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Agro

Aminoácidos encapsulados aumentam produtividade e receita de vacas leiteiras, aponta estudo

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Um estudo da Universidade da Califórnia (UCDavis), em parceria com a Kemin, demonstrou que a suplementação de vacas leiteiras com aminoácidos encapsulados, como metionina e lisina, pode gerar ganhos expressivos de produtividade. Os resultados foram apresentados no congresso internacional da American Dairy Science Association (ADSA 2025), referência global em pesquisa de pecuária leiteira.

De acordo com o levantamento, as vacas que receberam dietas enriquecidas com aminoácidos encapsulados produziram, nos primeiros 50 dias de lactação, 3,3 kg a mais de leite por vaca/dia (46,5 kg vs 43,2 kg). Ao longo dos primeiros 150 dias, a diferença se manteve positiva, com 2,6 kg a mais por vaca/dia (48,6 kg vs 45,8 kg).

Impacto financeiro para produtores brasileiros

Traduzindo os resultados para a realidade do Brasil, considerando o litro de leite a R$ 2,60, o aumento de produção equivale a R$ 202,80 adicionais por mês por vaca. Com retorno estimado de 3 para 1, o investimento diário seria de R$ 2,25, resultando em lucro líquido de R$ 135,20 por vaca/mês. Ao final de 150 dias, cada vaca poderia gerar R$ 676,00 a mais em receita.

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Nutrição de precisão como ferramenta de rentabilidade

João Ronchesel, zootecnista e especialista da Kemin, destaca a importância da nutrição de precisão para elevar a produtividade:

“O produtor precisa equilibrar alta produção, saúde animal e sustentabilidade. A suplementação com aminoácidos encapsulados permite não só mais litros de leite, mas também maior rentabilidade e assertividade no manejo.”

Tecnologias de ponta garantem máxima absorção

Recentemente, a Kemin promoveu um tour pelo Centro de Excelência em Encapsulamento, na Itália, além de visitar produtores na Espanha e Portugal. Leandro Greco, especialista em bovinos de leite, afirmou:

“Os parceiros brasileiros que conheceram nossa fábrica ficaram impressionados com a tecnologia de ponta, que garante um produto de altíssima qualidade.”

No Brasil, a Kemin oferece soluções como Kessent™ Me (metionina encapsulada) e LysiGEM (lisina encapsulada), que resistem à degradação ruminal, assegurando máxima absorção e eficiência nutricional para vacas leiteiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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