Agro
Sistema FAESC/SENAR capacita equipes da ATeG em Santa Catarina e reforça qualificação técnica no campo
O Sistema FAESC/SENAR promoveu, entre os dias 9 e 12 de junho, um encontro estadual de capacitação das equipes técnicas da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), realizado no Hotel Tirol, em Treze Tílias (SC). A iniciativa reuniu mais de 80 profissionais de diferentes regiões do estado, com foco no alinhamento metodológico e no aprimoramento do atendimento aos produtores rurais.
A ação marca o início de uma série de três encontros programados para fortalecer a atuação dos técnicos que trabalham diretamente nas 12 cadeias produtivas atendidas pela ATeG em Santa Catarina.
Capacitação técnica foca gestão, indicadores e eficiência no campo
Durante os quatro dias de programação, técnicos das áreas de ovinocultura, apicultura, fruticultura e olericultura participaram de atividades voltadas à atualização técnica, interpretação de indicadores de desempenho, planejamento estratégico e gestão orientada para resultados.
A programação também incluiu alinhamentos específicos por cadeia produtiva, com destaque para a ovinocaprinocultura de corte, que contou com discussões relacionadas ao programa Juntos pelo Agro, desenvolvido pelo Senar/SC em parceria com o Sebrae/SC.
A capacitação foi conduzida pela coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, e pelo instrutor prestador de serviços do Senar/SC, Erno Menzel. O encerramento contou com palestra do psicólogo Celso Garcia, PhD pela USP, que abordou temas ligados a comportamento, comunicação e desenvolvimento profissional das equipes técnicas.
Sistema FAESC/SENAR reforça compromisso com qualidade no atendimento rural
A coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, destacou que a iniciativa reforça o compromisso institucional com a qualificação contínua dos técnicos que atuam no campo.
Segundo ela, o objetivo é garantir atendimento cada vez mais qualificado aos produtores rurais, com base em dados e indicadores que apoiem a tomada de decisão nas propriedades.
“O objetivo é garantir que os técnicos estejam cada vez mais preparados para levar aos produtores informações atualizadas, com base em dados, indicadores e resultados concretos. A ATeG tem um papel essencial na tomada de decisão dentro da propriedade rural, porque transforma informação em gestão e contribui para melhorar a eficiência, a produtividade e a renda das famílias atendidas”, afirmou.
Assistência Técnica e Gerencial fortalece gestão no meio rural
Para o vice-presidente regional da FAESC e presidente do Sindicato Rural de Água Doce, Nilton Bedin, a qualificação das equipes é determinante para ampliar os resultados da assistência técnica no campo.
“O produtor precisa de orientação técnica, mas também de apoio para organizar a gestão da propriedade e tomar decisões com mais segurança. A ATeG cumpre esse papel ao levar conhecimento aplicado, acompanhamento e estratégias adaptadas à realidade de cada atividade produtiva”, destacou.
FAESC/SENAR destaca impacto da ATeG no desenvolvimento do agro catarinense
O presidente do Sistema FAESC/SENAR, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a importância da capacitação como ferramenta de atualização e alinhamento das equipes técnicas que atuam diretamente com os produtores rurais.
Segundo ele, o programa já promove transformações significativas em propriedades atendidas em Santa Catarina, ao integrar conhecimento técnico, gestão e acompanhamento contínuo.
“Esse momento também oportuniza reconhecer o trabalho dos técnicos, supervisores, parceiros e produtores rurais que fazem parte dessa trajetória de desenvolvimento”, afirmou Pedrozo.
Próximas etapas e cadeias produtivas atendidas
O ciclo de capacitações terá mais duas edições ao longo do ano, contemplando os demais segmentos atendidos pela ATeG.
Atualmente, o programa abrange 12 cadeias produtivas em Santa Catarina: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, turismo rural e suinocultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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