Agro
AptaHub se consolida como maior ecossistema de inovação científica do agro paulista com 288 membros e 6 hubs físicos
Ecossistema conecta ciência, startups e mercado no agronegócio paulista
O AptaHub se consolidou como o maior ecossistema de inovação científica aplicada ao agronegócio em São Paulo. Com mais de 280 membros ativos e seis espaços físicos distribuídos no estado, a iniciativa chega ao seu terceiro ano reforçando a conexão entre a ciência produzida nos institutos de pesquisa e as demandas reais do mercado.
Os resultados estão consolidados no Relatório de Impacto 2022–2025, que reúne dados de dezembro de 2022 a novembro de 2025 e evidencia a evolução de um modelo colaborativo voltado à transformação do conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo e à indústria.
Governança inédita integra governo, institutos e organizações de inovação
Idealizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o AptaHub foi estruturado a partir de um modelo de governança colaborativa considerado inédito no país.
A iniciativa reúne a atuação pública com a expertise de organizações da sociedade civil ligadas à inovação, como Cietec, Wylinka e Impact Hub São Paulo. O objetivo é acelerar a transferência de tecnologia dos laboratórios para o setor produtivo, fortalecendo o ecossistema de deep techs no agro.
Segundo pesquisadores envolvidos, o ambiente criado pelo hub permite que pesquisas avancem além da bancada e se transformem em soluções aplicadas ao produtor rural e à indústria.
Rede estruturada sustenta crescimento da inovação no agro
Em três anos de operação, o AptaHub consolidou uma rede integrada com base nos principais institutos de pesquisa agropecuária do estado de São Paulo, incluindo IAC, IB, IEA, IP, ITAL, IZ e APTA Regional.
O ecossistema reúne atualmente:
- 288 membros ativos, entre pesquisadores, empreendedores e mentores
- 6 ambientes físicos de inovação e 1 escritório estratégico
- Unidades distribuídas entre Campinas (IAC, ITAL e IB), São Paulo (IB), Ribeirão Preto (IZ) e Santos (IP)
Essa estrutura garante capilaridade e proximidade com diferentes cadeias produtivas do agronegócio paulista.
Formação, aceleração e conexão com o mercado estruturam jornada da inovação
O AptaHub desenvolveu uma trilha estruturada para apoiar a evolução de tecnologias científicas até sua inserção no mercado.
Ciência empreendedora
O programa AptaHub Impulsiona capacitou 83 pesquisadores, estimulando a atuação como cientistas empreendedores. A iniciativa também inclui o programa Multiplicadores, voltado aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ICTs.
Aceleração de deep techs
O AptaHub Acelera impulsionou 35 startups científicas e tecnológicas, distribuídas em:
- 18 biotecnológicas
- 10 agrodigitais
- 7 climatechs
O programa contou com mais de 90 horas de mentorias individuais e conexão direta com mais de 60 pesquisadores da rede APTA.
Conexão com o mercado
O AptaHub Conecta promoveu a aproximação com o setor corporativo, resultando em:
- 211 conexões comerciais qualificadas
- Participação de 121 startups e 34 pesquisadores
- 39 desafios de inovação propostos por empresas
Casos reais mostram impacto da inovação no agro
Além dos números, o relatório destaca projetos que ilustram a aplicação prática da ciência no agronegócio.
Economia circular na piscicultura
Em Ribeirão Preto, a startup AQUi9, em parceria com o Instituto de Zootecnia (IZ), desenvolveu uma solução para transformar efluentes da piscicultura em fertilizantes líquidos de alta eficiência. O projeto foi aprovado pelo PIPE/FAPESP em julho de 2025.
Qualidade e padronização industrial
A startup Quality in Lab firmou contrato com a Italac para consultoria em normas internacionais (ISO 17025), fortalecendo processos de qualidade em laboratórios da indústria de laticínios.
Monitoramento de pastagens com tecnologia
Um consórcio formado por Agropixel, IDEGeo, Prometeus e Sea Carbon, em parceria com o IZ e o IAC, viabilizou projeto do CCD/FAPESP para monitoramento e recuperação de pastagens degradadas com uso de inteligência artificial e drones.
AptaHub fortalece inovação, competitividade e sustentabilidade no agro brasileiro
Com resultados expressivos em três anos, o AptaHub se consolida como referência nacional na integração entre ciência e mercado no agronegócio.
A plataforma conecta pesquisadores, startups e empresas em um ambiente estruturado para acelerar soluções tecnológicas, reduzir a distância entre laboratório e produção e ampliar a competitividade do agro paulista.
O modelo reforça o papel da ciência pública como vetor de inovação, geração de valor econômico e desenvolvimento sustentável no setor agroindustrial brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%
Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira
A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.
No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.
Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche
Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.
A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.
O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.
Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido
Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.
A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.
Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.
Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.
Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja
O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.
Entre os diferenciais observados estão:
- Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
- Dose única, simplificando o protocolo sanitário
- Redução de mão de obra e custos operacionais
O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.
Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo
A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.
Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.
Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.
Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização
O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.
Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.
Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.
Perspectiva para o setor
Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.
A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná5 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Esportes7 dias agoEspanha decepciona em estreia e para no goleiro de Cabo Verde
-
Agro7 dias agoBrasil, Guiana e IICA fortalecem cooperação regional no Caribe
-
Agro6 dias agoBrasil amplia promoção do agronegócio durante a África Food Show 2026
-
Esportes7 dias agoIrã e Nova Zelândia fazem jogo movimentado e empatam por 2 a 2
-
Esportes7 dias agoUruguai empata com Arábia Saudita e deixa Grupo H totalmente indefinido
-
Política Nacional6 dias agoProjeto do governo destina R$ 24 milhões para despesas administrativas de agências reguladoras
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
