Agro
Fertilizantes seguem no radar do produtor: ureia recua, mas fosfatados mantêm pressão sobre os custos da safra 2026/27
O mercado global de fertilizantes continua sendo um dos principais pontos de atenção para o agronegócio brasileiro. Apesar da recente queda nos preços da ureia, os fertilizantes fosfatados permanecem sob forte pressão, mantendo elevados os custos de produção para a safra 2026/27.
A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio, das restrições de oferta em importantes países produtores e das incertezas logísticas sobre o abastecimento global de insumos agrícolas.
Acordo entre Estados Unidos e Irã reduz riscos, mas mercado segue cauteloso
Segundo o levantamento, o recente avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã trouxe algum alívio para o mercado internacional de fertilizantes. O anúncio de um acordo de paz e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz diminuíram os temores de uma interrupção mais severa no fluxo global de matérias-primas.
No entanto, o Itaú BBA ressalta que os riscos não desapareceram completamente. O Estreito de Ormuz continua sendo uma rota estratégica para o transporte de energia, amônia, ureia e enxofre, produtos essenciais para a fabricação de fertilizantes utilizados na agricultura mundial.
Ureia retorna aos níveis pré-crise
Entre os fertilizantes nitrogenados, a principal novidade foi a forte correção nos preços da ureia.
De acordo com o relatório, as cotações internacionais recuaram cerca de US$ 360 por tonelada desde o final de abril, retornando aos níveis observados antes do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O movimento foi impulsionado pelo aumento temporário da oferta global, resultado dos estoques acumulados na região do Golfo e do retorno parcial da China ao mercado exportador. Com isso, a ureia CFR Brasil passou a ser negociada em torno de US$ 445 por tonelada, com registros de negócios em valores ainda menores.
A redução representa um importante alívio para os produtores rurais brasileiros, especialmente aqueles que ainda estão planejando as compras para a próxima safra.
Fosfatados continuam sendo a principal preocupação
Se por um lado os nitrogenados apresentaram recuo, o cenário para os fertilizantes fosfatados segue desafiador.
O enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes como MAP (fosfato monoamônico) e SSP (superfosfato simples), alcançou cerca de US$ 1.250 por tonelada, um dos maiores patamares dos últimos anos. Já o MAP continua sendo negociado próximo de US$ 900 por tonelada CFR Brasil.
A consultoria destaca que diversos fatores limitam uma queda mais consistente dos preços. Entre eles estão a baixa participação da China no mercado internacional de fósforo, a redução da oferta russa em razão dos impactos da guerra sobre a infraestrutura produtiva, as dificuldades logísticas no Oriente Médio e as restrições de produção no Marrocos, causadas pela escassez de enxofre.
Potássio apresenta maior estabilidade
No segmento dos fertilizantes potássicos, o cenário é mais equilibrado.
Segundo o Itaú BBA, o cloreto de potássio (KCl) permanece relativamente estável, sendo negociado próximo de US$ 405 por tonelada CFR Brasil. A estabilidade reflete um balanço global de oferta e demanda mais confortável, sem grandes alterações estruturais no mercado internacional.
Planejamento será decisivo para proteger margens
A análise reforça que, embora a queda da ureia represente uma notícia positiva para o produtor, os elevados preços dos fosfatados continuam pressionando o custo de implantação das lavouras.
Diante desse cenário, o planejamento antecipado das compras, a diversificação das estratégias de aquisição e o monitoramento constante do mercado internacional passam a ser fatores fundamentais para preservar a rentabilidade da safra 2026/27.
Para o agronegócio brasileiro, a mensagem é clara: mesmo com o alívio observado nos nitrogenados, os fertilizantes permanecem como uma das principais variáveis de risco para os custos de produção nos próximos meses, exigindo atenção redobrada dos produtores e das empresas do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abertura de mercados para produtos brasileiros em Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai
As autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicaram ao Brasil a abertura de mercados para novos produtos brasileiros.
Para Antígua e Barbuda, está autorizada a exportação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
Para o Chile, foi autorizada a exportação brasileira de extrato de carne de ruminantes para consumo humano.
Para a Argélia, está autorizada a exportação de grãos secos de destilaria (DDG) de milho brasileiro.
A China, por sua vez, autorizou a exportação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.
O Paraguai, por fim, autorizou a exportação brasileira de fibra de coco (substrato).
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