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Semeadura de algodão nos EUA avança acima da média e mercado monitora impacto nos preços

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A semeadura da safra 2026/27 de algodão nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado e já supera os índices registrados na temporada passada e a média histórica dos últimos anos. O avanço do plantio, aliado à melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras, mantém o mercado internacional atento ao comportamento da oferta e dos preços da fibra na bolsa de Nova York.

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontam que 41% da área projetada para o algodão já havia sido semeada até 17 de maio.

O percentual representa avanço de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2025/26 e também fica 1 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

Clima melhora e reduz preocupações nas áreas produtoras

Nas últimas semanas, condições climáticas desfavoráveis em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos chegaram a gerar preocupação no mercado internacional de algodão.

Entretanto, conforme destaca o levantamento do instituto, os últimos dias foram marcados por melhora no clima, além da previsão de chuvas mais volumosas para áreas estratégicas de produção.

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O cenário climático mais favorável tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras e pode influenciar diretamente as expectativas de produtividade da safra norte-americana.

Mercado acompanha próximo relatório do USDA

O mercado agora concentra atenção no próximo relatório oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deverá trazer informações mais detalhadas sobre as condições das lavouras em campo.

A expectativa dos agentes é de que o novo levantamento apresente um panorama mais consistente sobre o potencial produtivo da safra 2026/27, especialmente após as recentes oscilações climáticas observadas no cinturão produtor norte-americano.

Safra dos EUA influencia preços do algodão global

Os Estados Unidos permanecem entre os maiores exportadores mundiais de algodão e exercem forte influência sobre a formação dos preços internacionais da commodity.

Por isso, o desenvolvimento da safra norte-americana segue no radar de traders, indústrias têxteis e produtores rurais em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o comportamento das lavouras nos Estados Unidos deverá continuar sendo um dos principais fatores de impacto sobre os contratos futuros do algodão negociados na bolsa de Nova York nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo impulsiona etanol, mas usinas enfrentam pressão sobre margens e custos crescentes

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A recente disparada dos preços do petróleo no mercado internacional recolocou o etanol no centro das discussões sobre segurança energética e transição para fontes renováveis. Impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, o avanço das cotações da gasolina e do diesel elevou a demanda por biocombustíveis em diversos países, fortalecendo o papel estratégico do etanol na matriz energética global.

Apesar do cenário favorável ao consumo, o setor sucroenergético brasileiro enfrenta um ambiente financeiro mais desafiador. O aumento dos custos operacionais, a expansão da oferta e as limitações na formação de preços têm reduzido as margens das usinas, impedindo que o chamado “boom do etanol” se transforme em um ciclo de forte rentabilidade para as empresas.

O atual momento ajuda a explicar uma contradição no mercado: enquanto o etanol ganha relevância internacional como alternativa aos combustíveis fósseis, as usinas convivem com pressão crescente sobre os resultados financeiros.

Produção recorde amplia oferta no Brasil

Segundo estimativas da Datagro, a produção de etanol no Centro-Sul deverá alcançar 38,61 bilhões de litros na safra 2026/27, considerando o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

O volume representa um recorde histórico para o país e reflete tanto o avanço da moagem quanto o crescimento da demanda internacional por combustíveis renováveis.

No entanto, o aumento da produção ocorre em um contexto de pressão sobre os preços domésticos.

No Brasil, o etanol hidratado mantém competitividade principalmente quando seu valor corresponde a até 70% do preço da gasolina nas bombas. Esse parâmetro funciona como uma espécie de teto informal para o combustível renovável, limitando repasses mais agressivos ao consumidor.

Segundo Guilherme Nastari, diretor da Datagro, o setor entra em uma nova fase após anos de elevada rentabilidade.

De acordo com o executivo, depois de cinco a seis anos considerados muito positivos para as usinas, o crescimento da oferta aliado à redução dos preços passou a pressionar os resultados financeiros das empresas.

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Custos operacionais aumentam e pressionam setor

Ao mesmo tempo em que enfrenta limites para reajustar preços, o setor sucroenergético convive com aumento significativo dos custos de produção.

Nos últimos ciclos agrícolas, itens como fertilizantes, defensivos agrícolas, maquinário, fretes e combustíveis registraram forte valorização. A alta do petróleo também elevou os gastos com diesel utilizado em caminhões, tratores e operações industriais das usinas.

Além disso, os conflitos internacionais agravaram problemas logísticos globais, ampliando custos operacionais e dificultando o abastecimento de insumos.

Na prática, muitas empresas passaram a operar em um cenário no qual o crescimento das receitas não acompanha o avanço das despesas.

Medidas do governo limitam avanço dos preços

Outro fator que influencia o mercado é a política de preços dos combustíveis no Brasil.

Mesmo em períodos de alta do petróleo, os reajustes da gasolina costumam ocorrer de forma gradual, reduzindo a capacidade das usinas de transferirem integralmente os aumentos de custos para o etanol.

O setor também acompanha medidas adotadas pelo governo federal para conter os impactos da crise energética sobre os combustíveis domésticos.

Entre elas está a Medida Provisória publicada neste mês, que prevê subsídios de até R$ 0,89 por litro para produtores e importadores de gasolina, com o objetivo de amenizar os efeitos da volatilidade internacional sobre os preços internos.

Endividamento e juros elevados aumentam preocupação

O ambiente financeiro mais sensível também passou a preocupar investidores e empresas do setor sucroenergético.

As incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio ampliaram os temores sobre inflação global e manutenção de juros elevados em diversos países, mantendo alto o custo de capital para companhias do agronegócio.

Nesse contexto, o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, protocolado em março, aumentou a atenção do mercado em relação ao nível de endividamento das empresas e à capacidade de adaptação do setor diante do novo cenário econômico.

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Etanol de milho muda dinâmica do mercado

A expansão acelerada do etanol de milho também vem alterando a dinâmica do setor no Brasil.

Nos últimos anos, novas plantas industriais passaram a operar principalmente na região Centro-Oeste, ampliando a oferta nacional do combustível e aumentando a concorrência entre produtores.

Esse movimento levou diversas empresas a reverem estratégias de longo prazo, buscando reduzir a dependência exclusiva do etanol tradicional produzido a partir da cana.

Além da produção de açúcar e etanol, usinas ampliam investimentos em biogás, biometano, cogeração de energia elétrica e aproveitamento de resíduos industriais.

Algumas companhias também passaram a utilizar o etanol de milho para manter operações durante a entressafra da cana-de-açúcar.

Diversificação ganha espaço no setor sucroenergético

A diversificação aparece como alternativa para preservar margens e ampliar receitas em um mercado mais competitivo.

O diretor comercial e acionista da Energética Santa Helena, Luis Coutinho, afirmou que a companhia intensificou investimentos em açúcar e etanol de milho após enfrentar recuperação judicial.

Segundo ele, a estratégia busca elevar a rentabilidade sem necessidade de ampliar significativamente a moagem de cana. A empresa também retomará atividades ligadas à pecuária, aproveitando coprodutos da usina para alimentação animal.

Etanol segue estratégico, mas desafio muda de foco

Mesmo diante das dificuldades financeiras, especialistas avaliam que o etanol continuará ocupando posição central na matriz energética brasileira e global, especialmente em meio à busca mundial por fontes renováveis e redução das emissões de carbono.

O cenário atual, porém, indica uma mudança importante no foco das empresas do setor.

Mais do que ampliar o volume de produção, o principal desafio das usinas passa a ser encontrar novas fontes de receita, diversificar operações e preservar margens em um ambiente de maior concorrência e custos elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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