Brasil
Silveira afirma que irá trabalhar junto ao Senado Federal para acelerar aprovação da Política de Minerais Críticos
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, classificou a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), nesta quarta-feira (6/5), pela Câmara dos Deputados, como um passo decisivo para o fortatecimento da soberania nacional ao povo brasileiro em um dos setores mais importantes da economia no atual cenário internacional. Silveira afirmou que irá trabalhar diretamente na articulação junto aos senadores para acelerar a aprovação da proposta, que segue para apreciação do Senado Federal.
De autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros, o Projeto de Lei 2780/24 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e contemplou diversas propostas do governo brasileiro.
“Ao transformar esses recursos em eixo de uma política de Estado, o Brasil, liderado pelo presidente Lula, sinaliza que não pretende ocupar apenas o papel de exportador de matéria-prima bruta, mas também ampliar sua capacidade industrial e tecnológica. O Brasil dá um recado claro: suas riquezas naturais devem servir prioritariamente aos interesses do povo brasileiro, à modernização da economia e à afirmação da soberania nacional em um cenário internacional cada vez mais competitivo. Fizemos um grande trabalho junto ao relator, deputado Arnaldo Jardim, para que a exploração mineral estivesse alinhada aos interesses nacionais e, agora, vamos trabalhar pela aprovação do projeto no Senado Federal preservando essas medidas que trazem avanços fundamentais para o país”, afirmou Silveira.
Uma das medidas que teve participação e atende à preocupação do Ministério de Minas e Energia traz justamente a previsão de investimento obrigatório em PD&I (pesquisa, desenvolvimento e inovação) ao longo da cadeia de minerais críticos e estratégicos. A lógica, segundo Silveira, segue caminho semelhante ao já adotado em outros setores acompanhados pelo MME. No setor elétrico, empresas reguladas destinam recursos obrigatórios a PD&I e eficiência energética. Em petróleo e gás, contratos regulados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também preveem investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
“Queremos estimular à agregação de valor dentro do território brasileiro, incentivando à pesquisa tecnológica, a atração de investimentos em processamento industrial e o fortalecimento da capacidade nacional de inovação. Tudo isso vai contribuir para a geração de empregos qualificados, expansão industrial e fortalecimento da posição brasileira nas cadeias estratégicas mundiais”, reforçou o ministro.
A medida busca estimular o avanço tecnológico, ampliar a capacidade nacional de processamento mineral e fortalecer a articulação entre empresas, universidades e centros de pesquisa. O texto também cria condições para formação de mão de obra especializada, apoio à capacitação técnica e fortalecimento do ecossistema nacional de inovação voltado ao setor mineral.
Avanços
A proposta avança ao enfrentar um tema que há muito vinha sendo trabalhado pelo Ministério de Minas e Energia: a estruturação de garantias adequadas para viabilizar novos investimentos no setor. Nesse contexto, o aperfeiçoamento das regras relacionadas ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com previsão de contribuições escalonadas e mecanismos mais compatíveis com a maturação dos projetos minerais, cria condições mais equilibradas para o desenvolvimento de empreendimentos estratégicos, especialmente nas fases iniciais de operação. A medida contribui para reduzir riscos, ampliar a atratividade dos investimentos e fortalecer o ambiente de negócios da cadeia mineral brasileira.
O MME também apoiou a construção dos instrumentos de incentivo fiscal e tributário previstos no texto, por reconhecer sua relevância para estimular o beneficiamento, a transformação mineral e a industrialização no território nacional. A avaliação é de que a competitividade internacional do setor exige mecanismos capazes de incentivar investimentos de longo prazo, ampliar a capacidade de processamento mineral no Brasil e fortalecer a inserção do país nas etapas de maior valor agregado das cadeias globais.
De acordo com o ministro, com esses avanços — aliados aos instrumentos de PD&I, agregação de valor, formação de mão de obra e fortalecimento industrial — o Brasil dá passos importantes para viabilizar o desenvolvimento sustentável e competitivo da cadeia de minerais críticos e estratégicos, consolidando capacidades nacionais em setores essenciais para a economia e para a transição energética.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal
Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).
“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.
Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.
“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

- Pesca Artesanal
O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.
Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.
Valorização dos trabalhadores
A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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