Paraná
IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado
Quatro novas cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) prometem aumentar a competitividade da fruticultura paranaense e ampliar as opções de cultivo para os produtores. As novidades (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) estão em etapas finais de avaliações e deverão chegar ao setor produtivo após a conclusão do processo de registro no Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
“Por trás de cada nova cultivar há anos de estudos, cruzamentos e seleção de materiais superiores. Estamos colocando à disposição dos agricultores tecnologias que respondem a desafios concretos enfrentados pelo setor produtivo”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Sebastião Dorigo.
As novas cultivares foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor. Também respondem a demandas da cadeia produtiva relacionadas à adaptação, às condições de solo e clima do Paraná, sanidade vegetal, produtividade e qualidade do produto final.
PESQUISA — Para a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o desenvolvimento desses materiais reforça a importância do investimento contínuo em ciência. “São tecnologias que aumentam a competitividade, ampliam a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e ajudam a elevar a renda das propriedades rurais”, afirma.
Resultado de décadas de pesquisa em melhoramento genético, as novas cultivares oferecem aos produtores opções superiores às atualmente disponíveis no mercado. “Os resultados dos ensaios experimentais demonstram potencial para gerar impactos significativos na fruticultura paranaense e brasileira”, diz o pesquisador Clandio Medeiros da Silva.
MAÇÃ — Entre as novidades está uma cultivar de maçã desenvolvida especificamente para regiões de inverno ameno, onde materiais tradicionais encontram limitações produtivas, e reúne atributos que há décadas orientam o programa de melhoramento do Instituto — baixa exigência em frio, elevada produtividade e excelente adaptação às condições subtropicais.
A cultivar necessita de aproximadamente 260 horas de frio para quebra de dormência — menos da metade da exigida por variedades tradicionais do grupo Gala. Seu potencial produtivo supera 50 toneladas por hectare, aliado à boa sanidade, resistência às principais doenças da cultura e dispensa da poda verde — feita para reduzir o excesso de ramos —, diminuindo os custos de manejo.
Os frutos apresentam formato uniforme, equilíbrio entre doçura e leve acidez, polpa crocante e coloração que agrada o mercado consumidor.
O lançamento também reforça uma tradição construída pelo então Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) há mais de três décadas. A instituição, hoje incorporada ao IDR-Paraná, foi pioneira no desenvolvimento de cultivares adaptadas a regiões de inverno ameno, abrindo novas fronteiras para a produção de maçãs no Brasil.
As cultivares Eva, Anabela, Carícia e Julieta ultrapassaram os limites do Paraná e passaram a ser plantadas em regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e até em outros países de clima subtropical.
AMEIXA — As duas cultivares de ameixa em preparação para lançamento apresentam resistência à escaldadura das folhas, doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa e considerada uma das principais limitações da cultura no Brasil.
Também possuem baixa exigência em frio, atributo que ganha importância diante da tendência de invernos menos rigorosos observada em diversas regiões produtoras.
Uma das cultivares reúne elevada produtividade, longa vida pós-colheita, maior teor de antioxidantes e frutos de excelente qualidade sensorial. A outra se destaca pelo vigor das plantas, estabilidade produtiva e potencial para utilização como polinizadora em pomares comerciais.
PITAIA — Desenvolvida a partir de cruzamentos feitos no Norte do Estado, a nova cultivar se destaca pelo florescimento precoce, permitindo o início da produção entre 20 e 25 dias antes dos principais materiais atualmente utilizados pelos produtores.
Essa característica possibilita antecipar a entrada da produção no mercado, aproveitando períodos de maior remuneração e escalonando a comercialização ao longo da safra.
A nova cultivar também se destaca pela autofertilidade, elevada produtividade e frutos de alta qualidade comercial, com massa superior a 500 gramas, polpa branca firme e resistência ao rachamento.
PARANÁ — As novas tecnologias chegam em um momento de expansão e diversificação da fruticultura paranaense, segmento que alia a incorporação de novas espécies ao fortalecimento de culturas tradicionais como maçã e ameixa.
No caso da maçã, o Paraná figura entre os principais produtores nacionais, impulsionado principalmente pelo cultivo de materiais de baixa exigência em frio desenvolvidos ou adaptados pela pesquisa às condições locais.
Dados de 2024 do Departamento de Economia Rural da Seab (Secretaria da Agricultura e do Abastecimento) mostram que a produção alcançou 25,7 mil toneladas da fruta em pouco mais de mil hectares cultivados, tendo resultado em um VBP (Valor Bruto da Produção) de R$ 87,2 milhões.
Na ameixa, a atividade movimentou R$ 28,8 milhões em VBP, com produção de 6,4 mil toneladas cultivadas em 450 hectares.
Já a pitaia, frutífera que vem ganhando espaço no meio rural paranaense, ocupa atualmente 333 hectares. Em 2024, a produção alcançou 3,8 mil toneladas e gerou um VBP de R$ 41,7 milhões.
Fonte: Governo PR
Paraná
Portos do Paraná impulsiona exportação de frango e acelera transição energética no complexo
A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Fonte: Governo PR
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