Agro
2ª Caravana da Silagem percorre o Rio Grande do Sul com ações práticas e tecnologias para melhorar a qualidade da forragem
Circuito técnico leva capacitação sobre produção e conservação de silagem
Entre os dias 24 de novembro e 4 de dezembro, a Biogénesis Bagó, em parceria com a Sultech Agro e apoio da Lallemand Animal Nutrition, realiza a 2ª edição da Caravana da Silagem. O circuito percorrerá 16 propriedades rurais do Rio Grande do Sul, com o objetivo de oferecer aos produtores uma imersão prática em todas as etapas da produção e conservação da silagem, desde o preparo do solo até o fornecimento aos animais.
A iniciativa busca reduzir perdas, melhorar a qualidade nutricional e aumentar o retorno econômico nas fazendas, combinando tecnologia, manejo eficiente e conhecimento técnico.
Programação foca em práticas de campo e eficiência no manejo
Durante o evento, os produtores participarão de visitas técnicas e demonstrações práticas conduzidas por consultores da Sultech Agro, abordando desde a análise e adubação do solo até o ponto ideal de corte do milho, além de etapas como compactação, vedação e abertura do silo.
Segundo Pedro Hespanha, zootecnista e gerente de Produto da Biogénesis Bagó, o propósito é transformar a teoria em resultados concretos.
“A silagem é um alimento estratégico para a pecuária, e um processo bem executado faz diferença direta no bolso do produtor. Nosso papel é levar conhecimento e soluções que evitem perdas por oxidação e apodrecimento, garantindo mais matéria seca de qualidade e melhor digestibilidade no cocho”, destaca Hespanha.
Tecnologia e inovação com a linha Magniva
A caravana também apresenta aos participantes as soluções da linha Magniva, desenvolvidas pela Lallemand Animal Nutrition e Biogénesis Bagó, considerada a mais completa e tecnológica do Brasil no segmento de inoculantes para silagem.
Entre os destaques estão os produtos Magniva Basic, Classic, DRY, Steel e Platinum 1, que promovem melhor fermentação e estabilidade aeróbica.
O Magniva Platinum 1, por exemplo, é único no mercado a combinar as cepas L. buchneri e L. hilgardii — esta última, fruto de uma pesquisa inédita conduzida no Brasil e hoje reconhecida internacionalmente.
Essa combinação permite abrir o silo em apenas 15 dias após o fechamento, com estabilidade garantida e até 9% mais degradabilidade do amido em silagens de alto grão.
Soluções completas para conservação e segurança dos silos
Além dos inoculantes, o portfólio Magniva inclui materiais de cobertura e vedação de alta performance, fundamentais para evitar perdas e contaminações.
Entre os produtos, destacam-se o Magniva O2 Block, um filme barreira de oxigênio feito com copolímero de etileno vinil álcool (EVOH), e o Magniva Bag, um peso de silo de alta durabilidade que substitui os pneus, melhora a higiene e reforça a segurança no armazenamento.
Sultech Agro reforça compromisso com o desenvolvimento do produtor rural
Para Felipe Bogo, sócio-diretor da Sultech Agro e gestor do projeto SiloTech, a Caravana da Silagem é uma oportunidade de levar tecnologia acessível e informação técnica de qualidade diretamente ao campo.
“A Sultech Agro atua em todo o estado com uma rede de consultores regionais, e a caravana é uma extensão desse trabalho. Mostramos, na prática, como o uso correto de tecnologias transforma a silagem em um alimento de alto valor energético, reduz desperdícios e aumenta o retorno econômico da atividade”, afirma Bogo.
Roteiro inclui 16 propriedades em diferentes regiões do RS
A caravana percorrerá propriedades de referência em importantes regiões produtoras de leite e carne do estado. Confira o itinerário:
- 24/11: Fazenda Scherer (Três Passos)
- 25/11: Fazenda Agro Canarinho (Campinas do Sul) e Fazenda Galore (São Luiz Gonzaga)
- 26/11: Fazenda Cantoni (Rondinha) e Agropecuária Bandeira (Ajuricaba)
- 27/11: Granja Nono Emílio (Anta Gorda) e Fazenda Vila Nova (Tupandi)
- 28/11: Agropecuária Nova Esperança (Vespasiano Corrêa) e Fazenda Schneider (Victor Graeff)
- 1º/12: Fazenda Chichelero (Carlos Barbosa) e Agropecuária Sofiati (Nova Araçá)
- 2/12: Fazenda Santa Marta (Santiago) e Tambo Adams (Salvador das Missões)
- 3/12: Fazenda Reginato (Cacique Doble) e Tambo Wagner (Santo Cristo)
- 4/12: Tambo Klafke (Santo Augusto) e Granja Luft (Chapada)
Inscrições gratuitas e abertas a produtores
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente com os consultores regionais da Sultech Agro ou pelo WhatsApp (54) 99973-9749.
O evento é aberto a produtores de leite e de corte, interessados em aprimorar suas práticas de conservação de forragem e conhecer soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a rentabilidade da pecuária gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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