Paraná
Startup apoiada pelo Centelha amplia atuação com soluções inovadoras para reabilitação
Estão abertas até esta segunda-feira (29) as inscrições para a terceira edição do Programa Centelha Paraná, iniciativa que apoia a transformação de ideias inovadoras em empreendimentos de base tecnológica. Com investimento de R$ 4,6 milhões, o programa vai selecionar até 48 empresas em todo o Estado. Um dos exemplos dos resultados gerados pela iniciativa é a Regenera 3D, startup criada a partir da primeira edição, que hoje desenvolve tecnologias voltadas à reabilitação e à melhoria da qualidade de vida de pacientes.
O apoio da Fundação Araucária ao empreendedorismo inovador tem gerado resultados que vão além da criação de novos negócios. Inicialmente criada para desenvolver próteses faciais personalizadas por meio de tecnologias de digitalização e impressão 3D, a empresa consolidou sua atuação na área da saúde e passou a ampliar seu portfólio de soluções para pessoas que enfrentam sequelas de doenças, acidentes ou tratamentos médicos.
Entre os projetos mais recentes está uma iniciativa aprovada no Programa Prime – Pesquisa e Inovação em Microempresas, também apoiado pela Fundação Araucária e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), voltada ao desenvolvimento de próteses areolares personalizadas para mulheres que passaram por mastectomia e reconstrução mamária.
A tecnologia utiliza escaneamento digital e impressão 3D para reproduzir com precisão características da aréola e do mamilo, oferecendo uma alternativa que contribui para a recuperação da autoestima e do bem-estar das pacientes.
“Acreditamos que reabilitação vai muito além da cura. Depois de um tratamento oncológico, especialmente nos casos de câncer de mama, muitas mulheres continuam enfrentando impactos físicos, emocionais e na autoestima. É nesse ponto que os nossos projetos ganham sentido”, afirma o sócio-fundador da Regenera 3D, Antônio Verguetz Silva.
À frente do desenvolvimento tecnológico da solução, a sócia da Regenera, 3D Larissa Knapik da Fontoura, explica que a utilização do fluxo digital e da impressão 3D garantem maior precisão e personalização no desenvolvimento das próteses, tornando o processo mais eficiente e adaptado às necessidades de cada paciente. “Com o modelo digital consolidado, projetamos os moldes por manufatura aditiva. A impressão 3D entra justamente para garantir fidelidade geométrica, repetibilidade e rapidez na criação de diferentes versões, o que facilita comparar alternativas e aperfeiçoar o resultado final”, afirma.
Ela destacou ainda que o grande ganho do fluxo digital é reduzir variabilidades do processo produtivo e ampliar a capacidade de adaptação da prótese a cada paciente. “Em um projeto como esse, isso faz diferença tanto na qualidade técnica quanto na experiência final de quem vai usar a prótese”.
UMA NOVA ETAPA APÓS O CÂNCER – Entre as mulheres que encontraram nas próteses areolares uma importante aliada no processo de reconstrução da autoestima está Nájara Nogueira Ferreira, 51 anos. Moradora de Aracati, no Ceará, ela percorreu mais de 3 mil quilômetros em busca de uma solução que contribuísse para a etapa final da reconstrução mamária. “Nesse mês eu coloquei as próteses e perdi as aréolas porque minha mama era muito grande e não teve como salvar. Os médicos disseram que poderiam necrosar e eu também optei por não correr esse risco”, disse Nájara.
Ela conta que a ausência das aréolas impactou diretamente sua autoestima durante o processo de recuperação. “A gente não se sente como mulher sem a aréola. Para se sentir completa, a gente precisa realmente”. Ainda em tratamento, Nájara comemora a boa resposta ao combate da doença. “Terminei meu tratamento de quimioterapia, graças a Deus. Os cabelinhos já estão nascendo. Eu ainda continuo em tratamento, mas estou 97% curada.”
Ao receber as próteses areolares personalizadas, a emoção tomou conta da paciente. “E agora, com esse presente, gente, eu me sinto inteira.”
A protesista Patrícia Aparecida Dias, parceira do projeto, destaca que a tecnologia aproxima inovação e prática clínica. “O objetivo não é apenas chegar a uma peça bonita, mas desenvolver uma prótese areolar externa segura, confortável, discreta e funcional. A caracterização em forma, relevo, textura e acabamento é essencial para que a paciente perceba naturalidade e tenha confiança para utilizá-la no dia a dia.”
Ela ressalta ainda que o acompanhamento continua após a entrega da prótese, orientando sobre aplicação, retirada, higienização e adaptação, além de possibilitar o atendimento de pacientes que vivem longe dos grandes centros.
CIÊNCIA, INOVAÇÃO E IMPACTO SOCIAL – O projeto demonstra como o investimento em pesquisa, inovação e empreendedorismo pode gerar benefícios diretos para a população, transformando conhecimento científico em tecnologias capazes de melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas.
“A partir de uma empresa criada com o apoio do Programa Centelha, novas soluções vêm sendo desenvolvidas para atender demandas reais da área da saúde, demonstrando como políticas públicas de incentivo à inovação podem impulsionar negócios de base tecnológica e, ao mesmo tempo, produzir impacto social, promovendo acolhimento, autonomia e dignidade para pacientes em processo de reabilitação”, diz o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
CENTELHA – Em sua terceira edição, o Programa Centelha está com inscrições abertas até 29 de junho. A iniciativa oferece capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. O programa conta com o investimento da Fundação Araucária e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de R$ 4,6 milhões para subsidiar até 48 empresas inovadoras em todo o Estado.
Para fazer sua inscrição no Centelha III clique aqui
Fonte: Governo PR
Paraná
Com investimento de R$ 70 milhões, Ambev anuncia fábrica de embalagens no Paraná
A Ambev vai investir R$ 70 milhões na construção de uma nova fábrica de embalagens no Paraná. O anúncio reforça o pioneirismo do Estado que se consolida como primeiro do Brasil a integrar todas as fases da cadeia produtiva da companhia, desde o cultivo do malte até a fabricação das garrafas. O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou do anúncio feito nesta quinta-feira (25) pelo diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, em reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
“Mais uma grande indústria para o Estado. Há poucos meses, inauguramos uma planta que fabrica garrafas de vidro para o setor da Ambev. Isso significa emprego e crescimento industrial. Hoje, inclusive, foi anunciado que o Paraná cresce o dobro do Brasil em sua atividade econômica, e agora fechamos o dia com mais esse grande anúncio”, destacou o governador.
Com previsão de inauguração em 2029, o projeto prevê a implantação de uma unidade industrial e logística de 3.000 metros quadrados. O espaço produzirá embalagens para diversas marcas, como Brahma, Skol, Stella Artois, Budweiser, Spaten e Original. O trabalho vai abastecer todos os estados, além de exportar para plantas da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Chile.
O objetivo da Ambev é gerar maior sinergia logística, eficiência de estoques e agilidade no escoamento dos produtos. Com isso, o projeto posiciona o Paraná na vanguarda do segmento de bebidas, fortalecendo o ambiente industrial e ampliando a capacidade regional de atendimento tanto ao mercado nacional quanto ao internacional.
Para o diretor de Relações Institucionais da Ambev, a política paranaense de atração de investimentos é muito bem-sucedida. “Por isso, o Paraná é o primeiro estado do Brasil que reúne toda a cadeia cervejeira em um único lugar, o que para nós é uma grande alegria. Estamos muito felizes em voltar ao Paraná e anunciar um novo investimento”, afirmou.
A consistência dos investimentos no Paraná reflete a relevância estratégica e a visão de longo prazo da Ambev para a região. A partir da localização geográfica privilegiada do Estado, a companhia consegue abastecer diferentes mercados com eficiência, sustentando o crescimento da categoria de cervejas no país.
Conforme dados da própria Ambev, nos últimos cinco anos, a operação gerou uma arrecadação de R$ 6,1 bilhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os cofres públicos paranaenses. “Esse investimento vai gerar muitos empregos no Paraná, fortalecendo a economia e a capacidade do Estado de suprir a demanda dessa bebida tão apreciada que é a cerveja”, explicou o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara.
De acordo com o Anuário da Cerveja, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Paraná conta com 175 cervejarias registradas. O dado coloca o Estado entre os maiores polos cervejeiros do Brasil, com uma produção estimada em 7,8 milhões de litros por ano.
AMBEV NO PARANÁ — Nos últimos 13 anos, a companhia investiu mais de R$ 2,5 bilhões no Estado, consolidando uma cadeia que vai do campo ao copo. Recentemente, em dezembro de 2025, a Ambev inaugurou sua nova fábrica de garrafas de vidros em Carambeí, nos Campos Gerais, com um investimento de R$ 1 bilhão.
Atualmente, a operação da Ambev no Paraná abastece todo o mercado nacional com a produção de cerveja premium, além de 20 marcas de cerveja para sete estados brasileiros. Toda essa estrutura — que envolve campos de cevada, maltarias, cervejarias, fábricas de latas de alumínio e centros de distribuição — é responsável por gerar 16 mil empregos diretos, indiretos e induzidos em território paranaense.
A companhia está distribuída nos seguintes municípios do Estado: Ponta Grossa (fábrica de latas e cervejaria), Almirante Tamandaré (fábrica de refrigerantes), Carambeí (fábrica de vidros), além de Guarapuava e a região dos Campos Gerais, que concentram o plantio da cevada e a unidade de maltaria.
PRESENÇAS — Também estiveram presentes no anúncio o diretor comercial de Vendas da Ambev, Raphael Barelli; a diretora tributária da Ambev, Ana Claudia Couto; o diretor de Relações Corporativas da Ambev, Thiago Pereira; o deputado federal Sandro Alex; o chefe de Centro de Assuntos Econômicos-tributários da Sefa, Francisco de Assis Inocêncio; o presidente do Conselho de Administração da Invest Paraná, Eduardo Bekin; a diretora de Mercado da Invest Paraná, Keli Reis; o prefeito de Londrina, Tiago Amaral.
Fonte: Governo PR
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