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Projeto Escuta Susp celebra dois anos com mais de 40 mil consultas realizadas em todo o País

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Brasília, 28/5/2026 – O Projeto Escuta Susp celebrou, nesta quinta-feira (28), dois anos de atuação voltada à promoção da saúde mental, à valorização profissional e à qualidade de vida dos profissionais da segurança pública em todo o País. Resultado da parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ação se consolidou como uma das principais políticas nacionais de atenção psicossocial voltadas aos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Nos últimos dois anos, mais de 5 mil profissionais foram atendidos pelas atividades do programa. No período, quase 40 mil consultas foram realizadas, ampliando o acesso aos serviços de saúde mental em 26 estados brasileiros. Neste ano, o trabalho também avança na inclusão gradual das guardas municipais nas ações de cuidado e assistência psicossocial.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, enfatizou os resultados alcançados pelo projeto.

“O Escuta Susp representa um avanço histórico na construção de uma política nacional de cuidado voltada aos profissionais de segurança pública. Falar sobre saúde mental nesse contexto é reconhecer que esses homens e mulheres enfrentam diariamente situações de pressão, risco e sofrimento emocional. Cuidar desses trabalhadores é reconhecer sua importância e garantir melhores condições para que continuem exercendo suas funções com equilíbrio, dignidade e qualidade de vida. É preciso romper tabus e avançar na compreensão de que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física”, disse.

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Alinhado às ações do Programa Nacional de Qualidade de Vida para Profissionais de Segurança Pública (Pró-Vida), o projeto oferece atendimentos especializados on-line, promove ações de formação continuada e desenvolve protocolos técnicos voltados ao acolhimento, à prevenção e ao fortalecimento institucional das forças de segurança.

A coordenadora-geral de Valorização Profissional da Senasp, Juliana Ribeiro, explicou que as diretrizes desenvolvidas no âmbito do projeto representam um dos principais legados da iniciativa. “Os protocolos de atendimento são os principais produtos do Escuta Susp, pois podem ser utilizados por qualquer instituição em seus projetos próprios. Eles são pensados especialmente para os profissionais de segurança e suas demandas”, pontuou.

A iniciativa ampliou a articulação entre União, estados, municípios, universidades e instituições de segurança pública, contribuindo para consolidar uma política estruturada de cuidado integral aos profissionais que atuam diariamente na proteção da sociedade brasileira.

Como parte das ações estratégicas, foram desenvolvidos cursos de capacitação na modalidade de educação a distância (EaD), voltados à promoção da saúde mental e à qualificação institucional. Durante o evento de celebração, foi realizado o lançamento institucional do curso Autocuidado e Bem-Estar – para PSP, primeiro curso EaD desenvolvido no âmbito do Escuta Susp e já validado para disponibilização na Rede EaD Senasp.

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Também estão em fase final de desenvolvimento os cursos Gestão Humanizada para Profissionais da Segurança Pública e Formação de Agentes de Prevenção do Suicídio na Segurança Pública, que vão ampliar as ações de prevenção, acolhimento e promoção da qualidade de vida dos profissionais da segurança pública no Brasil.

A celebração dos dois anos do Escuta Susp marca o fortalecimento das políticas de valorização profissional no âmbito do projeto e reafirma o compromisso institucional do MJSP e da Senasp com a promoção da saúde mental, do cuidado integral e da qualidade de vida dos profissionais da segurança pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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CIT pactua política inédita para população em situação de rua e avança na modernização da assistência farmacêutica do SUS

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A 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), realizada nesta quinta-feira (28), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, consolidou uma série de pactuações estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os principais avanços estão a criação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS Rua), a modernização da assistência farmacêutica com a substituição do Sistema Hórus pelo eSUS Assistência Farmacêutica (eSUS AF), além de medidas voltadas à qualificação do parque tecnológico do SUS e à ampliação da interoperabilidade de dados em saúde.

A CIT, instância de pactuação entre o Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), foi conduzida pelo secretário-executivo do MS, Adriano Massuda, e aprovou um marco histórico para o fortalecimento do cuidado em saúde da população em situação de rua no Brasil: a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS Rua). A nova política amplia e consolida um processo iniciado em 2011, com a criação das equipes de Consultório na Rua, e estabelece, de forma inédita, o compromisso de todas as políticas, serviços e linhas de cuidado do SUS com a atenção integral a essa população.

Construída de forma participativa, a PNAIS Rua reconhece as especificidades e os modos de vida da população em situação de rua, promovendo um cuidado culturalmente, eticamente e profissionalmente sensível. Entre os principais avanços estão a integração das equipes de Consultório na Rua com a Rede de Atenção à Saúde e a Rede de Atenção Psicossocial, o fortalecimento das estratégias de redução de danos, o olhar ampliado para a maternagem e a valorização da participação das próprias pessoas em situação de rua na construção das políticas públicas.

“Essa é uma construção coletiva, debatida desde 2023 com movimentos sociais, organizações da sociedade civil, gestores e diferentes áreas do governo federal, para garantir uma política robusta e intersetorial de cuidado à população em situação de rua. A PNAIS Rua dialoga diretamente com o Plano Nacional Ruas Visíveis e reúne esforços do Ministério da Saúde, dos Direitos Humanos e Cidadania, da Justiça, da assistência social e de diversos parceiros para assegurar um direito garantido pela Constituição”, destacou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

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Novo sistema da Assistência Farmacêutica

Outro destaque da reunião foi a pactuação das estratégias para o encerramento das operações do Sistema Hórus, que será substituído pelo eSUS Assistência Farmacêutica (eSUS AF). A nova plataforma garantirá mais controle sobre a dispensação de medicamentos, segurança jurídica e transparência sobre os estoques de farmácias e o intercâmbio de dados dos entes com a Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica (BNAFAR) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

“Superamos um sistema obsoleto para oferecer uma plataforma moderna e descentralizada, que fortalece a transparência na gestão de estoques e a capacidade técnica de estados e municípios”, afirmou o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Nélio de Aquino.

O processo de transição seguirá cronogramas distintos por funcionalidade. Sergipe executará um projeto-piloto para garantir a dispensação contínua de medicamentos à população no módulo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Após a conclusão do piloto, estados e municípios terão 180 dias para concluir a migração. O Ministério da Saúde deverá repassar cerca de R$ 40 milhões para apoiar a implantação do novo sistema nos entes federativos.

Medicamentos financiados

A CIT também pactuou o financiamento de três medicamentos estratégicos para a saúde pública. O Ustequiumabe passará a ser ofertado também na dosagem de 90 mg, com ampliação do uso para tratamento da Doença de Crohn e psoríase em placas moderada e grave. Já o Micofenolato de Sódio, indicado para síndrome nefrótica primária infantil, foi incorporado com apresentações de 180 mg e 360 mg. No componente estratégico, foi pactuada a dispensação da Pirazinamida 150 mg dispersível para combate à tuberculose pediátrica.

Parque tecnológico

A reunião também avançou na qualificação do parque tecnológico do SUS e no uso estratégico das compras públicas em saúde. Foram pactuadas duas portarias voltadas à melhoria da aplicação de recursos para investimentos no sistema de saúde brasileiro. Uma institui uma Câmara Técnica para apoiar a elaboração do Plano de Investimentos em Dispositivos Médicos para o SUS, com diretrizes voltadas à qualidade assistencial, atualização tecnológica, desenvolvimento nacional, articulação interinstitucional e sustentabilidade. A outra orienta gestores sobre o planejamento e a execução da aquisição de dispositivos médicos, em conformidade com a Lei nº 15.210/2025, que estabelece que a aquisição e a gestão desses equipamentos sejam baseadas em sua vida útil.

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Transformação digital

Na área da transformação digital, a CIT pactuou a minuta de portaria que institui o Modelo de Informação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD). A medida permitirá padronizar as informações dos atendimentos realizados em estabelecimentos públicos e privados, reunindo dados essenciais sobre o cidadão, os atendimentos, diagnósticos e procedimentos realizados.

Com isso, o SUS avança na interoperabilidade da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), fortalece a continuidade do cuidado e aprimora as informações sobre a jornada do cidadão na rede de saúde brasileira.

Assistência oncológica

Durante a reunião, o Ministério da Saúde também apresentou as ações para estruturar a implementação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), prevista para setembro. A estratégia busca garantir aos pacientes em tratamento de câncer acesso seguro, organizado e contínuo a medicamentos no SUS.

“O que estamos discutindo e apresentando hoje é um avanço para o SUS”, afirmou a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, ao mencionar as medidas de monitoramento para medicamentos oncológicos de alto e altíssimo custo.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou que as medidas fortalecem a capacidade do SUS de responder aos principais desafios epidemiológicos do país. “Esse conjunto de inovações, planejamento, aquisição e organização é para preparar o sistema de saúde, assim como ocorreu nos anos 90 para lidar com o HIV e o transplante, hoje para lidar com o câncer, que é, junto com as doenças cardiovasculares, a principal causa de morte”, afirmou.

Foto: Erasmo Salomão/MS
Foto: Erasmo Salomão/MS

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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