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Brasil está entre os países que lideram o acesso global ao eduroam para pesquisas

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O Brasil estruturou o que foi por algum tempo a maior rede do sistema internacional de roaming educacional (eduroam) do mundo. Neste momento, o País está atrás apenas dos Estados Unidos da América no ranking global de conectividade acadêmica. A nação norte-americana tem 4.518 pontos de acesso, e o Brasil 3,8 mil. A tecnologia entrega internet sem fio automática e gratuita a estudantes e cientistas dentro e fora do País. A gestão da iniciativa é de responsabilidade da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  

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Foto: Ascom/MCTI

O objetivo é desburocratizar a rotina científica. Um pesquisador de uma universidade brasileira pode desembarcar em Lisboa, por exemplo, para um congresso e entrar no saguão da instituição local com o celular já conectado ao Wi-Fi. O processo dispensa cadastros demorados ou pedidos de senha nas recepções. A conexão ocorre por meio de um login único (endereço de e-mail e a senha registrados no campus de origem do aluno).  

Uma relação de confiança mútua entre as redes dos países participantes sustenta a iniciativa. Quando um cientista viaja para um estágio, em qualquer um dos países listados, o sistema estrangeiro reconhece as credenciais brasileiras e libera o acesso instantaneamente. Todo o tráfego de dados conta com proteção por criptografia de ponta a ponta. O passaporte digital acadêmico funciona em instituições de ensino e pesquisa de alto desempenho (como a Universidade de Harvard e a Universidade de Oxford). 

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Foto: Ascom/MCTI

O acesso é um direito assegurado a alunos, professores e funcionários de cerca de 220 instituições brasileiras (entre universidades federais, estaduais, institutos e centros de pesquisa). A configuração no dispositivo exige apenas uma etapa inicial de validação. A partir desse momento, o aparelho busca o sinal de forma autônoma nas áreas de cobertura.  

Aqueles que fazem parte desse grupo e ainda não utilizam o eduroam devem entrar em contato com a gestão de TI da respectiva instituição para solicitar a adesão. Usuários com o serviço ativo no aparelho acessam a internet em locais participantes, que podem incluir: hospitais, centros de ensino, praças públicas, aeroportos e estações de trem pelo Brasil e pela Europa. A disponibilidade dos pontos de acesso pode ser consultada no mapa global. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional

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O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.

Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.

Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.

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Corredor Leste-Oeste

A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.

Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.

“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.

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Leilões ferroviários

O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.

Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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