Agro
Bolsas globais avançam, Ibovespa dispara mais de 2,5% e dólar recua com melhora do ambiente externo
O mercado financeiro iniciou a semana em clima de forte otimismo. As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta segunda-feira (29) em alta, impulsionadas principalmente pelos setores de saúde, consumo e tecnologia, enquanto o mercado brasileiro acompanhou o movimento positivo. O Ibovespa abriu com valorização superior a 2,5%, sustentado pelo desempenho das ações do setor financeiro e do varejo, ao mesmo tempo em que o dólar voltou a perder força frente ao real.
O cenário internacional também favoreceu os investidores, com uma rotação de recursos para segmentos considerados mais descontados, ampliando o movimento comprador para além das empresas ligadas à inteligência artificial.
Bolsas asiáticas encerram o dia em forte alta
Na Ásia, os investidores ampliaram as compras em ações dos setores de saúde, consumo básico e semicondutores, refletindo uma diversificação das apostas após meses de forte valorização das empresas ligadas diretamente à inteligência artificial.
Na China continental, o índice de Xangai (SSEC) encerrou o dia com avanço de 1,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,21%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou ganho de 1,57%, impulsionado principalmente por empresas de tecnologia, consumo e saúde.
O índice de saúde do CSI300 disparou 6,3%, registrando sua maior valorização desde outubro de 2024, enquanto o setor de consumo básico avançou 3,4%, melhor desempenho em cinco meses.
Outro destaque foi o índice STAR 50, voltado para empresas de tecnologia, que saltou 4,6%, liderado pelas fabricantes de semicondutores. O movimento ganhou força após a fabricante chinesa de memórias CXMT anunciar um contrato de fornecimento superior a 20 bilhões de yuans com a Tencent Holdings, reforçando as perspectivas para toda a cadeia de chips no país.
Entre os demais mercados asiáticos, o desempenho foi misto:
- Japão (Nikkei): +0,15%
- Coreia do Sul (Kospi): -0,20%
- Taiwan (Taiex): +0,96%
- Singapura (Straits Times): +0,33%
- Austrália (S&P/ASX 200): +0,68%
Mercado brasileiro acompanha o bom humor internacional
Na abertura do pregão desta segunda-feira, o Ibovespa registrava forte valorização de 2,51%, operando na faixa dos 173.569 pontos, refletindo a melhora do ambiente externo e a expectativa dos investidores em relação aos indicadores econômicos domésticos.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial recuava 1,01%, sendo negociado próximo de R$ 5,10, movimento favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro para mercados emergentes e pela redução da aversão ao risco global.
O mercado brasileiro também acompanha a divulgação do Boletim Focus, além das expectativas para os próximos indicadores de inflação e atividade econômica.
Setores financeiro e varejista lideram os ganhos na B3
Entre as ações de maior liquidez na abertura do pregão, o destaque ficou para os setores financeiro e de consumo.
As maiores movimentações foram:
- Itaú Unibanco (ITUB4): +1,29%
- B3 (B3SA3): +2,12%
- Localiza (RENT3): +1,77%
- Lojas Renner (LREN3): +3,10%
Na outra ponta, empresas ligadas a commodities apresentavam desempenho mais moderado.
A Petrobras (PETR4) recuava 1,01%, refletindo a acomodação dos preços internacionais do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) operava em leve baixa de 0,65%. Já a Suzano registrava queda mais acentuada, de 4,50%, acompanhando ajustes no mercado internacional de celulose.
Bolsas globais reforçam cenário positivo para ativos de risco
O desempenho positivo das bolsas asiáticas reforça um ambiente de maior apetite ao risco entre os investidores globais. A migração de recursos para setores de saúde, consumo e tecnologia amplia o movimento iniciado nas últimas semanas, reduzindo a concentração dos investimentos exclusivamente nas empresas ligadas à inteligência artificial.
No Brasil, esse cenário internacional mais favorável contribui para a valorização da Bolsa e para o fortalecimento do real frente ao dólar, especialmente com o avanço das ações do setor financeiro e do varejo, beneficiadas pela expectativa de um ambiente de juros mais favorável.
Os investidores seguem atentos aos próximos indicadores econômicos no Brasil e no exterior, que deverão definir o ritmo dos mercados ao longo da semana, em um ambiente ainda marcado pela expectativa sobre política monetária, crescimento global e comportamento das commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.
Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.
Commodities e agronegócio puxam queda do IPA
O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.
Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.
No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:
- Cana-de-açúcar;
- Café em grãos.
De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.
Matérias-primas registram maior recuo
Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.
Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.
O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.
Inflação ao consumidor perde força
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.
Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:
- Habitação;
- Alimentação;
- Saúde e Cuidados Pessoais;
- Transportes;
- Vestuário.
A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.
Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.
Construção civil mantém pressão sobre custos
Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.
O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.
Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.
Cenário favorece controle da inflação
O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.
Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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