Agro
Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País
Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.
Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.
O peso da escala em Mato Grosso
Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.
Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.
Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.
Rondônia: a força da pequena propriedade
Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.
A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.
O passaporte ambiental da lavoura
O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.
Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Mapa participa da 93ª Sessão Geral da OMSA, em Paris
Entre os dias 18 e 22 de maio, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou da 93ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França.
A Sessão Geral é o principal fórum deliberativo da OMSA e reúne representantes dos 183 países-membros para discutir, atualizar e aprovar diretrizes internacionais em saúde animal. As decisões adotadas orientam políticas sanitárias, fortalecem os serviços veterinários nacionais e influenciam diretamente a prevenção de doenças, a proteção dos rebanhos e o comércio internacional de animais e produtos de origem animal.
Nesta edição, os debates abordaram temas como o fortalecimento dos sistemas veterinários nacionais, a modernização da governança da organização, o enfrentamento de enfermidades transfronteiriças e o Fórum de Saúde Animal, realizado sob o tema “Investindo na Saúde Animal para Garantir o Futuro de Todos”. As discussões também trataram de financiamento, inovação, parcerias e segurança sanitária global.
Além das sessões plenárias, a programação incluiu encontros técnicos e reuniões regionais e bilaterais com autoridades sanitárias de outros países. Os debates contribuíram para o intercâmbio de informações e para o fortalecimento da cooperação internacional em saúde animal.
O Brasil participou da Assembleia com reconhecimento internacional pelos avanços em vigilância, prevenção e controle sanitário, resultado da atuação conjunta entre o setor público e as cadeias produtivas. Essa trajetória fortalece a posição do país nos debates internacionais sobre sanidade animal e amplia a capacidade brasileira de contribuir para a elaboração de padrões técnicos internacionais.
A presença da delegação brasileira reforça o compromisso do país com a cooperação internacional em saúde animal e com a adoção de políticas alinhadas aos padrões da OMSA, contribuindo para ampliar a confiança nos produtos agropecuários brasileiros no mercado internacional.
Também integraram a delegação o diretor de Saúde Animal, Marcelo Mota; a coordenadora de Integração Internacional em Saúde Animal, Eliana Lara; o coordenador-geral de Trânsito e Quarentena Animal, Bruno Cotta; e a auditora fiscal federal agropecuária da Coordenação-Geral de Planejamento em Saúde Animal, Márcia Mourão. A participação brasileira contou ainda com o apoio da adida agrícola do Brasil na França, Bárbara Cordeiro.
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