Paraná
Ministério Público ajuíza ação para que Município de Colombo estruture equipe técnica multidisciplinar ininterrupta para prestar apoio ao Conselho Tutelar
O Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública buscando obrigar o Município a estruturar e manter um serviço permanente de apoio técnico ao Conselho Tutelar. A demanda, que tramita na Vara da Infância e da Juventude de Colombo, busca garantir a atuação de uma equipe multidisciplinar ininterrupta, com funcionamento inclusive aos finais de semana e feriados, para assessorar o órgão nas decisões protetivas envolvendo crianças e adolescentes.
Áudio da Promotora de Justiça Juliana Baron
A medida judicial foi adotada após o MPPR constatar que a medida de acolhimento institucional vinha sendo aplicada de forma prioritária em situações de risco, sem a adoção prévia e efetiva de medidas menos gravosas. Segundo a ação, há um déficit estrutural na rede de proteção municipal, caracterizado pela insuficiência de levantamentos sobre a família extensa e pela ausência de apoio técnico disponível em tempo compatível com a urgência dos atendimentos prestados pelos conselheiros tutelares, especialmente antes da aplicação de medidas de afastamento do convívio familiar.
Recomendações prévias – Antes da judicialização, a Promotoria de Justiça expediu, em 2023, recomendações administrativas para instituir fluxos de atendimento e formulários obrigatórios de pré-acolhimento. Contudo, o próprio Município reconheceu que a equipe diagnóstica anteriormente existente foi descontinuada, e o serviço passou a não funcionar de maneira efetiva, deixando o Conselho Tutelar sem resposta técnica nos momentos críticos de atuação.
Diante da urgência do caso, o Ministério Público requer liminarmente que o Município seja obrigado a designar, no prazo de dez dias, uma equipe mínima provisória composta por assistente social e psicólogo para apoio técnico imediato. Em caráter definitivo, a ação pede a estruturação, em até 120 dias, de pelo menos uma equipe multidisciplinar exclusiva, contendo assistente social e profissionais de psicologia e da área jurídica, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento injustificado. O objetivo não é substituir o Conselho Tutelar ou interferir em sua autonomia, mas assegurar as condições materiais para que o órgão exerça suas atribuições de modo fundamentado e articulado com a rede pública.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia quatro pessoas em Foz do Iguaçu por associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes
O Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, denunciou criminalmente por associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro quatro pessoas investigadas a partir da operação Rescaldo, conduzida pelo Núcleo de Foz do Iguaçu da Divisão Estadual de Narcóticos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz Querino Coelho
De acordo com as apurações do caso, os denunciados utilizavam um estabelecimento comercial de fachada (tabacaria e venda de bebidas) para armazenar e comercializar substância entorpecente análoga ao crack. Para garantir a execução dos atos ilícitos, os acusados faziam uso de diversas câmeras de monitoração de vias públicas próximas ao endereço em que atuavam e mantinham atividade de acompanhamento das forças de segurança pública.
Apreensões – No curso das investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, sendo apreendidos balança de precisão, máquinas de cartão de crédito, veículos, joias e valores em espécie, inclusive em moedas estrangeiras, que se aproximaram de R$ 150 mil.
Uma das investigadas teria movimentado R$ 6,5 milhões, supostamente oriundos das atividades criminosas, utilizando diversas estratégias financeiras e bancárias para dissimular a origem dos valores. Outro investigado também teria movimentado cerca de R$ 2,7 milhões entre 2021 e 2026, sem que a origem fosse justificada, uma vez que em parte desse período ele sequer possuía vínculo formal de emprego. Para disfarçar a origem dos valores, o acusado valeu-se principalmente da aquisição de imóveis.
Além da condenação às penas previstas na legislação, o MPPR requer que os réus paguem pelo menos um milhão de reais por danos sociais.
Processo 0008017-06.2026.8.16.0030
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Política Nacional4 dias agoEleições 2026: quem fica, quem sai e quem concorre ao Senado
-
Paraná5 dias agoAtendendo recurso do MPPR, Supremo Tribunal Federal reconhece provas da investigação de homicídios praticados na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba
-
Esportes5 dias agoGabigol dá duas assistências, Santos vence Atlético-MG e larga na frente nas quartas
-
Paraná5 dias agoMinistério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
-
Brasil5 dias agoForça Nacional do SUS recebe base no Rio de Janeiro para enfrentar emergências climáticas
-
Educação6 dias agoUFMT abre seleção para licenciatura intercultural indígena
-
Paraná5 dias agoMinistério Público do Paraná empossa nova Promotora Substituta nesta quarta-feira (9/9), em cerimônia marcada para as 17 horas
-
Educação5 dias agoPrêmio Brasil de Ensino de Matemática abre inscrições
