Brasil
Seminário nacional debate atualização da formação em segurança pública no Brasil
Brasília, 8/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realiza nos dias 8 e 9 de junho o Seminário de Gestores de Ensino e Pesquisa da Segurança Pública (Segep). O encontro reúne representantes das instituições de segurança pública dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para contribuir para a atualização da Matriz Curricular Nacional (MCN), principal referência para a formação e capacitação dos profissionais da área em todo o Brasil.
A Matriz Curricular Nacional orienta cursos de formação, aperfeiçoamento, atualização, capacitação e especialização das forças de segurança pública brasileiras. A revisão busca adequar conteúdos e diretrizes pedagógicas às transformações sociais, institucionais e legislativas ocorridas nos últimos anos, além de fortalecer a abordagem voltada à proteção e à promoção dos direitos humanos.
O seminário foi estruturado como um espaço de diálogo e construção coletiva, permitindo que gestores de ensino e pesquisa das instituições de segurança pública apresentem contribuições técnicas para o aperfeiçoamento da matriz curricular. A proposta fortalece o caráter participativo do processo e busca garantir que o documento reflita as diferentes realidades e necessidades dos entes federativos.
“A atualização da Matriz Curricular Nacional representa um passo fundamental para fortalecer a formação dos profissionais de segurança pública em todo o Brasil. Ao reunir gestores de ensino e pesquisa das diversas instituições, promovemos uma construção colaborativa que valoriza as experiências locais e contribui para a formação de profissionais cada vez mais preparados para os desafios contemporâneos da segurança pública”, destaca a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP) da Senasp, Michele dos Ramos.
Programação
A programação está dividida em dois dias. Nesta segunda-feira (8), participaram representantes das polícias civis, das polícias técnico-científicas e das guardas civis municipais. Já na terça-feira (9), os debates serão direcionados aos representantes das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares.
O Segep é destinado a gestores e gestoras de ensino, pesquisa ou funções equivalentes das instituições de segurança pública dos entes federativos, consolidando-se como um importante fórum para o fortalecimento das políticas de formação profissional e o aprimoramento das ações de segurança pública em âmbito nacional.
Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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