Paraná
Colégio indígena de Nova Laranjeiras vai representar o Paraná em evento nacional
O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes, localizado na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Paraná, será destaque nacional em um webinário do programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reconhece propostas pedagógicas inovadoras de todo o país e coloca em evidência iniciativas educacionais que vêm transformando realidades e fortalecendo a aprendizagem. O evento acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília.
O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do MEC, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes. Entre os principais eixos estão a garantia do direito à aprendizagem, a equidade no acesso e permanência na escola, o fortalecimento da trajetória escolar dos alunos e o desenvolvimento integral dos estudantes.
As propostas foram avaliadas por uma comissão especializada durante o processo seletivo do programa, que teve início em 2025 e cujo resultado final foi divulgado pelo MEC, no último mês, por meio do Edital nº 6/2025. Os projetos selecionados levaram em consideração critérios técnicos e pedagógicos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio, considerando especialmente o impacto na permanência dos estudantes e na melhoria de suas trajetórias escolares.
No Paraná, cinco instituições tiveram suas propostas selecionadas. Entre elas, o Colégio Estadual Indígena Feg-Prag, os Colégios Estaduais Presidente Kennedy (Ivaiporã), Helena Kolody (Maringá), Quilombola Maria Joana Ferreira (Pato Branco) e Paulo Leminski (Curitiba).
“Esse resultado demonstra a força e a qualidade da educação pública do Paraná. O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes é um exemplo de como práticas pedagógicas bem estruturadas, que respeitam a identidade cultural e a realidade local, podem alcançar excelência. É um reconhecimento importante, que valoriza não apenas a escola, mas toda a comunidade escolar envolvida”, disse o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em 2024, o colégio foi contemplado com o Programa Ensino Médio Mais, instituído pela Portaria nº 652, de 11 de julho de 2024, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A partir disso, a equipe pedagógica, junto aos professores do ensino médio noturno, desenvolveram uma proposta alinhada ao perfil dos estudantes e à realidade da comunidade, garantindo uma educação de qualidade com valorização da cultura local.
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VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL – A proposta do Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes foi desenvolvida a partir de um plano de ação elaborado pelos professores e equipe pedagógica do período noturno, com foco na valorização da cultura indígena Kaingang e no fortalecimento da identidade dos estudantes. Considerando o diferencial da instituição como escola indígena, todas as atividades e materiais pedagógicos foram adaptados à realidade da comunidade, respeitando seus costumes, tradições e saberes ancestrais.
Segundo Rainilda Muller, diretora do colégio, como a unidade possui o diferencial de ser uma escola indígena, todas as ações e materiais pedagógicos são adaptados à realidade da comunidade. A proposta nasceu da compreensão de que a escola exerce um papel fundamental na preservação dos saberes tradicionais, garantindo que os alunos conheçam, valorizem e sintam orgulho de sua origem, cultura e ancestralidade.
“Para a equipe escolar, trabalhar esse conhecimento desde a educação básica é essencial para evitar que tradições, costumes e práticas culturais se percam ao longo das gerações”, afirma a diretora.
Ao todo, o programa contou com seis oficinas temáticas, desenvolvidas em dez encontros que envolveram estudantes do Ensino Médio, professores do período noturno e toda a comunidade local.
“A primeira oficina abordou a pintura corporal indígena, destacando os significados dos grafismos e a importância simbólica de cada desenho utilizado no corpo. Na sequência, a oficina ‘Conhecimentos Tradicionais e Saberes Ancestrais’ trabalhou o artesanato e a expressão corporal, com atividades de cestaria, cultivo de taquara e confecção de cestos conduzidas por mães da comunidade. Foi uma oportunidade importante para aproximar as famílias da escola”, explica.
Outra ação foi voltada à valorização cultural por meio da confecção de adornos, roupas e vestimentas tradicionais pintadas com grafismos indígenas. O projeto também promoveu um grande evento cultural com participação da comunidade e dos anciãos da aldeia, reforçando a valorização da língua indígena e da oralidade. Em outro encontro, os mais velhos compartilharam conhecimentos sobre medicinas naturais e práticas ancestrais de cuidado.
“Quando os mais velhos compartilham seus saberes sobre medicinas naturais, costumes e práticas ancestrais, eles também estão transmitindo pertencimento, memória e orgulho cultural para as novas gerações”, acrescenta a diretora.
Por fim, as oficinas voltadas ao meio ambiente proporcionaram caminhadas pela mata, atividades em hortas e vivências dentro da aldeia, fortalecendo a conexão dos estudantes com o território e os saberes tradicionais relacionados à natureza.
O encerramento aconteceu com uma celebração coletiva marcada pela preparação de comidas típicas e a exposição de todos os materiais produzidos ao longo das oficinas, reunindo estudantes, professores, famílias e comunidade em um momento de troca, pertencimento e fortalecimento cultural.
Para Leidiane Muvensa Bernardo, 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio noturno, o reconhecimento nacional conquistado a partir das iniciativas desenvolvidas na escola foi uma surpresa. Ela foi uma das estudantes escolhidas para ir até Brasília com a diretora, representando o colégio. “Estou muito feliz, acho que vai ser uma experiência muito boa. Feliz também por ter sido escolhida para representar a nossa escola e poder contar como surgiu esse projeto e como impactou a relação entre a comunidade e a nossa escola. Vai ser ótimo”, afirma.
Fonte: Governo PR
Paraná
Servidor da Sesp já alcançou 1 milhão de jovens com palestras antidrogas
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) conta com uma unidade executiva exclusiva para a formulação e execução de políticas públicas de enfrentamento ao uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas no Estado. O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) atua nos eixos de educação e prevenção, tratamento e reinserção social, essenciais para a efetividade dessas políticas.
Para que a mensagem alcance o maior número possível de paranaenses, as palestras são fundamentais. É nesse contexto que se destaca o servidor da secretaria José Augusto Soavinski. Abnegado, que já ministrou mais de duas mil palestras pelo Paraná desde que ingressou na Sesp, em 2015. E, aos 74 anos, não pretende parar tão cedo.
Soavinski sempre esteve ligado à Igreja Católica e fez do combate às drogas sua missão. Aos 38 anos, foi hospitalizado com um grave quadro de leptospirose e chegou a ouvir que tinha poucas chances de sobrevivência. “Fui desenganado pelos médicos do Hospital Cajuru, em Curitiba”, conta. Durante os três meses de internamento, conheceu dependentes químicos em tratamento, que participavam de orações na capela do hospital.
A partir desse contato, Soavinski diz ter percebido que tinha uma missão, que se tornaria seu propósito de vida. Recuperado e atuante na Pastoral da Sobriedade, passou a se voluntariar na realização de palestras em colégios e reuniões comunitárias de bairros de Curitiba. “Eu xerocava materiais sobre prevenção e usava um retroprojetor que mantinha no porta-malas do meu carro para auxiliar nas palestras”, relembra.
Em 1998, criou um programa na Rádio Capital de Curitiba para difundir a mensagem da sobriedade e alertar sobre os riscos do uso de drogas. Na Rádio Clube, conheceu o apresentador Algaci Tulio e, com ele, produziu peças de teatro com a temática do combate aos entorpecentes. Na emissora, também conheceu o padre Reginaldo Manzotti e o radialista Laércio Men, de quem recebeu incentivo para expandir as palestras. “Senti que precisava percorrer todo o Estado”, diz.
As viagens começaram com recursos próprios, provenientes de seu trabalho como economista, e com seu carro, que chegou a rodar 100 mil quilômetros em apenas um ano. “Fazia os contatos com as prefeituras por telefone e visitava os municípios sozinho”, conta. Na época, com o orçamento apertado, contava com a solidariedade de voluntários para custear alimentação e hospedagem.
O servidor estima que, na primeira fase, antes de ingressar na secretaria, realizava cerca de 200 palestras por ano. “Depois, com o aumento da demanda, em 2024 realizei 240 palestras”, afirma. Em cerca de 30 anos de atividade, ele calcula ter alcançado mais de um milhão de jovens com a mensagem de conscientização. O apoio da Igreja Católica sempre foi fundamental. “A Pastoral da Sobriedade foi uma porta que se abriu para as comunidades terapêuticas”, destaca.
Soavinski é um entusiasta das organizações independentes que acolhem pessoas em situação de dependência química. “Atendo o telefone a qualquer hora para conversar, orientar e encaminhar jovens às comunidades terapêuticas”, afirma.
Ele é membro do Rotary Club e também atua em parceria com o Lions Club, que possui capilaridade em todo o estado, contribuindo para a formação de novos multiplicadores de sua mensagem. Soavinski também é técnico em segurança do trabalho e, nessa área, ministra palestras no chamado “chão de fábrica”, voltadas a profissionais em situação de vulnerabilidade.
As palestras sempre foram gratuitas. “Qualquer instituição pode solicitá-las sem custo”, diz. Construtoras, empresas do setor automobilístico e sindicatos estão entre os interessados mais frequentes, por reunirem grande número de trabalhadores, cada um com sua própria trajetória de vida.
Os projetos mantidos pelo Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) também são espaços para as palestras. O programa É Sobre Isso, da Sesp, percorreu 40 escolas de ensino fundamental e médio apenas em 2026. A realidade de muitos lares aparece nesses encontros. “As crianças já têm conhecimento do problema, por casos em casa com pais, irmãos ou vizinhos”, relata o palestrante.
Outro projeto da Sesp, o Vida Nova, leva a conscientização a presídios masculinos e femininos e casas de custódia no Paraná. Ativista antidrogas, Soavinski também fala a caminhoneiros e suas famílias sobre os riscos do uso de drogas nas estradas. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e o Detran Paraná são parceiros na iniciativa.
Soavinski já presidiu o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Bacacheri, em Curitiba. Para ele, os grupos de bairro são fundamentais para disseminar a mensagem de combate às drogas, que também alcança, com o apoio das comunidades, pessoas em situação de rua.
Ele já foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e pelo Movimento Pró-Paraná, além de ter recebido o título de Companheiro Paul Harris, uma das mais altas honrarias do Rotary International.
Para o servidor da Sesp, perceber que os jovens o ouvem e multiplicam a mensagem é recompensador. “Não é técnica, é emoção e motivação”, resume, ao explicar o poder transformador das palestras. Às famílias, Soavinski deixa um recado direto e profundo sobre a importância do acolhimento nos momentos mais difíceis: “Me ame quando menos mereço, pois é quando eu mais preciso”.
PALESTRAS – O CEPSD disponibiliza palestras gratuitas sobre prevenção ao uso e abuso de drogas para instituições públicas e privadas em todo o Paraná. As solicitações devem ser feitas exclusivamente pelo site www.politicasobredrogas.pr.gov.br e são avaliadas conforme a disponibilidade da equipe. A confirmação ocorre por canais institucionais, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (41) 3313-1646.
CEPSD – O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (CEPSD) é a unidade da Secretaria da Segurança Pública responsável por planejar, coordenar e executar as políticas públicas sobre drogas no Paraná. Alinhado às diretrizes nacionais e internacionais, atua nos eixos de prevenção, tratamento, reinserção social e redução da oferta e da demanda, além de orientar ações nos municípios. A atuação integrada com diferentes setores reforça a efetividade das políticas públicas e a prevenção ao uso e abuso de drogas no Estado.
Fonte: Governo PR
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