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Sicredi libera R$ 53 bilhões ao agronegócio no Plano Safra 2025/26 e amplia seguros rurais em 30%

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O Sicredi liberou quase R$ 53 bilhões em crédito ao agronegócio no âmbito do Plano Safra 2025/26 até março, volume 16,5% superior ao registrado no ciclo anterior. No mesmo período, a instituição também ampliou em 30% a contratação de seguros rurais, reforçando sua atuação no financiamento e na gestão de riscos do setor.

Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), pelo superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor de Moraes.

Carteira agro supera R$ 120 bilhões

Segundo a instituição, a carteira de crédito voltada ao agronegócio já ultrapassa R$ 120 bilhões, consolidando o Sicredi como o principal agente privado de repasse de crédito rural no país.

O desempenho reflete a estratégia de expansão de linhas de financiamento e instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade econômica dos produtores, especialmente em um cenário de juros elevados e maior pressão sobre a rentabilidade no campo.

Crédito e proteção financeira avançam juntos

Além do crescimento no crédito, o Sicredi tem intensificado a oferta de ferramentas de proteção financeira, como derivativos e operações em moeda estrangeira.

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De acordo com a instituição, a estratégia busca reduzir riscos e estabilizar a renda dos produtores, especialmente daqueles com receita atrelada ao dólar. A carteira de operações em moeda estrangeira já se aproxima de R$ 10 bilhões.

“O objetivo é ajudar o produtor não apenas a produzir mais, mas também a alcançar melhor resultado financeiro. Os instrumentos de proteção permitem proteger tanto a produção quanto a rentabilidade”, afirmou Vitor de Moraes.

Seguro rural cresce e alcança R$ 60 bilhões em cobertura

O Sicredi registrou 113 mil apólices de seguro agrícola e rural em 2025, com cobertura total aproximada de R$ 60 bilhões, incluindo lavouras, máquinas e benfeitorias.

Somente o seguro agrícola somou R$ 2,4 bilhões em cobertura e apresentou crescimento de 30% em valor na comparação anual, reforçando a busca dos produtores por proteção diante de eventos climáticos e volatilidade de mercado.

Cenário de crédito segue desafiador

Mesmo com expectativa de eventual queda nos juros, o Sicredi avalia que o custo do crédito rural deve continuar elevado nos próximos ciclos, o que exige maior diversificação de instrumentos financeiros.

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A instituição afirma que seguirá ampliando alternativas de financiamento e soluções de gestão de risco para o próximo Plano Safra.

“Mesmo com eventual redução da taxa de juros, o cenário ainda deve ser de crédito caro. Por isso, vamos seguir buscando alternativas mais competitivas para o produtor”, destacou Moraes.

Perspectiva para o setor

O avanço simultâneo em crédito e seguros reforça a tendência de maior profissionalização da gestão financeira no agronegócio brasileiro. A estratégia combina acesso a capital, mitigação de riscos e uso de instrumentos de mercado, em um cenário de maior complexidade econômica e climática no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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