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Brasil e Moçambique reafirmam parceria e definem novas frentes de cooperação técnica

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O Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde de Moçambique assinaram, nesta terça-feira (13), em Maputo, dois memorandos de entendimento que ampliam a cooperação técnica entre os dois países. Os instrumentos consolidam parcerias em áreas estratégicas como política de sangue e hemoterapia, prevenção e tratamento do câncer, ampliação da produção de medicamentos e vacinas, formação de profissionais, saúde digital e desenvolvimento institucional dos sistemas públicos de saúde. 

Durante a assinatura, foram celebrados os avanços já alcançados na cooperação entre os dois países e ao mesmo tempo, assumimos novos compromissos. A assinatura dos acordos marca uma nova etapa da cooperação bilateral e estabelece diretrizes para o desenvolvimento de projetos conjuntos, intercâmbio de conhecimentos e aprimoramento das capacidades técnicas e institucionais dos dois países.

Assinatura do Acordo Internacional
Foto: Rafael Nascimento/MS
Outro destaque da agenda foi a assinatura de acordo de cooperação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a autoridade reguladora de medicamentos de Moçambique. O instrumento prevê o fortalecimento da cooperação regulatória, com intercâmbio de informações e avanços no reconhecimento mútuo de análises, documentos e procedimentos relacionados a medicamentos e demais produtos para a saúde. 
 
“Brasil e Moçambique mantêm uma parceria histórica na área da saúde. Os memorandos assinados hoje reafirmam esse compromisso e apontam novos caminhos para ampliar a cooperação técnica, compartilhar conhecimento e fortalecer políticas públicas que contribuem para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde nos dois países”, afirmou o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. 

Como parte da agenda oficial, a delegação brasileira foi recebida em audiência pelo presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo. Durante o encontro, foram apresentados os avanços da cooperação bilateral em saúde e discutidas as prioridades para a continuidade das ações conjuntas, em alinhamento com as diretrizes estabelecidas pelos governos dos dois países. 

Daniel Chapo presidente de Moçambique
Foto: Rafael Nascimento/MS
Na audiência, também foram debatidas iniciativas voltadas à formação e qualificação de profissionais de saúde. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil, dará continuidade ao apoio técnico à Escola Nacional de Saúde Pública de Moçambique, fortalecendo ações de ensino, pesquisa e capacitação. 
A cooperação também contempla a expansão da Rede de Bancos de Leite Humano em Moçambique. O Brasil apoiou a implantação do primeiro Banco de Leite Humano do país, em Maputo, e a parceria prevê a ampliação da iniciativa para outras regiões. 
 
Na área da oncologia, os dois países avançam na estruturação do primeiro Instituto Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Moçambique, com apoio técnico brasileiro. A agenda inclui ainda ações voltadas ao fortalecimento da política nacional de sangue e hemoterapia, com compartilhamento de experiências acumuladas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
As delegações também discutiram iniciativas relacionadas à transformação digital na saúde, incluindo telemedicina, sistemas de informação e uso de tecnologias para qualificar a assistência e ampliar o acesso aos serviços. 
 
A agenda institucional também reuniu o embaixador do Brasil em Moçambique, o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reforçando o caráter técnico e institucional da cooperação entre Brasil e Moçambique.  
 
Ao final desta terça-feira, o ministro Alexandre Padilha ministrou uma palestra sobre saúde e clima e saúde digital para alunos da Escola Nacional de Saúde Pública de Moçambique. 

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

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Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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