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Paraná

Startup incubada no Tecpar desenvolve tecnologia para aprimorar produção farmacêutica

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A Biovarts Indústria Farmacêutica, startup incubada no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), está desenvolvendo uma tecnologia de produção de microesferas cristalinas farmacêuticas que pode reduzir custos, aumentar a eficácia de medicamentos e diminuir a dependência brasileira de insumos importados.

A inovação poderá colocar o Brasil em um novo patamar tecnológico na produção de medicamentos, pois a fabricação das microesferas é uma oportunidade pouco explorada na indústria farmacêutica nacional. Embora quase invisíveis a olho nu, as microesferas têm papel fundamental na medicina moderna. Elas são produzidas a partir de celulose ou açúcar, utilizadas para proteger princípios ativos e promover a liberação controlada de medicamentos no organismo, aumentando a estabilidade, a absorção e a eficiência dos tratamentos.

Agora, com o apoio do Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), a equipe da Biovarts trabalha no aperfeiçoamento da formulação e no desenvolvimento das máquinas capazes de produzir microesferas com elevado padrão de qualidade.

TECNOLOGIA ESTRATÉGICA – Hoje, grande parte dos insumos farmacêuticos utilizados pela indústria brasileira é importada. Em muitos casos, medicamentos e matérias-primas chegam praticamente prontos ao país, limitando a autonomia tecnológica nacional. A proposta da Biovarts é inverter essa lógica: a empresa desenvolve as microesferas farmacêuticas em diferentes granulometrias, incluindo faixas consideradas altamente complexas, entre 100 e 250 microns, um segmento dominado mundialmente por poucos fabricantes especializados.

Elas podem ser utilizadas em medicamentos de liberação prolongada, vitaminas, suplementos e tratamentos que exigem proteção contra fatores como umidade, oxidação e degradação dos princípios ativos. Entre as vantagens da tecnologia estão a maior estabilidade dos medicamentos, melhor absorção pelo organismo e a simplificação dos processos produtivos, reduzindo etapas industriais e contribuindo para a diminuição dos custos de fabricação.

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Além da aplicação farmacêutica, a tecnologia possui potencial de utilização em diferentes setores industriais, como filtros, baterias e processos químicos. Neste momento, entretanto, o foco da startup está concentrado exclusivamente na saúde.

PARCERIA – A entrada da Biovarts na Intec representa um passo importante para a consolidação da empresa. Por meio da incubação, a startup passa a contar com suporte técnico, assessorias especializadas, conexões estratégicas e acesso ao ecossistema de inovação do Tecpar, ambiente que tem contribuído para o surgimento e fortalecimento de empresas de base tecnológica no Paraná.

Para Alessandro Padilha, um dos sócios da Biovarts, esse apoio é fundamental para transformar uma tecnologia promissora em uma solução de impacto nacional.  “Nossa entrada no Tecpar é um divisor de águas para a Biovarts, porque o setor farmacêutico é um dos que mais cresce no mundo, mas o Brasil ainda depende da importação de matéria-prima. Estar dentro da incubadora do Tecpar viabiliza o desenvolvimento da nossa tecnologia, fazendo com que a produção de medicamentos genéricos tenha um custo no mínimo 30% mais baixo do que temos como referência hoje”, explica.

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“Isso não só beneficia a economia, mas também coloca o Paraná e o Brasil no mapa do desenvolvimento de primeiro mundo, é a inovação de ponta gerando saúde acessível para a população”, afirma Alessandro.

INOVAÇÃO – Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, iniciativas como a da Biovarts demonstram o potencial da inovação brasileira para resolver desafios estratégicos do país. “A missão do Tecpar é apoiar o desenvolvimento de tecnologias que gerem impacto econômico e social. Projetos como o da Biovarts mostram como o conhecimento científico, aliado ao empreendedorismo e à inovação, pode criar soluções capazes de fortalecer a indústria nacional, ampliar a competitividade do Brasil e gerar benefícios diretos para a população. É justamente esse tipo de iniciativa que buscamos estimular por meio da incubação e dos programas de apoio tecnológico do instituto”, destaca Marafon.

EDITAL ABERTO – Empresas ou startups que desenvolvem soluções inovadoras de base tecnológica nas áreas de saúde, bioprodutos, turismo, cidades inteligentes, sustentabilidade ambiental e energias renováveis podem se inscrever no edital de chamamento público da incubadora tecnológica do Creative Hub para o ciclo de 2026.

Os interessados precisam apresentar propostas de produtos, serviços ou modelos de negócio inovadores, conforme critérios que serão avaliados por uma banca examinadora. Consulte o edital AQUI.

Fonte: Governo PR

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Paraná

22 mil pessoas: Orquestra Sinfônica do Paraná lota Guairão e encerra semana de recorde de público

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Mais de 2 mil pessoas lotaram o Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) para prestigiar o concerto de apresentação da nova harpa da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), neste domingo (28). A apresentação foi regida pelo maestro convidado, o venezuelano Christian Vásquez, que dedicou o concerto às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela.

“Acho que a melhor maneira de homenagear o meu povo é fazendo boa música com essa orquestra maravilhosa que me acolheu como minha segunda casa. Estou muito agradecido por toda a generosidade. E também agradeço ao Brasil por ser um dos primeiros países a enviar bombeiros e ajuda humanitária”, afirmou Vásquez antes do início da apresentação. Em seguida, ele pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

O concerto coroou uma semana histórica para o Teatro Guaíra, que registrou a maior ocupação já alcançada pelo Guairão em um período de sete dias. Entre o domingo da semana anterior (21) e este domingo (28), mais de 22 mil pessoas passaram pelo maior auditório do teatro para acompanhar seis espetáculos com ingressos esgotados. 

ESPETÁCULOS – Além do concerto de domingo, a programação incluiu a última apresentação da temporada de “GiselleS”, do Balé Teatro Guaíra com participação da Orquestra Sinfônica do Paraná; quatro sessões do espetáculo “O Céu da Língua”; três apresentações do show de Rodrigo Teaser; o show de Maria Gadú; e o espetáculo “O Melhor da Jovem Guarda”. 

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O diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, celebrou o marco antes do concerto deste domingo. “Tivemos uma semana bastante desafiadora e importante para o Teatro Guaíra. Desde o domingo passado até hoje, alcançamos o maior público da história do teatro em uma única semana, com mais de 22 mil pessoas”, afirmou. “Somos muito gratos ao nosso público, que tem frequentado cada vez mais o teatro. Esse resultado demonstra que o povo paranaense valoriza a cultura”, completou.

NOVA HARPA – A nova harpa da Orquestra Sinfônica do Paraná foi apresentada oficialmente ao público durante a execução de “Danças Sacra e Profana para Harpa e Cordas”, de Claude Debussy, com participação da solista convidada Cecília Pacheco, harpista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

O novo instrumento, modelo Apollo com 47 cordas, é a terceira harpa da história da OSP e a primeira da tradicional fabricante italiana Salvi. A aquisição, no valor de R$ 488,9 mil, integra um investimento do Governo do Estado de quase R$ 6 milhões destinado à compra de novos instrumentos para a orquestra.

“Fico muito feliz por fazer parte dessa história da Orquestra Sinfônica do Paraná”, afirmou a harpista. “Sabemos da dificuldade de conseguir harpas de concerto no Brasil, já que são instrumentos importados. É uma conquista muito importante a orquestra poder contar com um instrumento dessa qualidade. Estou muito honrada por participar deste concerto”.

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O programa incluiu, ainda, a abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Gioacchino Rossini, uma das obras mais célebres do repertório orquestral, e a “Sinfonia nº 7 em ré menor”, de Antonín Dvořák, considerada uma de suas composições sinfônicas mais profundas.

PÚBLICO – O engenheiro de software Paulo César de Siqueira, de 57 anos, se impressionou com a estreia do novo instrumento. “Foi a primeira vez que assisti a um solo de harpa. Eu tinha parado de acompanhar a orquestra porque passei um tempo fora, mas agora que voltei percebi que ela cresceu, ganhou potência sonora e está ainda melhor”, disse.

A tradutora Rosangela Vieira, de 47 anos, costuma frequentar os concertos ao lado do filho, apaixonado por música clássica. “É sempre maravilhoso. Os espetáculos encantam pela qualidade da orquestra, da estrutura e de toda a experiência. A apresentação da harpa foi magnífica”, afirmou.

A temporada de 2026 da Orquestra Sinfônica do Paraná é realizada pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Sanepar e realização do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura.

Fonte: Governo PR

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