Paraná
Com ações inéditas, Paraná participa de feira internacional de observação de aves
A Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e o Instituto Água e Terra participam da 16ª Feira Internacional de Observação de Aves, o Avistar Brasil, que acontece no Câmpus da USP em São Paulo a partir desta sexta-feira (19), e vai até domingo (21). O evento reúne expositores de todo o Brasil e da América Latina, e é a primeira vez que o Governo do Paraná participa para promover o turismo ecológico e a conscientização da preservação ambiental através da observação de aves nas suas Unidades de Conservação.
A Setu chega ao evento com o primeiro Fórum Nacional de Turismo de Vida Silvestre e o lançamento do Mapa Birdwatching, enquanto o Instituto Água e Terra (IAT) apresenta o Projeto Passarinhar Paraná. As duas iniciativas visam promover a observação de aves no estado, estimular a conservação e dar visibilidade ao segmento turístico que tem atraído olhares do mundo todo.
Durante o Fórum, será apresentado o 3.º Censo Brasileiro de Observação de Aves, com painéis dos cases de sucesso como “Empreendedorismo no Turismo de Observação da Vida Silvestre”, além das ações realizadas pelo governo estadual, tal como “Governança e Turismo de Observação de Vida Silvestre”. A plenária para perguntas e respostas encerra o evento.
“A presença da Secretaria do Turismo e do IAT demonstra o comprometimento do Paraná em impulsionar o turismo sustentável”, afirma o secretário Marcio Nunes, ressaltando a potencialidade do segmento de observação de aves no Paraná, Estado que tem mais de dois milhões de hectares de áreas naturais não fragmentadas da Mata Atlântica, ambiente procurado pelos observadores.
Para Fábio Skraba, diretor de Marketing, Competitividade, Qualificação e Inovação Turística da Setu, que participa das apresentações no evento, o turismo de observação está crescendo no mundo todo e é considerado um importante aliado da conservação, das comunidades e cadeia produtiva do turismo. “São iniciativas de conservação e desenvolvimento de políticas para promover o turismo de natureza e atrair mais o público internacional”, disse.
“O Projeto Passarinhar Paraná é vinculado ao Programa Parques Paraná e visa promover a observação de aves nas Unidades de Conservação estaduais para incentivar a visitação pública com fins educativos”, disse o diretor de Patrimônio do IAT, Rafael Andreguetto.
O projeto deve apoiar também a pesquisa científica para o desenvolvimento da ciência-cidadã, e impulsionar o turismo ecológico como estratégia para a proteção e conservação das espécies de aves encontradas no Estado.
AVISTAR – O Avistar Brasil é fomentado por exposições, palestras, oficinas e artes para debater a ciência, natureza e sociedade.
Destacando-se no Congresso, a equipe da Gerência de Biodiversidade/Dipan, do IAT, apresentará um pôster intitulado “Breve Diagnóstico dos Estudos sobre a Avifauna em Unidades de Conservação do Paraná”.
No espaço do estande do Paraná haverá uma exposição sobre a avifauna paranaense para divulgar e valorizar a diversidade das aves no Estado. Essa exposição contou com colaboração de diversos parceiros, como o Parque das Aves, a RPPN Observatório Ornitológico Nascentes do Iguaçu, a Grande Reserva da Mata Atlântica, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS (Projeto Harpia), o Instituto Guaju, os ornitólogos paranaenses e observadores de aves.
ESTUDOS – “Nós compilamos todos os projetos de pesquisas autorizados e verificou se que havia estudos com espécies ameaçadas ou exóticas invasoras, e em quais Unidades de Conservação foram realizadas essas pesquisas”, diz a bióloga da Diretoria do Patrimônio Natural, do IAT, Amanda Beltramin. Expor esses dados no maior evento de aves ajuda a influenciar os estudos de espécies e Unidades de Conservação que não foram contempladas até o momento.
O Mapa Birdwatching levado pela Setu retrata toda a magnitude do turismo de observação no território paranaense, indicando os municípios com maior número de avistamento de aves e espécies de maior incidência. A peça é inédita, ainda sendo construída, e visa orientar turistas e observadores e informar os territórios com infraestrutura turística adequada. “O mapa estará sempre em construção. As informações serão adicionadas e atualizadas. Será uma bússola para esse espetáculo do Paraná Turístico”, afirma Ana Paula Soliman, coordenadora de Marketing e Inovação do IAT.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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