Brasil
Parceria entre MMA e USP impulsiona educação ambiental climática nas escolas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apoiou o projeto de pesquisa “Como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental climática na Educação Básica no Brasil?”, conhecido como Educom & Clima. Iniciada em fevereiro de 2024, a iniciativa resultou na criação de um curso voltado à emergência climática e no mapeamento de ações de educação ambiental em todo o país.
Coordenado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (NCE/ECA/USP), o projeto contou com apoio do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A execução teve a colaboração do Governo do Brasil, da Prefeitura de São Paulo e de movimentos e entidades da sociedade civil.
O diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, afirmou que as ações contribuíram para ampliar o engajamento da comunidade escolar no enfrentamento da emergência climática. “As práticas educomunicativas podem contribuir para que as comunidades escolares assimilem o conhecimento sobre a emergência climática de forma crítica e criativa. Isso promove ações locais e fortalece a participação ativa no enfrentamento da crise climática e na construção de um mundo mais justo e resiliente”, destacou.
Capacitação
Uma das principais entregas da pesquisa é o curso “Educomunicação e Clima: precisamos conversar sobre emergência climática nas escolas”. Lançada em dezembro de 2025 na plataforma de educação a distância Avamec, do Ministério da Educação (MEC), a formação já qualificou 14,5 mil educadores ambientais em todo o país.
A formação é gratuita, com certificação, e segue disponível na plataforma. O conteúdo é voltado a professores, gestores e profissionais de apoio da educação básica, especialmente do ensino fundamental, com foco em práticas educomunicativas aplicadas às mudanças climáticas.
A proposta também incentiva a leitura crítica das mídias, a produção colaborativa de conteúdos e a adoção de práticas participativas de gestão climática nas escolas públicas e privadas, além de apoiar a elaboração de Planos de Ação Climática nos territórios.
Acesse a plataforma AVAMEC – Educomunicação e Clima aqui
Mapeamento
Outro resultado do projeto foi o mapeamento colaborativo de iniciativas voltadas à educação ambiental climática. Ao todo, foram identificadas 203 organizações em todas as unidades da federação. O levantamento consolidou um banco de dados com as principais instituições, entidades e coletivos de educomunicação, educação, comunicação e mobilização atuantes no setor.
As informações estão agrupadas na página do Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação em Educação Ambiental, no campo “Conheça as iniciativas do Educom&Clima” no MonitoraEA, e estão disponíveis para consulta pública por meio de um mapa interativo do Brasil. Saiba mais aqui
Projeto Educom & Clima
Lançado em 2023, a iniciativa surgiu a partir de pesquisadores da Escola de Comunicações e Artes da USP, entre eles o professor sênior Ismar de Oliveira Soares e a professora Thaís Brianezi.
A pesquisa contou com a participação de servidores do MMA e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil.
As ações foram organizadas em quatro eixos: políticas públicas; mapeamento de organizações e coletivos de educomunicação; desenvolvimento de curso sobre educação ambiental climática para educadores; e monitoramento de projetos de intervenção local em escolas municipais de São Paulo.
O projeto também resultou na publicação de 18 artigos científicos em revistas nacionais, três em periódicos internacionais, dois em anais de congressos e duas coletâneas publicadas.
Além do MMA, colaboraram com a iniciativa o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Sesc-SP, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, o Movimento Escolas pelo Clima, a Articulação Nacional de Políticas Públicas em Educação Ambiental (Anppea), a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), o Grupo de Acompanhamento e Estudos em Governança Ambiental (GovAmb) e a organização Ecofalante.
Para saber mais sobre o projeto, clique aqui
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Brasil
Brasil e África ampliam diálogo em educação, ciência e inovação durante fórum em Brasília
Brasil e países africanos ampliaram nesta segunda-feira (25) a cooperação em ciência, tecnologia e inovação durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília (DF), com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Luciana Santos. O evento reuniu dirigentes de universidades brasileiras e africanas, representantes do Governo do Brasil e instituições de cooperação internacional para ampliar parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação.
Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o fórum busca fortalecer a colaboração estratégica entre instituições de ensino superior dos dois continentes, com foco em intercâmbio acadêmico, mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, parcerias entre Brasil e países da África são fundamentais para o desenvolvimento. “O fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com países africanos é um passo estratégico para o desenvolvimento soberano e sustentável do Sul Global”, ressaltou.
O presidente Lula destacou a importância da atuação do MCTI para o desenvolvimento conjunto com países do continente africano. “O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) contempla duas linhas de financiamento para o trabalho conjunto entre África e América Latina, e isso ajuda no combate à dominação e dependência de países do norte global. Além disso, lançamos hoje mais uma chamada pública do PróAfrica, para ampliar e acelerar a nossa parceria”, destacou.
A participação do MCTI reforça o compromisso do Brasil com a ampliação das relações diplomáticas e da cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação com países africanos. Nos últimos anos, o ministério vem fortalecendo iniciativas conjuntas em áreas estratégicas como transição energética, bioeconomia, biodiversidade, oceanos e inovação.
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