Connect with us


Brasil

Ministério do Turismo apresenta iniciativas para impulsionar investimentos no setor de parques, atrações e entretenimento

Publicado em

O Ministério do Turismo apresentou nesta quarta-feira (13), durante o SINDEPAT Summit 2026 – principal evento do setor de parques, atrações e entretenimento do Brasil – duas importantes iniciativas que têm objetivo de estimular investimentos privados neste segmento.

O encontro, organizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), segue até esta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, e reúne líderes, executivos, investidores, fornecedores e especialistas do setor.

O Ministério apresentou no SINDEPAT Summit 2026 o Portal de Investimentos (investimento.turismo.gov.br): uma plataforma digital que atua como um hub para conectar investidores, empreendedores e o poder público, facilitando a captação de recursos para o setor turístico brasileiro.

Atualmente, há 73 projetos mapeados no Portal, que representam um investimento total de R$ 5,62 bilhões e expectativa de gerar quase 100 mil empregos diretos. Há expectativa de mapear mais 30 projetos até o ano que vem.

No Portal, há alguns parques mapeados, como o Parque Ecológico da Serra da Canastra, em Delfinópolis (MG); o Parque de Aventuras Taquarussu, em Mogi das Cruzes (SP); Parque Subaquático, em Balneário Piçarras (SC); e o Parque Astronômico das Missões, em São Miguel das Missões (RS).

Leia mais:  Fundo Nacional de Segurança Pública impulsiona execução recorde de recursos em 2025 e conclui auditorias presenciais

O Ministério também abordou o Programa de Atração de Investimentos Privados para o Turismo, publicado em março deste ano, que tem objetivo de mapear e acompanhar oportunidades de investimentos em destinos turísticos estratégicos, fornecer inteligência de mercado e promover o Brasil como destino competitivo para investimentos nacionais e internacionais em turismo.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, falou sobre a importância da participação da pasta no evento.

“A participação do Ministério do Turismo em um evento dessa dimensão é estratégica e extremamente relevante para fortalecer o diálogo com o setor, que tem números expressivos e muito positivos. Precisamos trabalhar de forma conjunta para garantir que as empresas do ramo continuem atraindo turistas, movimentando a economia, gerando emprego e riqueza para o nosso país”, disse o ministro.

As ações do Ministério foram apresentadas pela diretora do Departamento de Investimentos, Crédito, Parcerias e Concessões no Turismo, Viviane de Faria.

R$ 8,5 bilhões

Dados que compõem a 3ª edição do estudo Panorama Setorial e Novos Investimentos, do Sindepat, mostram que atualmente o setor conta com 854 empreendimentos no país, movimentando cerca de 140 milhões de visitantes no Brasil, gerando um faturamento de aproximadamente R$ 8,5 bilhões.

Leia mais:  Governo regulamenta profissão de sanitarista e fortalece atuação no SUS

Atividades e atrações

Ao longo de três dias de evento os participantes terão acesso a palestras, painéis estratégicos e cases de sucesso que revelam as principais tendências, desafios e oportunidades do mercado.

Ao todo, representantes de 14 países estão participando da edição 2026 do Sindepat Summit – quatro a mais em relação à última edição. Mais de 40 empresas estão apresentando novidades em produtos e serviços para o setor.

Entre os temas abordados estão a formação de equipes de alta performance. a experiência do visitante como estratégia, receitas acessórias e suas oportunidades, e o uso de Inteligência Artificial em diferentes áreas de operações e serviços.

Por Lúcio Flávio
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook

Brasil

MCTI lança GT para transformar riqueza mineral em tecnologia, indústria e desenvolvimento sustentável

Published

on

Da bateria do celular aos painéis solares, carros elétricos e equipamentos médicos, os minerais estratégicos estão no centro das transformações tecnológicas e industriais do mundo. Com foco em ampliar a capacidade brasileira de transformar esses recursos em conhecimento, inovação e produtos de maior valor agregado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília, o Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral (GT Soberania Tecnológica Nacional).  

No mesmo dia, o governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria MCTI nº 10.064, de 12 de maio de 2026, que institui oficialmente o grupo e define suas competências. 

O GT terá a missão de elaborar a proposta do Programa Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico, Extensionismo Tecnológico e Inovação para o Setor Mineral, o Programa Inova+Mineral. A iniciativa pretende estruturar uma agenda nacional voltada ao fortalecimento da infraestrutura científica, à formação de profissionais especializados, ao desenvolvimento tecnológico, à industrialização e à ampliação do conteúdo nacional nas cadeias minerais consideradas estratégicas para o país. 

Ciência, tecnologia e agregação de valor 

WhatsApp Image 2026-05-13 at 20.01.07.jpeg
Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)

Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a agenda mineral ultrapassa a lógica da extração de recursos naturais e envolve diretamente ciência, tecnologia, indústria e soberania nacional.  

“A demanda global por minerais críticos e estratégicos cresce com a transição energética, com a digitalização da economia e com novas tecnologias que dependem cada vez mais desses insumos. Por isso, quando falamos de minerais estratégicos, estamos falando também de soberania, de desenvolvimento e do lugar que o Brasil quer ocupar no futuro”, declarou. 

Luciana Santos destacou ainda que o objetivo do governo é ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior intensidade tecnológica da cadeia mineral. “Nós não queremos que o Brasil seja apenas fornecedor de matéria-prima para o mundo. O Brasil não pode aceitar o papel de exportar minério bruto e importar tecnologia cara. O Brasil tem inteligência, instituições e capacidade produtiva para transformar sua riqueza mineral em conhecimento, inovação, sustentabilidade e soberania”, afirmou. 

Leia mais:  MMA e Itaipu Binacional firmam acordo para fortalecer políticas públicas de educação ambiental

Agenda estratégica para a indústria e a transição energética 

WhatsApp Image 2026-05-13 at 20.01.07 (1).jpeg
Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)

De acordo com a portaria publicada no DOU, o programa terá como referência a Política Mineral Brasileira, a Nova Indústria Brasil (NIB), o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima, a Estratégia Nacional de Economia Circular e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI). Entre as prioridades da iniciativa, estão a transição energética, a transformação ecológica, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do país. 

O grupo será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI) e conta com participação do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A Secretaria-Executiva ficará sob responsabilidade do Departamento de Programas de Inovação do MCTI. 

A proposta será apresentada à ministra Luciana Santos em até 90 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma única vez por igual período. 

GT SOBERANIA TECNOLÓGICA NACIONAL INOVAÇÃO PARA O SETOR MINERAL.png
Ascom/MCTI

Desafios tecnológicos e papel estratégico do país 

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, afirmou que o cenário internacional exige o fortalecimento das capacidades tecnológicas nacionais no setor mineral.  

“Hoje, os países que lideram o desenvolvimento tecnológico associado aos minerais críticos e estratégicos não são necessariamente aqueles que apenas possuem reservas minerais, mas aqueles capazes de dominar tecnologias, estruturar cadeias industriais e transformar conhecimento em capacidade produtiva e inovação”, disse. 

Segundo ele, o grupo buscará integrar políticas públicas, instrumentos de financiamento, universidades, centros de pesquisa e empresas para ampliar a capacidade brasileira de inovação mineral. 

O diretor do Departamento de Programas de Inovação do MCTI, Osório Guimarães, ressaltou que a proposta do GT é organizar uma agenda nacional baseada em prioridades estratégicas e em evidências técnicas.  

“A ideia do GT é justamente aproveitar todo esse conhecimento que foi acumulado e construir uma nova agenda, a partir dos acertos e dos aprendizados dos projetos anteriores. Precisamos responder aonde o Brasil quer chegar no setor mineral e quais cadeias produtivas serão prioritárias para o país”, completou. 

Leia mais:  MME atualiza prazos dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026

Investimentos e fortalecimento da inovação mineral 

O lançamento do GT ocorre em meio à ampliação dos investimentos públicos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. Entre 2023 e 2025, a Finep contratou mais de 5,3 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com volume superior a R$ 45 bilhões — crescimento de 235% em relação ao período entre 2019 e 2022. 

Na área mineral, a chamada Finep Mais Inovação Brasil — Transformação Mineral destina R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas brasileiras desenvolverem soluções tecnológicas no setor. As linhas contemplam minerais críticos, mineração urbana, reaproveitamento de resíduos, tecnologias sustentáveis e descarbonização da transformação mineral. 

Entre os materiais considerados prioritários estão lítio, cobre, níquel, grafita, terras-raras, nióbio, silício, cobalto e titânio, utilizados em baterias, semicondutores, sistemas de energia renovável e equipamentos de alta tecnologia. 

As chamadas também priorizam projetos ligados à recuperação de áreas degradadas, monitoramento de barragens, reciclagem de resíduos eletrônicos e tecnologias industriais de baixo carbono, como hidrogênio de baixa emissão e captura de CO₂. 

Base científica e capacidade instalada 

O MCTI também destaca que o Brasil possui uma estrutura consolidada de ciência, tecnologia e inovação voltada ao setor mineral. O país conta atualmente com cerca de 22 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia ligados à mineração, 58 unidades Embrapii com atuação em transformação mineral e mais de 96 arranjos produtivos locais de base mineral distribuídos em diferentes regiões do país. 

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, atua desde 1978 no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aproveitamento sustentável dos recursos minerais brasileiros e é o único instituto público do país especializado em tecnologia mineral e ambiental aplicada à mineração. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262