Paraná
Fórum prepara sugestões para desburocratizar operação de micro e pequenas empresas
Com a participação de representante do Governo do Estado, o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná (Fopeme) abriu nesta quinta-feira (27) o debate para sugerir atualizações nas leis que beneficiem o cenário de negócios aos pequenos empreendedores do Estado. Durante o encontro dos Comitês Temáticos da entidade foram analisadas questões como desburocratização, inovação e tecnologia, formação da cultura empreendedora, créditos e investimentos, entre outras.
No fim do ano, o fórum, que inclui setores produtivos, Sebrae/PR, empresas privadas e estatais, entre outros, vai formular um documento com as propostas que serão encaminhadas ao Congresso Nacional, bem como aos governos Estadual e Federal e às prefeituras.
O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços e presidente do Fopeme, Ricardo Barros, explica que as propostas geradas pelos Comitês Temáticos serão de ordem prática, com impacto direto na operação das micro e pequenas empresas.
“O debate aqui é dos próprios empresários. Eles vão formular e apresentar as ideias que serão levadas ao Congresso, além de órgãos governamentais. São questões da vida real do empreendedor, do dia a dia deles para ajudar o Paraná e o Brasil a se desenvolverem de forma efetiva”, aponta Barros.
Ele ressalta que o cenário econômico pós-pandemia exige um planejamento ainda mais criterioso para as sugestões de mudanças. “A ideia é debater como o governo pode atrapalhar o menos possível os empresários para que cresçam, gerem empregos, renda e desenvolvimento ao Brasil”, complementa o secretário.
MEI – Um dos temas que vai exigir mais atenção nos debates do Fopeme em 2023 é a atualização das regras do Microempreendedor Individual (MEI). Barros afirma que é preciso fazer alterações na legislação para que os MEIs possam se expandir e gerar mais empregos. “Hoje, apenas 4,5% dos MEIs conseguem gerar emprego. Isso mostra a dificuldade de crescimento dessas empresas, já que muitas vezes isso não é por competência, mas sim pela burocracia”, compara Barros.
O secretário cita o caso da obrigatoriedade dos MEIs de poderem empregar apenas um funcionário. “Se o empreendedor contratar dois funcionários, ele sai do benefício fiscal do MEI e tem que pagar mais imposto. Aí perde competitividade. São esses problemas da vida prática do empreendedor que temos que debater no Fopeme para avançarmos”, exemplifica.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR, Ercilio Santinoni, cita, ainda, o teto de faturamento anual de R$ 81 mil para a empresa se enquadrar no MEI. Segundo Santinoni, esse valor ficou desatualizado com a inflação, que vem impactando a operação do empreendedor individual.
“Hoje é muito difícil a empresa passar de MEI para Microempresa. O que vamos propor é uma rampa para facilitar o empreendedor a deixar de ser MEI e subir para Microempresa. Só que isso tem que ser feito de uma forma que, se o empreendedor tiver problemas na sua empresas, ele possa voltar a ser MEI sem a burocracia que isso exige”, compara Santinoni.
CARTA PARANÁ – “Vamos fazer no Fopeme uma discussão geral de todas as dificuldades dos pequenos empreendedores para criarmos projetos de solução. Em outubro ou novembro faremos uma Carta Paraná com todas essas propostas para apresentar aos órgãos competentes. E na sequência ainda teremos o encontro nacional dos Fóruns Permanentes em que poderemos também aproveitar ideias e projetos de outros estados”, afirma o presidente do Conselho do Sebrae/PR.
O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta, enfatiza que o Fopeme é o principal canal de sugestões de melhorias para o micro e pequeno empreendedor. Ele lembra que o fórum paranaense é o único que nunca deixou de funcionar desde que essas plataformas foram criadas em todo Brasil há 15 anos.
“O Fórum é fundamental para que tenhamos sempre novas ideias, propostas e soluções às micro e pequenas empresas. O Paraná é um dos poucos estados a ter a Lei Geral das Micro e Pequenas empresas implantadas em todos os municípios. E isso foi graças ao planejamento que surgiu de dentro do Fórum Permanente, em um exemplo claro de como criar e fazer funcionar de fato uma lei”, comenta Tioqueta.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ratinho Junior participa de homenagem a lideranças católicas na Alep
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta terça-feira (26) de sessão solene, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em homenagem às lideranças religiosas da Igreja Católica e à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Regional Sul 2.
O evento teve como objetivo reconhecer o trabalho da instituição para a sociedade paranaense, especialmente nas áreas social, educativa, cultural, missionária e de promoção da dignidade humana. Na ocasião, foram entregues 57 menções honrosas a representantes de pastorais e movimentos.
“A Igreja Católica trabalha desde a saúde, com as Santas Casas, nos asilos, na gestão de orfanatos; ela trabalha no cuidado com a terceira idade; tem a Pastoral do Idoso, Pastoral da Criança. Além do turismo religioso. Temos uma grande parceria no Estado, com vários santuários, que registram aumento do número de fiéis e de visitantes”, destacou o governador, citando ainda o “ano especial” pelos 100 anos da Arquidiocese de Curitiba.
“O trabalho da Igreja Católica vai muito além da sua missão principal, que é a evangelização. Ela tem um leque de trabalho e de prestação de serviços que é imensurável. E o Estado sozinho, o poder público, de uma forma geral, não teria braço suficiente para fazer tudo aquilo que a Igreja Católica faz”, completou.
O presidente da Alep, o deputado Alexandre Curi, também resumiu a celebração como uma retribuição aos serviços prestados pelas instituições católicas. “A Assembleia do Paraná presta uma homenagem nobre, dos 12 milhões de paranaenses, em agradecimento a todo esse trabalho que a Igreja Católica faz em todo o Estado do Paraná”, revelou.
A sessão solene foi proposta por Curi e os deputados Gugu Bueno, Maria Victoria e Marcio Pacheco. Acompanharam o evento autoridades civis, religiosas e representantes de diversas expressões católicas.
Para o deputado Gugu Bueno, 1º secretário da Alep, o papel ativo no acolhimento social merece reconhecimento. “A Igreja dá suporte a ações importantes do Governo do Estado, cuidando daquelas pessoas que muitas vezes são invisíveis para a sociedade e precisam de uma mão amiga. E desempenha muito bem essa missão”, declarou.
PROGRAMAÇÃO — A atividade começou com uma celebração da Santa Missa, presidida pelo arcebispo de Londrina e presidente da CNBB Sul 2, Dom Geremias Steinmetz. O arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, dom Volodêmer Koubetch, e o padre Marcos Paulo Honório da Silva, secretário executivo da CNBB Sul 2 foram os concelebrantes.
“É uma grande honra para a Igreja Católica do Paraná receber esta homenagem. É um reconhecimento que valoriza uma instituição que há quase dois mil anos desenvolve sua missão no mundo”, disse Dom Geremias. “Uma missão que se realiza não apenas no âmbito da fé e da evangelização, mas também na promoção da dignidade humana, no cuidado com a vida, na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”, acrescentou.
O bispo também ressaltou que a homenagem é compartilhada por todos que fazem da palavra de Cristo, ação. “São homens e mulheres que dedicam suas vidas ao serviço do próximo, muitas vezes silenciosamente, nos mais diversos contextos sociais, culturais e humanos”, concluiu.
A cerimônia de homenagem, realizada na sequência, contou com apresentação institucional sobre a atuação da Igreja Católica no Paraná e a entrega das menções honrosas. Foram contemplados trabalhos em nove eixos diferentes, em favor da evangelização e da solidariedade.
CNBB – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que congrega os bispos da Igreja Católica Apostólica Romana no País. Sua sede é em Brasília e o atual presidente é dom Jaime Cardeal Spengler, arcebispo de Porto Alegre.
Já a Regional 2 da CNBB tem sede na capital do Estado, congrega as arquidioceses e dioceses domiciliadas no Paraná. É formada pelas Províncias Eclesiásticas de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá, além do Rito Ucraniano.
Fonte: Governo PR
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