Paraná
Jogos Escolares Brasileiros: vitória no basquete mostra protagonismo de atletas do Paraná
Após conquistarem o título da série ouro no basquete feminino sub-18 dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) de 2026, as 12 atletas do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, de Foz do Iguaçu, no Oeste, participaram de um encontro com o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. O momento foi de celebração, troca de experiências e reconhecimento pela trajetória construída por elas ao longo da competição.
“Essa vitória é motivo de muito orgulho para o Paraná e para a rede estadual de educação”, disse o secretário. “Ensino e esporte estão ligados pelo comprometimento, pela disciplina e pela superação de desafios, valores essenciais na formação de cidadãos”, acrescenta.
Os JEBs aconteceram em Brasília, entre os dias 11 e 18 de abril. As atletas paranaenses disputaram contra outras 27 equipes, representantes dos estados e do Distrito Federal, que tinha dois times na competição. Foram cinco jogos invictos, com a final disputada contra as atletas do Rio de Janeiro.
“Tivemos algumas dificuldades no último jogo, porque a equipe adversária era muito forte”, conta Emanuelly dos Santos Pires (16), que está na 3ª do Ensino Médio. “Mas nós temos um time muito forte, tanto física quanto mentalmente, porque nos apoiamos muito, e conseguimos superar a outra equipe e levar o título”, diz.
As conquistas não pararam por aí: a equipe também foi bicampeã nos jogos Sul-Americanos, disputados em Belo Horizonte (MG), vencendo o Peru no basquete 3×3 entre os dias 24 e 25 de abril. No mês de junho as meninas embarcam para a Sérvia, onde vão participar do campeonato Mundial Escolar de Basquete, na cidade de Zlatibor.
Para Emanuelly, a experiência representa uma oportunidade inédita, não apenas de conhecer outro país, mas também de testar o potencial da equipe em uma competição de alto nível, ao lado de delegações internacionais. “Não conhecemos os times, não sabemos muito o que esperar das partidas”, diz. “Mas nós vamos lá pra jogar, estudar o adversário e brigar pelo título”.
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Famílias de Paraná encontram na educação oportunidade de transformação coletiva
FOMENTO E INCENTIVO – O desempenho das jovens atletas é fruto da tradição do Colégio Almirante Tamandaré no incentivo aos esportes. A instituição conta com o apoio da Associação de Basquete de Foz do Iguaçu, a Abasfi, organização municipal de fomento a essa modalidade esportiva. “Há cerca de três anos nós fizemos uma parceria com a Abasfi e implantamos uma escolinha de basquete no colégio, que acolhe tanto os alunos como outros jovens da comunidade”, explicou o diretor Thiago Antônio Barbieri.
Com a parceria, a Abasfi centraliza no colégio todas as atletas da categoria sub-18, como explica o técnico Cláudio Henrique Lopes Lisboa. “Assim nós conseguimos manter uma equipe forte para representar o colégio nas competições escolares”.
Cláudio também afirma que é frequente o interesse de estudantes de outros estados em se transferirem para o Colégio Estadual Almirante Tamandaré com o objetivo de integrar a equipe da Abasfi. “Todos os anos recebemos pedidos de mães e pais de meninas que querem jogar com a gente pelos resultados que conquistamos em diversas competições estaduais e nacionais e algumas acabam vindo mesmo”.
Esse foi o caso de Raissa Alba (16), hoje na 2ª série do Ensino Médio. Natural de Guaporé, no Rio Grande do Sul, ela começou a jogar basquete antes de completar 10 anos. Cinco vezes campeã estadual na categoria sub-15, ela disputava o Campeonato Sul Brasileiro de Seleções pelo estado natal, quando foi procurada pelo técnico, que ofereceu uma vaga na equipe paranaense.
“Sempre admirei a equipe do Paraná, que é muito forte nas competições”, conta ela, que se emancipou e veio sozinha para Foz do Iguaçu no ano passado. “Foi a realização de um sonho, porque o Paraná tem uma das melhores bases de basquete no Brasil”.
VALORES DO ESPORTE – Principal competição escolar do país, os JEBs são promovidos pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) e buscam proporcionar aos estudantes o desenvolvimento de valores ligados ao esporte, o intercâmbio esportivo e cultural e a chance de se tornarem atletas profissionais.
FORMAÇÃO DE ATLETAS – A Associação de Basquete de Foz do Iguaçu é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2010 com o objetivo de fomentar o basquete na cidade, se dedicando à formação de atletas e ao fortalecimento do esporte na região, desde as categorias de base. A Abasfi conta, hoje, com 11 escolinhas de basquete espalhadas pela cidade, atendendo mais de 1,2 mil crianças e adolescentes que queiram se dedicar ao esporte.
Fonte: Governo PR
Paraná
Com 8 mil atendimentos, AME da UEPG amplia acesso a especialidades nos Campos Gerais
O primeiro mês de funcionamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) confirma o impacto positivo da nova estrutura na saúde regional. Entre a inauguração, em 19 de março, e o fechamento do primeiro ciclo de atendimentos, o complexo realizou cerca de 8 mil consultas ambulatoriais, abrangendo mais de 52 especialidades.
Com um investimento de R$ 15,4 milhões do Governo do Estado, a unidade de 2,9 mil metros quadrados foi projetada para ser o maior suporte especializado dos Campos Gerais. A estrutura foi concebida para atender pacientes de toda a região, oferecendo também suporte qualificado à formação de acadêmicos e residentes.
“A entrega deste AME, o primeiro com perfil universitário do País, consolida a nossa política de descentralização da saúde. Estamos levando o atendimento de alta complexidade para perto das pessoas, reduzindo deslocamentos e garantindo que o usuário tenha acesso ao que há de mais moderno no SUS paranaense”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
ESTRUTURA E ACADEMIA – A unidade conta com 19 consultórios, cinco salas de exames, sala de fisioterapia, auditórios e laboratórios. Além de especialidades como oftalmologia e otorrinolaringologia, o AME abriga um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e um Laboratório de Prótese Odontológica.
Para o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, o ganho é mútuo. “A UEPG ganha muito com esse AME Universitário do ponto de vista acadêmico, mas a população também ganha, pois está havendo um crescimento na oferta de consultas referenciadas”, comemora.
Segundo ele, a implantação é gradativa. “A meta é chegar a mais de 15 mil pacientes até o final do ano. Isso vai ser progressivo, atendendo todas as exigências para o pleno funcionamento de serviços de saúde”.
CONFORTO E HUMANIZAÇÃO – Um lugar feliz para se trabalhar e para se consultar: é assim que se sentem profissionais e estudantes que atuam no AME da UEPG, e também os pacientes. Há três anos, Antônio Carlos da Luz vem do distrito de Socavão, em Castro, para acompanhar uma leucemia. “Lá no HU sempre vou bom, mas aqui é ainda melhor. Aqui é mais confortável, mais moderno também”, avalia.
Também de Socavão, vem a Valdinéia Teixeira da Ferreira, que acompanha a mãe, Vilma, em um tratamento de anemia autoimune há cerca de dois anos. “Ela vinha de 15 em 15 dias, daí de mês em mês e agora tá de dois em dois meses”, conta. Para ela, é importante não estar dentro do prédio principal do hospital durante a consulta. “O espaço é bem aconchegante, a pessoa se sente bem melhor. Foi muito bom, principalmente para nós que viemos de longe”.
EFICIÊNCIA CLÍNICA – A separação entre os diferentes fluxos hospitalares é um dos pontos altos da nova estrutura. Até a inauguração do AME, os serviços ambulatoriais do HU-UEPG eram prestados no interior do prédio principal do complexo hospitalar. A separação dos acompanhamentos ambulatoriais de serviços de urgência ou emergência, enfermarias de internamento, centro cirúrgico e unidades de tratamento intensivo é avaliada como positiva por equipes e pacientes.
“A gente se sente muito bem trabalhando aqui. É sempre positivo você trabalhar num lugar que é ambientalmente agradável, que tem luz natural, que tem ventilação natural. E os pacientes são ainda melhor acolhidos aqui”, comemora a hematologista Erica Sabrine Angelo Lisboa.
Além do conforto, há maior disponibilidade de espaço para consultas. Os atendimentos de hematologia, por exemplo, puderam ser duplicados com a mudança. “A gente se sente no primeiro mundo. E obviamente que a finalidade de tudo isso é o usuário do SUS ter um atendimento de qualidade, e isso definitivamente está sendo alcançado”, acrescenta.
“É uma alegria ter um espaço amplo, moderno, humanizado, que valoriza a condição dos nossos pacientes e que permitiu toda uma ampliação do número de atendimentos”, resume a diretora-geral dos HUs, Fabiana Mansani.
ABRANGÊNCIA – O complexo de saúde da UEPG atende cerca de 1,2 milhão de habitantes de 28 municípios, distribuídos por três Regionais de Saúde (3ª, 4ª e 21ª). Além do AME, a estrutura conta com o HU, o Hospital Materno-Infantil (Humai) e o Ambulatório Amadeu Puppi. Atualmente, o Estado investe na construção do Centro Especializado em Reabilitação (CER-IV) e na nova torre do HU-UEPG para ampliar ainda mais a rede.
24 UNIDADES – A implantação do AME integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a regionalização da saúde, aproximando os serviços especializados da população e reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros maiores. O modelo também contribui para a redução das filas de espera por consultas, exames e procedimentos, um dos principais gargalos da média complexidade no SUS.
Serão 24 AMEs no Estado, um investimento de R$ 320 milhões. Já foram inauguradas as unidades de União da Vitória, Curitiba, Ponta Grossa, Cianorte, Irati, Ivaiporã e São José dos Pinhais.
As obras também estão adiantadas em outras localidades. Em Jacarezinho, a construção já está na reta final com 83,44%, enquanto Cornélio Procópio registra 70,05% e Almirante Tamandaré, sede do AME Norte, atinge 70,58%. Campo Mourão já ultrapassou a metade do cronograma com 60,12% de execução, enquanto Paranavaí registra 58,76%. Apucarana e Pitanga iniciaram as construções recentemente, com 9,13% e 5%, respectivamente.
Além das construções novas, o Estado moderniza estruturas já existentes. O AME anexo ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, está com 35,01% de execução e em processo de relicitação. No Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), em Piraquara, as obras chegam a 9,70%. O AME Saúde Mental do Hospital Adauto Botelho, em Pinhais, está em fase de licitação.
A construção dos AMEs de Goioerê, Santo Antônio da Platina, Toledo, Foz do Iguaçu e Laranjeiras devem iniciar em breve. Recentemente, o Governo do Paraná também anunciou um segundo AME em Curitiba, no espaço externo do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns. O investimento total em 24 unidades já ultrapassa R$ 320 milhões.
CLASSIFICAÇÃO DOS AMES – Os AMEs do Paraná são classificados em diferentes portes (Tipos I, II e III) que refletem a estrutura e a capacidade de atendimento de cada unidade, visando descentralizar e regionalizar os serviços de saúde especializados no Paraná, com unidades maiores e mais complexas em regiões estratégicas.
O AME Tipo I conta com 37 consultórios, 10 salas de exames em um espaço de aproximadamente 4 mil m². O AME Tipo II, contempla cerca de 2,5 mil m² com 22 consultórios e 7 salas de exames cada. O AME Tipo III possui área de cerca de 1.014 m², consultórios multiprofissionais e visa atender uma média de 5 mil pacientes/mês.
Veja a estrutura dos primeiros Ambulatórios Médicos de Especialidades entregues pelo Governo do Estado:
Fonte: Governo PR
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