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Após avaliação técnica, PRF decide suspender restrição de caminhões nas BRs 277 e 376 no Paraná

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Após uma série de discussões com áreas técnicas internas e com outros órgãos envolvidos, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tomou a decisão de suspender as portarias de restrições a veículos de carga articulados nos trechos da Serra do Mar das BRs 277 e 376, no Paraná.

A suspensão das restrições vale para os três próximos feriados prolongados, que estavam incluídos nas portarias suspensas: Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalhador (1º de maio) e Corpus Christi (8 de junho).

Conforme avaliação da PRF, a restrição aos caminhões mais pesados teve sua eficácia comprovada durante a temporada de férias, em que o fluxo de veranistas em direção às praias do Paraná e de Santa Catarina tradicionalmente é maior. Com a chegada do Outono, esse tipo de deslocamento tende a se reduzir, fato que inclusive já foi observado durante o último feriado da Semana Santa.

A decisão de suspender a restrição para caminhões em feriados foi tomada em conjunto com o DNIT e a concessionária Arteris Litoral Sul.

Alerta

A PRF alerta aos motoristas que filas quilométricas seguirão existindo, enquanto houver desvios e interdições parciais, especialmente na BR-277, onde uma das pistas está fechada. Os usuários da rodovia precisam estar atentos às placas de sinalização, e reduzir a velocidade nos trechos em obras.

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Com a livre distribuição dos veículos pesados ao longo dos dias de maior movimento, a PRF espera evitar a formação de extensos comboios após o término dos horários de restrição e a superlotação de caminhões em pátios postos de combustíveis e áreas de acostamento.

Ao longo dos próximos feriados, o trânsito seguirá sendo monitorado pela PRF. Ao menos a princípio, novas restrições a veículos de carga estão descartadas.

Fonte: PRF PR

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PCPR prende 27 suspeitos por esquema de produção e distribuição de drogas para diversos estados

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 27 pessoas durante uma operação deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (24) para desarticular uma organização que utilizava cidades paranaenses como base para o tráfico interestadual e que estava envolvida na produção, compra, armazenamento e transporte de drogas. A operação mobilizou mais de 200 policiais e aconteceu em 17 cidades de quatro estados.

A ofensiva contou com apoio das polícias Militar (PMPR) e Penal do Paraná (PPPR), que atuaram com cães de faro, e das polícias civis de São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão. As ordens foram executadas nas cidades de Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José, Londrina e Pato Bragado (PR); São Paulo, Mogi Mirim e Botucatu (SP); Ceará-Mirim e Mossoró (RN); Coronel Sapucaia, Tacuru, Navirai e Itaquirai (MS).

No Mato Grosso do Sul, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Além de entorpecentes, os policiais apreenderam cerca de R$ 30 mil e ₲$ 10 mil (Guaranis paraguaios) em espécie em dois endereços.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro da organização criminosa. A medida tem como objetivo interromper o fluxo financeiro, impedir a movimentação de valores provenientes das atividades ilícitas e descapitalizar a organização criminosa.

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As investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada pela PCPR em conjunto com a Receita Federal. Na ocasião, aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes foi localizada em uma transportadora da cidade de Maringá.

“A partir da análise do material apreendido e da identificação dos responsáveis pelo carregamento, os policiais chegaram a um grupo criminoso com atuação em Loanda. A primeira fase da operação resultou na identificação de cinco integrantes da organização. Posteriormente, foram descobertos novos envolvidos, culminando na segunda fase da investigação”, detalha o delegado da PCPR Leandro Munin.

Com o aprofundamento das diligências e a análise de novos elementos probatórios, verificou-se a existência de uma complexa estrutura criminosa responsável por coordenar a produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas para diversas regiões do país.

COMPRA E DISTRIBUIÇÃO – Segundo as investigações, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de entorpecentes no Mato Grosso do Sul, responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa. Também foram identificados indivíduos encarregados da preparação de veículos com compartimentos ocultos utilizados para o transporte da droga.

A investigação revelou ainda a participação de pessoas responsáveis pela travessia dos entorpecentes para o solo paranaense por meio do Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma. Após a travessia, os carregamentos eram armazenados em entrepostos localizados principalmente nas cidades de Icaraíma e Loanda, de onde seguiam para diversos estados brasileiros.

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Além dos responsáveis pela logística regional, foram identificados integrantes encarregados da distribuição local e da coordenação do envio dos entorpecentes para outras unidades da federação, utilizando caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.

“Em São Paulo, verificamos integrantes ligados a uma organização criminosa de atuação nacional e envolvidos no fornecimento de drogas. No Rio Grande do Norte estavam os responsáveis pela redistribuição dos entorpecentes na região Nordeste”, complementa o delegado.

NÚCLEO FINANCEIRO – A PCPR apurou ainda que o grupo mantinha um núcleo financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores provenientes do tráfico.

Determinados membros do grupo integravam um esquema de lavagem de dinheiro disponibilizando contas bancárias para o trânsito de recursos ilícitos. Segundo apurado, essas contas eram utilizadas para o recebimento de valores oriundos da comercialização de entorpecentes e para a realização de pagamentos a fornecedores de drogas e demais integrantes da estrutura criminosa.

Além disso, interpostas pessoas e empresas desempenhariam papel fundamental na movimentação financeira da organização, viabilizando o recebimento de valores provenientes da comercialização de entorpecentes e o pagamento de fornecedores, contribuindo para a lavagem dos ativos criminosos.

Com a conclusão da operação, os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.

Fonte: PJC PR

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