Agro
Mercado suinícola mantém preços estáveis e setor aposta em reação da demanda no Dia das Mães
Mercado de suínos registra estabilidade nas negociações
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com estabilidade nas cotações do quilo vivo e dos principais cortes comercializados no atacado. O cenário reflete uma dinâmica de negócios sem grandes mudanças, marcada pela postura cautelosa dos frigoríficos nas compras de animais.
De acordo com análise de Safras & Mercado, a oferta disponível segue considerada confortável pela indústria, fator que limita movimentos mais consistentes de valorização no mercado independente.
Apesar disso, os cortes suínos começam a apresentar recuperação gradual no atacado, ainda que de forma moderada.
Setor acompanha consumo interno e pressão sobre margens
Os produtores demonstram preocupação com a evolução dos preços do suíno vivo e com a redução das margens da atividade, especialmente diante dos custos de produção ainda elevados.
Por outro lado, o mercado trabalha com expectativa positiva para o consumo na segunda quinzena do mês, impulsionado pela entrada da massa salarial na economia e pelo aumento tradicional da demanda relacionado ao Dia das Mães.
Outro fator que pode favorecer a carne suína é a recuperação dos preços do frango no mercado interno, reduzindo parte da competitividade da proteína avícola. Além disso, os preços elevados da carne bovina seguem ampliando a atratividade da carne suína ao consumidor.
Preços do suíno seguem praticamente inalterados
Levantamento de Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo passou de R$ 5,46 para R$ 5,47 na semana.
No atacado:
- Média da carcaça suína: R$ 8,97/kg
- Média do pernil: R$ 11,43/kg
Confira as principais cotações regionais:
- São Paulo: arroba suína em R$ 103,00
- Rio Grande do Sul: R$ 5,90/kg na integração e R$ 5,30/kg no interior
- Santa Catarina: R$ 5,90/kg na integração e R$ 5,15/kg no interior
- Paraná: R$ 5,10/kg no mercado livre e R$ 5,90/kg na integração
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,15/kg em Campo Grande e R$ 5,80/kg na integração
- Goiás: R$ 5,15/kg
- Minas Gerais: R$ 5,70/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente
- Mato Grosso: R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,95/kg na integração
Exportações de carne suína crescem em abril
As exportações brasileiras de carne suína in natura apresentaram desempenho positivo em abril, reforçando a sustentação do setor no mercado externo.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 121,435 mil toneladas da proteína ao longo do mês, com média diária de 6,071 mil toneladas.
A receita somou US$ 303,195 milhões, com média diária de US$ 15,159 milhões. O preço médio ficou em US$ 2.496,8 por tonelada.
Na comparação com abril de 2025:
- O valor médio diário avançou 9,6%
- O volume médio diário exportado cresceu 9,7%
- O preço médio recuou 0,1%
Perspectivas para o mercado suinícola
O mercado brasileiro de suínos segue equilibrado entre boa oferta interna e expectativas de melhora no consumo doméstico. O avanço das exportações e a competitividade da carne suína frente às demais proteínas podem contribuir para uma recuperação gradual das cotações nas próximas semanas.
Ainda assim, o comportamento do consumo interno e o ritmo das compras da indústria continuarão sendo fatores decisivos para a sustentação dos preços ao produtor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja perde força no mercado brasileiro com pressão nos preços e expectativa pelo relatório do USDA
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana em ritmo lento e com poucos negócios realizados, refletindo a cautela dos agentes diante da proximidade do novo relatório do USDA, previsto para a próxima terça-feira (12). Após um início de semana marcado por tentativa de recuperação nas cotações, o mercado perdeu força e voltou a operar pressionado.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua sendo influenciado pela postura mais conservadora de compradores e vendedores, além das cotações enfraquecidas tanto no mercado interno quanto nos portos brasileiros.
“O mercado segue travado, com os participantes aguardando os números do USDA da próxima semana”, avalia o especialista.
Nos portos, a movimentação comercial permaneceu limitada. Em Paranaguá (PR), a soja recuou de R$ 128,50 para R$ 128,00 por saca de 60 quilos. Já em Rio Grande (RS), as indicações permaneceram estáveis em R$ 128,50.
No interior do país, os preços também apresentaram estabilidade ou leve pressão. Em Passo Fundo (RS), a saca foi cotada a R$ 122,50. Em Cascavel (PR), os preços ficaram em R$ 118,00, enquanto em Rondonópolis (MT), o valor permaneceu em R$ 107,50 por saca.
Chicago acompanha petróleo e cenário geopolítico
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja oscilaram acompanhando principalmente o comportamento do petróleo e o ambiente geopolítico internacional.
As incertezas relacionadas ao Oriente Médio influenciaram diretamente os movimentos das commodities ao longo da semana, gerando volatilidade nos contratos agrícolas.
Além disso, operadores também ajustaram posições diante da divulgação do relatório mensal do USDA, considerado um dos principais direcionadores do mercado global de grãos.
Outro fator monitorado pelos investidores é a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. O mercado acompanha a possibilidade de um acordo envolvendo compras de soja americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity.
Mercado espera aumento da produção e dos estoques nos EUA
As projeções do mercado indicam que o USDA deverá apresentar, em seu relatório de maio, aumento na produção e nos estoques finais de soja dos Estados Unidos para a temporada 2026/27.
Analistas internacionais consultados por agências especializadas estimam que a safra norte-americana poderá atingir 4,450 bilhões de bushels, acima dos 4,262 bilhões registrados na temporada anterior.
Para os estoques de passagem nos Estados Unidos, a expectativa gira em torno de 353 milhões de bushels em 2026/27. Já para 2025/26, o mercado acredita em um pequeno ajuste negativo, passando de 350 milhões para 347 milhões de bushels.
Estoques globais e safra brasileira também devem subir
No cenário global, o mercado projeta estoques finais mundiais de soja em 126,3 milhões de toneladas para 2026/27. Para a temporada 2025/26, a expectativa é de elevação da estimativa atual do USDA, passando de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
Para o Brasil, a previsão é de novo ajuste positivo na safra. O mercado aposta que o USDA elevará a produção brasileira de soja de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
Na Argentina, a expectativa também é de aumento na estimativa de produção, passando de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.
Com o mercado atento aos números oficiais do USDA e às negociações internacionais, a tendência é de continuidade da cautela nos próximos dias, mantendo o ritmo lento de comercialização no mercado brasileiro de soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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