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Salão do Turismo debate diretrizes da Film Commission Nacional e o potencial do cinema como motor do setor

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O Brasil aposta no audiovisual como um forte impulsionador do turismo, usando filmes e séries para exportar o que há de melhor nos nossos destinos. Essa é a premissa do espaço dedicado às Film Commissions na 10ª edição do Salão do Turismo. O evento, maior vitrine do setor no país, acontece entre os dias 7 e 9 de maio, em Fortaleza (CE), e tem entrada gratuita.

As comissões de filmes (Film Commissions) são entidades focadas em atrair produções audiovisuais para uma determinada região, facilitando as filmagens e atuando como ponte entre produtoras e governos locais. Elas trabalham ativamente na desburocratização de autorizações e no apoio logístico.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a estruturação dessas comissões é estratégica para impactar a indústria do cinema e a economia no Brasil. “Cada produção que escolhe o Brasil como cenário movimenta cadeias inteiras da economia. A Film Commission organiza esse processo, reduz a burocracia e torna o país mais competitivo no mercado global do audiovisual”, avaliou.

Na programação do Salão, os visitantes poderão conferir palestras sobre a importância do audiovisual, os preparativos do Governo Federal para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 e casos de sucesso de comissões de filmes nas esferas estadual e municipal, no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Série “Turismo Transforma”

A agenda da sala Film Commission tem início na quinta-feira (7), às 16h, com a abertura da mostra de filmes da Embratur, que compõem a série “Turismo Transforma”. Ao todo, serão exibidos 21 minidocumentários, que exploram histórias reais de moradores, empreendedores e comunidades.

As produções, que têm duração de três a 25 minutos, mostram o potencial do turismo na valorização da diversidade, no resgate histórico e na preservação de patrimônios. Entre os temas abordados estão a sustentabilidade, o afroturismo, a gastronomia local e a retomada econômica. Os curtas viajam por destinos como a Serra da Canastra (MG), o Círio de Nazaré (PA) e o Rio Grande do Sul, evidenciando o turismo como vetor de mudança social e ambiental.

As sessões acontecerão gratuitamente, no estande do Ministério do Turismo, com capacidade máxima para 20 pessoas por exibição.

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🗓️ Programação da sala Film Commission

Sexta-feira, 8 de maio

  • 10h às 11h30: Diretrizes da Film Commission Nacional (MinC, MTur, Ancine, Embratur)

  • 11h30 às 12h30: Palestra — Turismo de Telas: O audiovisual brasileiro como promotor do turismo

  • 15h às 17h: Mesa-redonda com o trade turístico — Preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (Participação da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Feminina do Ministério do Esporte)

  • 17h às 20h: Exibição de Filmes (Foco: Futebol)

Sábado, 9 de maio

  • 10h às 11h30: Film Commission nos Estados e Municípios — Casos de sucesso: Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro

  • 15h às 20h: Exibição de Filmes da série “Turismo Transforma”

 

🎬 Lista de filmes exibidos no estande do MTur:

  • Afro: Das Origens aos Destinos (25’45”): A influência africana na musicalidade, gastronomia, religiosidade e na formação do Recôncavo Baiano e de Salvador.

  • Favelas do Rio de Janeiro – Cap. I (11’59”): O protagonismo dos moradores dos morros da Mangueira e Santa Marta.

  • Favelas do Rio de Janeiro – Cap. II (12’00”): Um olhar para a Rocinha, Chapéu Mangueira e Babilônia, revelando potências culturais e econômicas.

  • Favelas do Rio de Janeiro – Cap. III (11’55”): Um mergulho no cotidiano dos Morros da Providência e do Vidigal e a potência do turismo de base comunitária.

  • A Magia do Oceano (21’15”): Histórias de brasileiros cujas vidas são moldadas pelo Atlântico, passando pela Festa de Iemanjá, em Salvador, e por Florianópolis.

  • Belo Horizonte: Destino Sustentável (15’38”): A capital mineira como destaque em sustentabilidade, inclusão social e economia criativa.

  • Noronha, Além do Paraíso (18’06”): Histórias de pescadores, guias e artistas que mantêm viva a cultura e os ecossistemas de Fernando de Noronha.

  • Rio Grande do Sul, Terra Que se Refaz (21’18”): O poder de transformação e superação proporcionado pelo turismo gaúcho, do litoral aos pampas.

  • Rios da Amazônia – Cap. I (6’00”): O manejo do pirarucu, o artesanato e os rituais indígenas em Santarém (PA) e Novo Airão (AM).

  • Rios da Amazônia – Cap. II (5’54”): Histórias de trabalhadores do Pará e Amazonas, que tiram seu sustento das águas e dos frutos da floresta.

  • Rios da Amazônia – Cap. III (6’32”): A cultura presente nos barcos amazônicos, desde os tradicionais “abridores de letras” até os turistas.

  • Rios da Amazônia – Cap. IV (7’41”): Um passeio pelos rios Tapajós, Amazonas e Negro, destacando a sustentabilidade e os saberes ribeirinhos.

  • Trilhos do Samba – Cap. I (12’29”): O bairro de Oswaldo Cruz (RJ) como coração das rotas turísticas para quem quer conhecer a história do samba.

  • Trilhos do Samba – Cap. II (14’14”): Uma viagem pelas 16 estações de trem, que separam a Central do Brasil do berço do samba carioca.

  • Quilombo Kalunga II (5’34”): Em meio a cachoeiras da Chapada dos Veadeiros (GO), o Engenho II desponta como exemplo de turismo de base comunitária e resistência.

  • Turismo Gastronômico (6’00”): A história da Serra da Canastra e a produção de sua famosa e cobiçada iguaria mineira.

  • Turismo de Negócios e Eventos (3’50”): No Costão do Santinho (SC), o foco em como o setor de eventos é um agente rápido de transformação econômica.

  • Turismo Religioso (6’56”): Os festejos do Círio de Nazaré, no Pará, a maior manifestação católica do Brasil e Patrimônio Cultural da Humanidade.

  • Especial Afroturismo – Cap. 1, 2 e 3 (~5’ a 6’ cada): A produção mergulha na cultura afro-brasileira, revelando seu impacto positivo nas comunidades locais e seu papel vital no cenário turístico nacional.

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O evento

O Salão do Turismo será realizado pela primeira vez no Nordeste e reunirá toda a cadeia produtiva em um ambiente estratégico de promoção dos destinos nacionais, articulação e geração de negócios.

Os 26 estados e o Distrito Federal estarão representados. A programação é intensa e oferece atividades para o público em geral, empresários, gestores e estudantes. As mesas-redondas debaterão infraestrutura, acessibilidade, sustentabilidade, crédito, inovação digital, inteligência artificial e economia criativa.

Programe-se:

  • Data: 7 a 9 de maio

  • Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

  • Entrada: Gratuita e aberta ao público.

  • Credenciamento: Inscreva-se aqui

  • Como chegar: Confira as rotas aqui

  • Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade aqui

Por Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Pacto da vitivinicultura amplia compromisso com direitos trabalhistas e sustentabilidade da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta sexta-feira (26), em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul (RS), da reafirmação do Pacto da vitivinicultura, iniciativa que reúne entidades do setor produtivo em torno da promoção do trabalho decente, da garantia dos direitos trabalhistas e da adoção de boas práticas laborais em toda a cadeia produtiva da uva.

A cerimônia reuniu representantes da cadeia produtiva da vitivinicultura para renovar a adesão ao compromisso firmado em maio de 2023, que prevê o fortalecimento do diálogo social entre trabalhadores, empregadores e governo, além da construção de um ambiente produtivo sustentável e em conformidade com a legislação trabalhista.

Segundo o ministro Luiz Marinho, o Pacto tem papel estratégico ao estimular a adequação dos produtores às normas trabalhistas por meio do diálogo e da cooperação. “É um ato voluntário de adesão que busca adequar os agricultores à realidade trabalhista. Nós encontramos situações inadmissíveis que precisavam ser resolvidas. O Pacto busca assegurar o trabalho decente, dentro das normas trabalhistas e, por meio dele, construir entendimentos pelo diálogo, e não pela atuação apenas repressiva. É bom que temos aqui muitas entidades que desejam aderir ao Pacto, mas aquelas que continuarem a infringir as regras terão que responder à fiscalização trabalhista”, afirmou.

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A iniciativa é baseada no diálogo social tripartite, em uma agenda permanente de cooperação institucional e na construção de soluções voltadas ao aprimoramento das relações de trabalho no setor.

O representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), Eugênio Edevino Zanneti, destacou que os empregadores da cadeia produtiva buscam cumprir os compromissos estabelecidos no Pacto, mas defendeu o aprimoramento de mecanismos que considerem as características da realidade rural, especialmente dos agricultores familiares durante o período da safra, quando há maior demanda por mão de obra e desafios para o cumprimento das obrigações legais.

O coordenador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Glaucio Araújo Ribeiro, ressaltou a importância da construção conjunta entre instituições, produtores e trabalhadores. “Existem duas vias a escolher: a do diálogo, que é a que estamos oferecendo ao conversar com os produtores, ou a via da fiscalização. Queremos dialogar, mas seguimos a legislação e o que ela determina”, frisou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), Gabriel Bezerra Santos, destacou a importância dos Pactos como instrumentos de prevenção de conflitos e promoção da legalidade no setor. “Estamos evoluindo com os Pactos. Ele veio como um passo adiante na melhoria das condições de trabalho na cadeia da uva. Foi uma iniciativa acertada do governo para conscientizar os empregadores quanto à exploração, ao trabalho escravo e a outras distorções nas contratações rurais, principalmente no período da safra”, avaliou.

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O Pacto

O Pacto da vitivinicultura estabelece compromissos voltados à sustentabilidade da cadeia produtiva, ao respeito aos trabalhadores e à garantia dos direitos humanos, incluindo os fluxos migratórios que ultrapassam as fronteiras nacionais. A iniciativa busca promover relações de trabalho dignas e sustentáveis, fortalecer a imagem do Brasil, ampliar a segurança jurídica das atividades econômicas e contribuir para o reconhecimento do país como referência na promoção dos direitos humanos e do trabalho decente.

Entre os compromissos reafirmados pelas entidades estão a não utilização de mão de obra infantil; a prevenção e a erradicação do trabalho em condições análogas à escravidão; a disseminação de padrões, diretrizes e boas práticas aplicáveis ao setor; o fortalecimento do diálogo social tripartite; a formalização das relações de trabalho; a promoção da igualdade de oportunidades; e o enfrentamento de todas as formas de discriminação no ambiente laboral.

O acordo também prevê o incentivo à sustentabilidade social das cadeias produtivas rurais, com o objetivo de promover ambientes de trabalho seguros, saudáveis e respeitosos para trabalhadoras e trabalhadores da cadeia produtiva.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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