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Copom eleva Selic para 15% ao ano e sinaliza cautela diante da inflação e das incertezas globais

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 15% ao ano. A decisão foi unânime e já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Com o novo ajuste, os juros brasileiros atingem o maior patamar em quase duas décadas, reforçando a estratégia do BC de combater a inflação e buscar a convergência dos índices de preços para a meta oficial.

Banco Central cita inflação acima da meta e cenário de incerteza

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom afirmou que as projeções de inflação continuam acima da meta e que o ambiente econômico segue cercado por incertezas elevadas, tanto no Brasil quanto no exterior.

“As projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária, ao mesmo tempo em que a incerteza permanece mais elevada que o usual”, destacou o BC.

Segundo o Comitê, a manutenção prolongada dos juros em nível restritivo já começa a produzir efeitos sobre a atividade econômica, contribuindo para uma desaceleração gradual do crescimento.

Agro acompanha impacto dos juros sobre crédito e investimentos

A elevação da Selic é acompanhada de perto pelo agronegócio, já que juros mais altos tendem a encarecer o crédito rural, financiamentos de máquinas, armazenagem e investimentos no campo.

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Ao mesmo tempo, o BC avalia que o aperto monetário é necessário para evitar uma deterioração maior das expectativas de inflação, o que também poderia afetar custos de produção, câmbio e preços das commodities.

Conflitos no Oriente Médio e commodities aumentam preocupação

O Copom ressaltou que o cenário internacional continua desafiador devido às incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre os mercados globais.

Segundo o Banco Central, países emergentes precisam atuar com cautela diante da maior volatilidade dos ativos financeiros e das commodities, especialmente petróleo, energia e alimentos.

Economia brasileira mostra atividade forte no início do ano

No cenário doméstico, o BC observou que os indicadores apontam aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, com setores mais sensíveis ao ciclo econômico ganhando força e o mercado de trabalho ainda demonstrando resiliência.

Por outro lado, a inflação cheia e os núcleos de inflação voltaram a acelerar nas leituras mais recentes, permanecendo acima do limite superior da meta.

Expectativas de inflação seguem elevadas

De acordo com a pesquisa Focus, as expectativas do mercado continuam acima da meta do Banco Central:

  • 2026 – 5,30%
  • 2027 – 4,10%
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Já a projeção do próprio Copom para o quarto trimestre de 2027 está em 3,7%, ainda acima do centro da meta de inflação.

Riscos para a inflação preocupam o BC

O Banco Central destacou que os riscos seguem mais elevados do que o normal. Entre os principais fatores de alta da inflação estão:

  • Desancoragem das expectativas de inflação;
  • Impactos do petróleo e combustíveis;
  • Eventos climáticos afetando a produção agrícola;
  • Inflação de serviços mais resistente;
  • Câmbio mais depreciado;
  • Estímulos ao consumo elevando a demanda acima do potencial da economia.
Quais são os riscos de queda da inflação?

Entre os fatores que podem contribuir para uma inflação menor, o Copom citou:

  • Desaceleração mais forte da economia brasileira;
  • Enfraquecimento da economia global;
  • Queda nos preços internacionais das commodities.
O que muda com a Selic em 15%?

Com a taxa básica em 15% ao ano, o mercado passa a avaliar por quanto tempo os juros permanecerão nesse nível. Para o agronegócio, o cenário exige atenção redobrada ao custo do crédito, planejamento financeiro e gestão de investimentos, especialmente em um ambiente de inflação elevada e volatilidade das commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga 2026 reúne criadores, provas e negócios em Tatuí (SP)

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A cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, será palco da 48ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga entre os dias 4 e 12 de julho de 2026. Promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), o evento é considerado o mais importante do calendário oficial da raça e deve reunir criadores, expositores, treinadores, competidores e investidores de diversas regiões do país.

Reconhecido como uma das principais vitrines da equinocultura nacional, o encontro tem como objetivo valorizar a excelência genética, a funcionalidade e a tradição do Mangalarga, raça que se consolidou como referência entre os cavalos de sela brasileiros.

Programação reúne julgamentos, provas e atividades técnicas

Durante nove dias de programação, os participantes acompanharão uma agenda diversificada, composta por julgamentos de morfologia e andamento, provas funcionais, leilões, demonstrações técnicas e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do cavalo.

As competições têm início no dia 4 de julho, a partir das 13h, com a realização das Provas Sociais. Na sequência, às 18h, acontece a disputa de Ranch Sorting, modalidade que vem ganhando destaque entre os praticantes de esportes equestres.

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Já no dia 5 de julho, às 8h, será realizado o tradicional Poeirão, considerado uma das atrações mais aguardadas pelos participantes e público presente.

A cerimônia oficial de abertura da 48ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga está programada para o dia 10 de julho, às 12h30, reunindo autoridades, lideranças do setor e representantes da criação nacional.

Evento fortalece mercado e integração do setor equino

Além das avaliações técnicas e das disputas esportivas, a exposição também desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da equinocultura brasileira. O encontro proporciona oportunidades de networking, geração de negócios e intercâmbio de conhecimento entre profissionais ligados à criação, treinamento, comercialização e investimento em animais da raça.

De acordo com o presidente da ABCCRM, Fernando Tardioli, a Exposição Nacional vai além das competições e se consolida como um importante ambiente para o fortalecimento do mercado.

Segundo ele, o evento promove a aproximação entre criadores, técnicos, investidores e demais agentes do setor, contribuindo para o crescimento sustentável da raça Mangalarga e para a expansão das oportunidades de negócios relacionadas ao segmento.

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Mangalarga reforça protagonismo na equinocultura brasileira

Considerado uma das mais tradicionais raças equinas do Brasil, o Mangalarga se destaca pela versatilidade, conforto de marcha, resistência e aptidão para diferentes modalidades esportivas e atividades de lazer.

A realização da Exposição Nacional reforça a importância da raça para a equinocultura nacional e evidencia os avanços obtidos pelos programas de seleção genética, manejo e treinamento desenvolvidos pelos criadores brasileiros ao longo das últimas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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