Jean Paul Sartre, Dione Carlos e Douglas Daronco. Racismo, invisibilidade, violência contra a mulher, xenofobia, solidão e depressão são os temas abordados.
Confira a programação:
Espetáculos
“Amorexia, Tragicomédia Musical em um Cabaré” – 20 a 23/07 – 20h e 19h – Miniauditório Teatro Guaíra (R$ 60 e R$ 30 – meia)
“Mulher Megafone (Teatro de lambe lambe)” – 19/07 –17h – Biblioteca Pública do Paraná
Leituras dramáticas
“Dora Desabalada” (de Enéas Lour) – 18/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra
“Reivalino e Dagoberto” (de Enéas Lour) – 18/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra
“O Boca Rosa” (de Enéas Lour) – 25/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra (grátis). Psicólogos não choram (de Enéas Lour) – 25/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra
“O Andarilho” (de Enéas Lour) – 26/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra – Com Thadeu Peronne e Beto Collaço
“A Prostituta Respeitosa” (de Jean Paul Sartre) – 26/07 – 18h – Biblioteca Pública do Paraná
“Plastic Doll” (de Ana Carneiro) – 19/07 – 18h30- Biblioteca Pública do Paraná
Escuta – solos Inéditos de Ed Anderson
“Abacate Space” – 22/07 – 15h30 – Miniauditório Teatro Guaíra – Com Thadeu Peronne
“Dizem Que Sou Um Cara Dramático” – 22/07 – 15h30 – Miniauditório Teatro Guaíra – Com Licurgo Spínola
“Pela Estrada Fora” – 22/07 – 15h30 – Miniauditório Teatro Guaíra – Com Ana Cavazanna
“E Se Eu Não Quiser Dançar” – 23/07 – 15h30 – Com Mazé Portugal
“Laio Era Um Homem Bom” – 23/07 – 15h30 – Com Paulinho Maia
Apresentações Work In Progress
“Plastic Doll” – 28/07 e 30/07 – 20h e 19h – Miniauditório Teatro Guaíra – estudo de encenação
“Sete” – 27/07 e 29/07 – 20h – Miniauditório Teatro Guaíra
Espetáculos on-line
“Que Absurdo” – solicitar link via @coletivoadegateatral
“Kaza” – solicitar link via @coletivoadegateatral
Mesas Redondas
Dramaturgia Feminina (Por Elas e Para Elas), com Ana Cândida Carneiro, Ana Johann e Fátima Ortiz e Yagunã Dalzira – 20/07 – 18h – Biblioteca Pública do Paraná
Direitos Humanos, de Gênero e o Impacto Social das Artes (Artivismo) – 27/07 – 18h – Biblioteca Pública do Paraná
Serviço:
1ª Mostra de Processos do Coletivo Adega Teatral
Data: 18 a 30 de julho de 2023
Mais informações: [email protected]
Ingressos: www.deubalada.com
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.
Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.
Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.
Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.
Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).
Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.
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Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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