Agro
Agritech encerra Agrishow 2026 com alta de 10% em negócios e reforça otimismo no agronegócio brasileiro
A Agritech concluiu sua participação na Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), com desempenho positivo e alta de 10% em negócios e intenções de compra. O resultado foi impulsionado pelos lançamentos apresentados na feira e pelo aumento da demanda de pequenos e médios produtores, especialmente ligados à agricultura familiar.
O evento ocorreu entre 27 de abril e 1º de maio e é considerado uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, funcionando como referência para tendências e expectativas do mercado ao longo do ano.
Agritech supera média da feira e avança em cenário desafiador
Enquanto a Agritech registrou crescimento, o balanço geral da Agrishow 2026 apontou retração de 22% em comparação à edição anterior, segundo a organização do evento. O contraste evidencia a capacidade da empresa de se destacar mesmo em um ambiente mais cauteloso para investimentos no setor.
De acordo com a companhia, o desempenho positivo está relacionado à oferta de soluções alinhadas às necessidades reais do produtor rural, com foco em eficiência operacional e tecnologia acessível.
Lançamentos voltados à agricultura familiar impulsionam resultados
A participação da Agritech na feira foi marcada pelo lançamento de uma nova linha de tratores compactos, incluindo os modelos AGT-75 Compacto e 1185 Compacto, disponíveis nas versões com e sem cabine.
Entre os principais destaques dos novos equipamentos estão:
- Design atualizado e nova padronização de cores
- Painel digital
- Novo eixo dianteiro
- Aumento de 25% na capacidade do tanque de combustível
- Tomadas elétricas, faróis em LED e entradas USB e USB-C
- Suporte para celular integrado
Outro lançamento apresentado foi o AGT 25 Cabinado, desenvolvido para pequenas propriedades e culturas de espaçamento reduzido, com foco em conforto, versatilidade e desempenho no campo.
Estratégia da Agritech aposta em tecnologia acessível
Segundo a empresa, o objetivo dos lançamentos é ampliar a eficiência no campo sem perder de vista a realidade da agricultura familiar, segmento considerado estratégico para o crescimento da marca.
“Mais do que lançar novos produtos, buscamos entregar soluções que façam sentido na rotina do pequeno e médio produtor, com tecnologia aplicada de forma prática e acessível. Essa nova geração de tratores representa a evolução de um trabalho construído ao longo de 25 anos de atuação da empresa”, afirmou o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.
Perspectivas para o setor
O resultado da Agritech na Agrishow 2026 reforça a tendência de busca por máquinas mais eficientes, compactas e adaptadas às demandas da agricultura familiar, mesmo em um cenário de maior cautela nos investimentos do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.
Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.
Commodities e agronegócio puxam queda do IPA
O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.
Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.
No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:
- Cana-de-açúcar;
- Café em grãos.
De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.
Matérias-primas registram maior recuo
Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.
Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.
O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.
Inflação ao consumidor perde força
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.
Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:
- Habitação;
- Alimentação;
- Saúde e Cuidados Pessoais;
- Transportes;
- Vestuário.
A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.
Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.
Construção civil mantém pressão sobre custos
Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.
O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.
Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.
Cenário favorece controle da inflação
O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.
Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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