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Reunião da Rede de Parcerias promove troca de experiências sobre gestão de projetos públicos

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Representantes de todos os estados participam nesta quinta-feira (13) da reunião que integra o 18º Fórum Regional de Fortalecimento da Rede de Parcerias – Etapa Paraná, dando sequência ao lançamento, pelo Governo do Estado, do programa Conecta399, na quarta-feira. A Reunião Conjunta Elos Municípios e Estados, que incentiva compartilhamento de experiências em gestão de projetos, é passo importante nessa rede, que conecta estados, municípios e União.

“Esta reunião de trabalho já aponta uma série de ações, como a avaliação de obras da União que, no processo de transição, ficaram paralisadas, por diversas razões”, destacou o secretário estadual do Planejamento (SEPL), Guto Silva. Ele disse que a retomada desse diagnóstico visa entregar obras à população com eficiência e boa gestão.

A Rede de Parcerias tem por objetivo promover maior integração estados, municípios e governo federal para fortalecer a governança, o diálogo e a gestão e dar maior efetividade das políticas públicas implementadas com recursos das transferências da União.

O alinhamento do governo federal com os 27 estados é um dos principais focos desse encontro, como explica o diretor de Projetos da SEPL, Marcos Marini. “A grande participação no Fórum mostra a importância da rede, principalmente dos municípios, pois é nela que se aprende sobre boas práticas e se assimila conhecimentos que ampliam a capacidade de melhorar tanto a captação de recursos quanto a questão da prestação de contas ao fim do projeto”, disse ele.

INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA – A gestora de convênios e projetos da Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina, Indianara Tavares, ressaltou a relevância da integração entre estados e municípios proporcionada pela rede. “A troca de experiências é o importante, acompanhar o que cada estado tem feito relacionado à gestão de projetos, como as iniciativas do Paraná, que agora tem o Conecta399”, lembrou ela, que é coordenadora do Elo Municipal do estado vizinho.

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Indianara compartilhou que a prática de destaque em Santa Catarina é a existência de escritórios de projetos em todas as macrorregiões do Estado, visto que nem todos os municípios podem ter estruturas próprias com esse objetivo.

Luis Carlos Morente, assessor especial de gabinete da Secretaria de Governo do Mato Grosso do Sul, que coordena a Rede de Parcerias junto ao Ministério da Gestão e Inovação, cita que em seu estado a gestão pública também é voltada ao municipalismo, assim como no Paraná, e que a reunião fomenta a troca de expertises.

“Creio que, além de tratarmos da captação de recursos da União, seja por emenda parlamentar, seja por proposta voluntária, seja por edital de chamada pública, o foco acaba sendo, precisamente, o de alcançar mais e melhores entregas à população, não só otimizando recursos públicos do estado, mas também trazendo novos recursos da União”, diz ele.  

PEQUENOS VÃO GANHAR – Trabalhar em rede gera ganhos a todos, acredita Alexander Moreira, diretor de Apoio à Gestão Educacional do Ministério da Educação. “O Fórum fortalece o processo de transferências governamentais, mas também amplia o acesso à informação e estimula mais cooperação, inclusive do ponto de vista do próprio ministério“, afirma Moreira, que vê na Rede de Parcerias a oportunidade de melhora da assistência técnica do Ministério da Educação tanto para estados quanto para municípios, e principalmente para os menores.

“Na visão municipalista, o encontro é fundamental por incentivar a disseminação de conhecimentos que possam ajudar as cidades a trazerem recursos e a fazerem as prestações de conta da forma correta – e aqui com o apoio do Programa Conecta399, que traz a expectativa de um futuro melhor”, disse Francine Frederico, advogada da Associação dos Municípios do Paraná e coordenadora do Elo Municipal da Rede de Parcerias no Paraná.

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CONECTA399 – O Governo do Paraná lançou na última quarta-feira (12) o Programa Conecta399, durante o 18º Fórum de Fortalecimento da Rede de Parceria – Etapa Paraná, que tem como objetivo aprimorar a capacidade de todos os 399 municípios paranaenses para tirarem do papel e levarem à frente projetos importantes para o desenvolvimento local.

O Conecta399 é uma iniciativa do Governo do Estado para apoio técnico, político e gerencial aos munícipios paranaenses.

Conduzido pela Secretaria de Estado do Planejamento, o apoio de agentes públicos ocorrerá no processo de obtenção de recursos federais desde a preparação, projeto e execução até à prestação de contas.

Haverá suporte também na elaboração de projetos para concorrência em editais nacionais e internacionais, visando a obtenção de recursos pelos municípios.

INTERLOCUTORES – Já na semana que vem, a SEPL irá encaminhar um ofício para todos os prefeitos do Paraná solicitando a indicação de interlocutores, para iniciar o treinamento no começo de maio, com duração de um mês. Esse curso de capacitação é obrigatório para ingressar no Conecta399, e nele a Secretaria ajudará os municípios a fazerem o seu diagnóstico municipal e a organizarem as demandas que serão apresentadas ao Estado. O curso será na modalidade de ensino a distância.

Na segunda quinzena de junho haverá um evento do Governo do Estado para entregar os certificados de conclusão, marcando o ingresso do município ao Programa e início da segunda etapa do Conecta399, que tratará da identificação das oportunidades de recursos para fomentar os projetos.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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