Brasil
Ministério da Saúde retoma expansão das residências em enfermagem no país
O Ministério da Saúde retomou a expansão da formação especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para a enfermagem. A iniciativa contribui para a redução dos vazios assistenciais e para a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. Atualmente, o Brasil conta com 17.202 residentes ativos em programas de residência em área profissional da saúde financiados pelo Ministério da Saúde. Desse total, 5.028 são enfermeiros, 92% a mais do que em 2022, quando o número permanecia estagnado em 2.620 profissionais e sem criação de novas bolsas.
A retomada da expansão dessas vagas marcou a reconstrução da política de formação especializada e da qualificação profissional no SUS. Somente em 2025, foram abertas mais de 900 novas vagas destinadas à residência em enfermagem. Além disso, 43 novos programas exclusivos da enfermagem foram criados, e outros 128 programas multiprofissionais contam com a participação da categoria.
Os dados integram a estratégia do Governo do Brasil no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por atendimento especializado e fortalecer a assistência em saúde no país, especialmente em regiões historicamente desassistidas. Considerada padrão-ouro na formação de especialistas, a residência combina prática em serviço, supervisão qualificada e atuação direta nos territórios, fortalecendo a capacidade de resposta do SUS e qualificando o atendimento prestado à população.
Além da ampliação das residências, o Ministério da Saúde anunciou, nessa terça-feira (12/5), Dia Internacional da Enfermagem, investimento de R$ 3,8 milhões para a implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Enfermagem e das orientações para a formação técnica na área. A iniciativa é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com o objetivo de apoiar instituições de ensino na atualização dos cursos de graduação e técnicos.
A medida encerra um intervalo de quase duas décadas sem atualização curricular na graduação em enfermagem e busca preencher uma lacuna histórica ao estruturar diretrizes específicas para a formação técnica. A expectativa é de que as novas diretrizes sejam homologadas no primeiro semestre de 2026.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, destacou, que os investimentos são fundamentais para valorizar a categoria, que representa a maior força de trabalho da saúde pública no país.
“Esta data é para celebrar uma profissão fundamental e reforçar os investimentos estratégicos na formação e na valorização dos profissionais de enfermagem. Estamos ampliando vagas de residência, reconhecendo e fortalecendo a formação técnica, garantindo qualificação gratuita para quem já atua no SUS. Também estamos promovendo mudanças curriculares na graduação para aproximar cada vez mais os cursos da realidade da saúde pública. Esse conjunto de iniciativas reafirma o compromisso da pasta com o fortalecimento da enfermagem e com a qualificação do atendimento à população”, afirmou.
Formação técnica e valorização profissional
Outra frente considerada estratégica pelo Ministério da Saúde é o Programa Nacional de Formação Técnica para o SUS (Formatec-SUS), voltado à ampliação e descentralização da formação técnica em saúde. Com investimento superior a R$ 30 milhões, o programa prevê a oferta de 9.958 vagas em cursos técnicos e especializações em enfermagem, incluindo áreas como oncologia, urgência e emergência, terapia intensiva, neonatologia e saúde da mulher.
As ações dialogam diretamente com o programa Agora Tem Especialistas. Nos últimos anos, outra medida considerada histórica para a categoria foi a viabilização do piso nacional da enfermagem. Em 2025, o Governo do Brasil repassou R$ 10,7 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal para garantir o pagamento da remuneração mínima da categoria.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Emprego formal teve crescimento de 2,8 milhões de vagas no ano passado, aponta RAIS 2005
O número de empregos formais no país em 2025, englobando o setor público e privado, teve um crescimento de 5%, com acréscimo de 2.838.789 novos vínculos em relação a 31/12/2024, alcançando 59.970.945 vínculos ativos no ano. O número de estabelecimentos passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um crescimento de 2,1%. O emprego formal nas empresas do setor privado chegou a 40.071.636 vínculos (66,8%), enquanto no setor público a 14.125.683 vínculos (23,6%). As organizações sem fins lucrativos a 6,6% do total (3.959.493 vínculos) e os contratos com pessoas físicas e outras organizações 0,6% (374.420). Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgados nesta quarta-feira (13), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho durante coletiva em Brasília.
“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo”, avaliou.
Ele destacou o crescimento de celetistas, que teve acréscimo 5 milhões de vínculos no período, e também da administração pública. “Desde 2023, geramos mais 7,8 milhões de vagas formais no mercado de trabalho, com um crescimento importante no setor público, federal, estadual e municipal, pela realização de novos concursos públicos”, salientou.
Os vínculos não típicos entre os celetistas representaram 10,68% do total, demonstrando estabilidade em comparação com o ano anterior (10,75%). A análise desagregada revela que a maior concentração de vínculos não típicos está entre os trabalhadores com jornada de 30 horas ou menos, totalizando 2.908.729 vínculos, assim como nos trabalhadores vinculados a uma pessoa física (1.422.938vínculos).
Em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas houve variação absoluta positiva, sendo maior no setor de Serviços (7,2%, um acréscimo de 2.411.696 vínculos, seguido pelos setores do Comércio (1,7% – 172.827 vínculos), Indústria (1,7% – 153.103 vínculos), Construção Civil (2,5% – 71.816 vínculos), e a Agropecuária (1,6% – 29.322 vínculos).
No setor de serviços, a Administração Pública mostrou um crescimento de 15,2% no número de empregos (1.483.555 vínculos), com a maior parte desse crescimento concentrada nos municípios (18,2% ou 1.182.629) e nos governos estaduais (10,3% ou 408.018 vínculos). Houve aumentos expressivos também na Educação (6,2% ou 212.611 vínculos) e de menor intensidade na saúde humana (4,2% ou 142.598 vínculos).
O setor de Serviços registrou o maior estoque de empregos do ano (35.694.977 vínculos), seguido pelo setor de Comércio (10.486.872 vínculos), pela Indústria (9.016.940 vínculos), Construção (2.956.623 vínculos) e agropecuária (1.812.263 vínculos).
Crescimento regional
O crescimento relativo foi mais intenso nas regiões Nordeste (10,1%, com 1.076.603 vínculos criados), no Norte (10,1% – 354.753 vínculos), no Centro-Oeste (5,7% – 322.513 vínculos) que registraram variações relativas superiores. Já no Sudeste o crescimento chegou a 2,9% (807.240 vínculos), no Sul 2,9% (285.514 vínculos) que também tiveram aumentos absolutos expressivos. A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada na região Sudeste (47,4%), seguida pela região Nordeste (19,5%) e pela região Sul (16,8%).
Entre as Unidades da Federação, o maior crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024 foi registrado no Amapá (+20,5% – 31.396 vínculos), no Piauí (13,2% – 74.244), em Alagoas (13,0% – 81.633 vínculos) e na Paraíba (12,9% – 103.278 vínculos).
Em variação absoluta, os maiores crescimentos foram em São Paulo +2,3% (357.493 vínculos), na Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos), em Minas Gerais, crescimento de 3,7% (224.876) e no Ceará, com aumento de 10,6% (195.462 vínculos).
Os números da RAIS 2025 estão disponíveis no link https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/rais/rais-2025/rais-2024
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