Connect with us


Agro

Manejo Integrado da Soja: estudo demonstra aumento de até 7 sacas por hectare com bioinsumos e proteção biológica

Publicado em

A técnica de Construção da Produtividade, desenvolvida pela Agrocete, mostra que o manejo integrado da soja — combinando bioinsumos, reforços nutricionais e proteção biológica em todas as fases do ciclo — pode aumentar a produtividade em mais de 7 sacas por hectare. O método também contribui para reduzir nematoides e doenças de solo, reforçando a rentabilidade e a eficiência da lavoura.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/25 de soja no Brasil deve atingir 169,6 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. Entretanto, a oleaginosa enfrenta riscos como doenças de solo, ataques de nematoides, clima adverso e manejo inadequado, tornando essencial a adoção de práticas integradas.

Três pilares do manejo integrado

A Construção da Produtividade baseia-se em três eixos principais:

1. Plantio, Vigor e Enraizamento

Aplicação de soluções biológicas em sementes e sulcos, reforços nutricionais e compostos orgânicos que promovem enraizamento vigoroso, fixação de nitrogênio, maior tolerância a estresses e controle biológico de pragas e doenças.

2. Arranque e Força no Crescimento

Combinação de estímulos fisiológicos, proteção biológica e reforços nutricionais para plantas mais robustas, ramificadas e resistentes a estresses bióticos e abióticos, garantindo acúmulo de energia e assimilados essenciais para o desenvolvimento dos grãos.

Leia mais:  Green Farm Cuiabá segue até sábado trazendo inovação e o MT tem de melhor

3. Tecnologia de Aplicação

Garantia de eficácia das soluções aplicadas no campo, potencializando o efeito dos bioinsumos, fertilizantes e defensivos agrícolas por meio de aplicação correta de adjuvantes.

“O manejo integrado antecipa as necessidades da lavoura, fortalecendo cada etapa do desenvolvimento para reduzir riscos e maximizar recursos investidos”, explica Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.

Resultados em campo comprovam eficácia do manejo

Dois estudos recentes validaram a técnica durante a safra 2024/25:

  • Fazenda Mutuca, Arapoti (PR):
    • Manejo completo com produtos da linha GRAP aumentou a produtividade em 14,8 sacas por hectare (+26,5%) em comparação à área testemunha.
    • Melhorias na estrutura da planta: vagens mais pesadas (+46% a +60%), mais vagens (+7,4% a +12,1%), mais grãos por planta (+7,8% a +8,8%) e maior diâmetro de haste e ramos laterais, permitindo maior sustentação de carga.
    • Ganhos econômicos de 8,35% em relação ao padrão da fazenda.
  • Instituto Goiano de Agricultura (IGA), Montividiu (GO):
    • A combinação de BIOSTAT (bionematicida) e BeesTRIC (biofungicida) elevou a produtividade de 47,8 para 54,57 sacas por hectare (+14,15%).
    • Peso de mil grãos aumentou 3,9% e doenças de final de ciclo, como crestamento foliar e mancha-parda, tiveram menor impacto, com redução de severidade em 57,4%.
    • Nematoides Helicotylenchus spp. diminuíram 49% no solo aos 45 dias e 36% aos 75 dias, mantendo efeito positivo até o fim do ciclo.

“Integrar bionematicidas e biofungicidas permite controle eficiente de nematoides e fungos, reduzindo doenças e fortalecendo a planta desde o início do ciclo”, afirma Weder Nunes Ferreira Junior, pesquisador do IGA.

Sustentabilidade e inovação tecnológica

A Construção da Produtividade também prioriza sustentabilidade, preservando a microbiota do solo, reduzindo defensivos químicos e aumentando a resiliência das lavouras.

Leia mais:  Mercado do boi mantém estabilidade com exportações fortes e oferta elevada, aponta Itaú BBA

Atualmente, quase metade dos produtos da Agrocete é classificada como sustentável, representando 76% das vendas no Brasil em 2024.

A empresa investe R$ 11 milhões em nova planta para produção de biodefensivos e destina 5% do faturamento anual em P&D, com previsão de lançamento de oito novos produtos biológicos até 2027.

“Com a nova planta e os lançamentos previstos, ampliamos a oferta de produtos biológicos inovadores e sustentáveis, atendendo às demandas do mercado de forma consistente”, destaca Andrea Giroldo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Published

on

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia mais:  Preços firmes impulsionam negociações no mercado brasileiro de café
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia mais:  Dia Nacional da Cachaça celebra tradição brasileira e reconhecimento internacional

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262