Economia
Programa E-commerce.BR estende inscrições até 25/5
Foi prorrogado para dia 25 de março o prazo para as inscrições no edital E-commerce.BR 2026, iniciativa que vai selecionar e premiar projetos que desenvolvam soluções que ampliem a presença de pequenos negócios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nas vendas on-line.
Lançado em parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o E-commerce.BR é a maior ação de fomento ao comércio eletrônico no país, com investimento, este ano, de R$ 3,9 milhões.
Nesta edição, o edital inova com a inclusão de microempreendedores individuais (MEIs) no público que será atendido pelas iniciativas apoiadas – antes, apenas micro, pequenas e médias empresas eram contempladas no documento. A ampliação do universo atendido integra o esforço de elevar a participação das três regiões nas vendas on-line do país, que se mantém abaixo da média nacional
Apesar de o comércio eletrônico brasileiro seguir em expansão, com R$ 225 bilhões movimentados em 2024 (crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior), a distribuição regional das vendas ainda é bastante concentrada nas regiões Sudeste e Sul.
Segundo dados do Observatório do Comércio Eletrônico do MDIC, o Sudeste lidera com 77,2% das vendas on-line, seguido pelo Sul (14,1%). O Nordeste, por sua vez, responde por 5,5%; o Centro-Oeste, por 2,5%; e o Norte por apenas 0,6%.
Redes de inovação
O edital tem como diferencial o estímulo à formação de redes de inovação. As propostas devem ser apresentadas por consórcios com, no mínimo, três instituições sem fins lucrativos, como universidades, associações, órgãos públicos e instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs), e a possibilidade de startups como parceiras tecnológicas.
As soluções podem abranger desde tecnologias até metodologias e serviços, desde que enfrentem desafios concretos do comércio eletrônico, como acesso a marketplaces, comunicação digital, logística, meios de pagamento, análise de dados e capacitação empresarial.
A seleção será realizada em três etapas. Inicialmente, 16 projetos serão escolhidos e passarão por um processo de aprimoramento metodológico com apoio técnico da ABDI. Em seguida, oito iniciativas avançam para a fase piloto, com execução de até seis meses e atendimento mínimo de 60 empresas. Nesta fase, os aportes do edital variam de R$ 345 mil a R$ 380 mil, a depender da colocação dos projetos.
Dos oito projetos, dois serão selecionadas para a etapa de escala, com novo aporte financeiro de R$ 500 mil para cada um e expansão de atendimento para pelo menos 120 empresas.
O novo prazo para inscrições no E-commerce.BR 2026 segue até as 16h do dia 25. Para acessar a página do programa, conhecer o edital e participar, clique aqui.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Transformação ecológica impulsiona investimentos, competitividade e desenvolvimento, afirma ministro
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participou nesta quinta-feira (2/7) da abertura do Brasil Mais Verde – 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Rio de Janeiro, e afirmou que a transformação ecológica representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a política industrial, ampliar investimentos e aumentar a competitividade da economia brasileira.
O fórum, realizado no edifício-sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reuniu representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo, especialistas e academia para debater estratégias capazes de posicionar o Brasil como protagonista da transformação ecológica, estimulando investimentos, inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável.
A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do MDIC), Julia Cruz, também participou da abertura do evento.
“O presidente Lula recriou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O Brasil ficou um tempo sem o MDIC, quando o mundo todo sabe que o desenvolvimento econômico, capaz de promover também desenvolvimento social, inclusão e distribuição de renda, tem que ter uma política industrial como o epicentro desse desenvolvimento. Ao recriar o MDIC, criou também a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria. Descarbonização e bioindústria são, talvez, os principais ativos que nós temos para incorporar à política industrial”, afirmou Márcio Elias Rosa.
Na abertura do fórum, o ministro ressaltou que a Nova Indústria Brasil (NIB) incorporou a descarbonização, a transição energética e a bioeconomia entre suas missões estratégicas, consolidando uma política industrial voltada ao fortalecimento da competitividade, da inovação e da sustentabilidade. Segundo ele, produzir no Brasil significa produzir com menor emissão de gases de efeito estufa, transformando a sustentabilidade em uma vantagem competitiva para a indústria nacional.
“O presidente Lula, quando lançou esse programa, reservou R$ 300 bilhões para fomentar a política industrial. Hoje, nós já temos R$ 710 bilhões contratados, e o BNDES acaba de anunciar mais R$ 140 bilhões para essa política industrial. Nós já tivemos, na missão voltada à bioeconomia, R$ 470 bilhões anunciados de investimentos e temos um potencial de mais R$ 380 bilhões em projetos associados à descarbonização e à bioeconomia”, destacou Márcio Elias Rosa.
Transformação ecológica
Durante o Brasil Mais Verde, o BNDES anunciou a segunda fase do ProFloresta+, iniciativa voltada à ampliação da restauração ecológica por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade.
A nova etapa pretende restaurar até 60 mil hectares em todos os biomas brasileiros, capturar aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO₂ e mobilizar até R$ 6 bilhões na compra de créditos de carbono, ampliando a escala da restauração florestal e fortalecendo a economia de baixo carbono.
Também foi lançado o edital Prospera Amazônia, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, que poderá investir até R$ 230 milhões para fortalecer negócios comunitários da sociobioeconomia em todos os estados da Amazônia Legal.
“O Fundo Amazônia voltou a operar com escala e capacidade de chegar aos territórios. O Prospera Amazônia é mais um passo nessa direção: apoiar quem produz conservando, fortalecer negócios comunitários e transformar a floresta em oportunidade concreta de renda, trabalho e desenvolvimento sustentável. A sociobioeconomia é uma agenda estratégica para o Brasil porque combina combate ao desmatamento, inclusão produtiva e valorização da biodiversidade”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Durante muito tempo, as agendas de meio ambiente e desenvolvimento foram tratadas como imiscíveis e o esforço que fizemos, por determinação do presidente Lula, foi de integrar essas agendas, sem que uma se sobrepusesse à outra. Essa construção é estruturante e começou na transição de governo, quando recriamos a Secretaria de Mudança do Clima, criamos a Secretaria de Bioeconomia e a Secretaria de Povos e Comunidades Tradicionais, e começamos a parceria fundamental com o BNDES”, ressaltou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
Desenvolvimento sustentável e competitividade
O Brasil Mais Verde integra os esforços do governo federal para acelerar a transformação ecológica da economia brasileira, promovendo soluções capazes de combinar crescimento econômico, inovação tecnológica, preservação ambiental e inclusão produtiva.
Ao reunir representantes do governo, instituições financeiras, empresas e especialistas, o fórum reforçou o compromisso do país com uma estratégia de desenvolvimento baseada na integração entre política industrial, sustentabilidade e inovação. A agenda também consolida o Brasil como um dos principais destinos para investimentos ligados à economia de baixo carbono, com potencial para gerar empregos, ampliar mercados e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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