Brasil
Cemaden amplia monitoramento e inclui 162 cidades na rede de alertas
A rede brasileira de monitoramento de desastres deu um salto com a inclusão de mais 162 cidades no sistema do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O aumento amplia a capacidade de gestão de riscos e prepara melhor as unidades federativas para agir antes do desastre.
Parte das ações do Cemaden no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC – Fase 1), a incorporação inclui locais com alta vulnerabilidade a desastres geo-hidrológicos como deslizamentos de terra, enxurradas e inundações. Os estados com maior adição de municípios são Santa Catarina (SC), Bahia (BA), Minas Gerais (MG) e Pernambuco (PE).
Agora, o total passou de 1.133 para 1.295 municípios que contam com os equipamentos para monitoramento de chuvas, conhecidos tecnicamente como pluviômetros automáticos, fundamentais para acompanhar os eventos extremos de chuva e a emissão de alertas de riscos de desastres. A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, explica que o incremento de cidades é fundamental, principalmente diante do crescimento na frequência e intensidade de chuvas, que traz, como consequência, o aumento de casos de deslizamentos de terra, enxurradas, inundações e alagamentos.
“Quando os eventos climáticos extremos ocorrem e as vulnerabilidades são altas, tem-se a ocorrência de desastres que culminam em significativos impactos sociais, econômicos, estruturais e ambientais. Mitigar os impactos, reduzir os danos decorrentes desses acontecimentos e adaptar-se ao novo regime climático é cada vez mais fundamental”, avalia.
Como funciona a expansão
As cidades incluídas na expansão atual foram selecionadas pelo Cemaden a partir de uma lista prioritária definida pelo Governo do Brasil, que considera risco climático, vulnerabilidade urbana e histórico de desastres. A elaboração é da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, da Casa Civil. Para funcionar, esse monitoramento depende de duas coisas: mapas de risco — feitos pelo Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia — e equipamentos que medem chuva (instalados pelo próprio Cemaden).
Dessa forma, a ampliação da rede observacional foi possível por meio da inclusão do centro de monitoramento no Novo PAC que, desde o início do programa, em 2023, destina recursos iniciais para a aquisição e instalação dos equipamentos de monitoramento. O número maior de pluviômetros gera mais dados, maior precisão e culmina em melhores alertas.
Apesar dos ganhos vindos junto da expansão, o número maior de pluviômetros e de cidades monitoradas faz com que o volume de dados aumente. Para gerenciar o crescimento, os recursos estão sendo aplicados na construção de um novo datacenter. Com mais R$ 60 milhões previstos, o Cemaden quer chegar a monitorar todas as cidades brasileiras consideradas de risco para desastres como enchentes e deslizamentos. Do total de municípios brasileiros, 2.095 são considerados de risco.
Cemaden
O Cemaden monitora áreas de risco em todo o País e emite alertas de desastres naturais para os órgãos de Defesa Civil. A atuação é baseada em dados em tempo real e modelos que permitem prever ocorrências como deslizamentos, enxurradas e inundações, antecipando impactos sobre a população, a infraestrutura e o meio ambiente.
O centro também desenvolve pesquisas para aprimorar a qualidade dos alertas e subsidiar ações de prevenção e mitigação de desastres. Além disso, monitora os impactos das secas em setores estratégicos e produz previsões diárias de risco de incêndios florestais, apoiando ações de resposta em todo o território nacional.
Desde 2014, o Cemaden mantém o Programa Cemaden Educação para a difusão do conhecimento científico e a mobilização de comunidades, escolas e instituições locais para a redução de riscos e vulnerabilidades a desastres.
Brasil
‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Vila Flores (RS) é um dos destinos brasileiros na disputa
Os atrativos de um dos refúgios mais autênticos da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, colocaram a região no radar do turismo internacional. O município de Vila Flores é um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’, concedido pela ONU Turismo. A iniciativa reconhece locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.
Situada a apenas 170 quilômetros da capital, Porto Alegre, a cidade aposta em uma receita que alia hospitalidade comunitária, cenários de tirar o fôlego e um mergulho no legado dos imigrantes italianos.
O ponto alto do turismo regional atende pelo nome de Filó Italiano. A tradicional celebração reúne moradores e visitantes em jantares repletos de cantoria, religiosidade e gastronomia típica, rendendo à cidade o título oficial de Capital Estadual do Filó.
Caminhar por Vila Flores é como folhear um livro de história ao ar livre. A herança dos pioneiros europeus se faz presente em cada esquina, por meio de capelas centenárias, igrejas que guardam a fé dos primeiros colonos, além de casarões e construções históricas meticulosamente preservados.
Para além da cultura, o município compõe um santuário ecológico. Inserida na zona de influência da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, a região encanta com paisagens desenhadas por araucárias, como na Floresta Ombrófila Mista, vales fotogênicos, vinhedos e nascentes puras, tornando-se o cenário ideal ao ecoturismo e ao descanso.
A cidade integra a rota regional Termas e Longevidade. Quem visita Vila Flores também pode conferir o Complexo Vila Capuchinhos, as vivências artísticas da L’Arte Ceccato e o místico circuito Terra da Fé, Pão e Vinho, que traduz com perfeição a essência dessa joia gaúcha.
A seleção dos concorrentes
As localidades que disputam o selo internacional foram escolhidas pelo Ministério do Turismo (MPor), após a seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura (cultivo e manejo de florestas), pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.
O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.
Sobre o Selo
Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).
A Rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com a técnica arquitetônica trazida por imigrantes alemães, em que estruturas de madeira são construídas sem pregos ou parafusos, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Já Antônio Prado é referência na preservação da herança da imigração italiana no Brasil. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.
Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:
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Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.
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Araçá (Porto Belo/SC): com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.
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Delfinópolis (MG): integrante da região da Serra da Canastra, o município alia turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é reconhecido pelas inúmeras cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da tradição na produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra, produtos que reforçam a identidade local e enriquecem a experiência dos visitantes.
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Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.
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Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura, associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.
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São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao Ciclo do Café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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