Brasil
Imposto sobre Uber e Netflix: o que se sabe sobre a nova CPMF de Paulo Guedes
A possibilidade de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) levou, em setembro, à demissão do então secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Meses depois, porém, a ideia parece ter voltado a ser cogitada pelo governo – inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro.
Na última segunda-feira (16), o presidente afirmou que “todas as alternativas estão na mesa” quando se trata da reforma tributária. “Nós não queremos criar um novo tributo. A não ser que seja para extinguir outros e, assim mesmo, colocado junto à sociedade”, afirmou Bolsonaro.
A proposta da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, parece ser, justamente, substituir um tributo pelo outro. A intenção é aplicar um imposto sobre transações financeiras – nos moldes da antiga CPMF – para substituir os impostos que incidem sobre a folha de pagamento.
O que se sabe sobre uma possível nova CPMF
A ideia foi novamente apresentada pela equipe econômica na última quarta-feira (18). O próprio ministro Paulo Guedes explicou que a intenção é taxar transações digitais – o que, segundo ele, não constitui uma nova CPMF.
“A ideia de tributar não só consumo e renda, mas também transações, é algo que consideramos desde o início. Nunca foi a CPMF, sempre foi um tributo sobre transações”, explicou. “No Brasil, daqui a um ano será possível fazer pagamentos pelo celular, sem passar pelos bancos. Como vamos tributar essa transação digital?”, completou o ministro.
O “Jornal Nacional”, da TV Globo, questionou o Ministério da Economia a respeito de quais seriam essas transações digitais. A pasta respondeu, por meio de nota, que ainda estão sendo estudadas quais serão elas, mas afirmou que o imposto incidiria sobre a “nova economia digital e a digitalização do sistema financeiro”. Como exemplo, a nota citou serviços como o Uber e a Netflix, além de fintechs.
Mais tarde, em entrevista ao programa “Central Globo News”, Guedes explicou que a intenção é aumentar as bases para cobrança dos tributos. “Se tivermos três bases estáveis [consumo, renda e transações financeiras], as alíquotas podem ser bem mais baixas. Sempre investigamos essa possibilidade, principalmente considerando que a cobrança de imposto sobre folha de pagamento é muito cruel e perversa”, explicou o ministro.
“As declarações foram comemoradas por Marcos Cintra – entusiasta do imposto sobre transações, que acabou deixando o cargo de secretário especial da Receita justamente por ter falado na recriação da CPMF.
Presidente da Câmara já descartou aprovação de novo imposto
As propostas do governo de alteração do sistema tributário devem ser encaminhadas diretamente à Comissão Mista criada no Congresso para debater o tema. Isso porque já estão em tramitação duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema – uma no Senado e outra na Câmara – e o próprio Guedes admite que seria improdutivo colocar mais uma PEC em debate.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), porém, sinalizou nesta quinta-feira (19) que a criação de um novo tributo como a CPMF não deve ser aprovado no Legislativo.
“Pode dar o nome que quiser, mas a criação de um novo imposto sobre transações financeiras não vai passar pelo Congresso”, disse.
As propostas de alteração no sistema tributário formuladas pelo governo devem incluir a criação de um imposto sobre valor agregado federal; a transformação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em um tributo seletivo; alterações no Imposto de Renda; e a desoneração da folha (etapa em que está prevista a criação da nova CPMF).
Brasil
MPor apresenta avanços conquistados na infraestrutura nacional em evento promovido pelo BNDES
Em evento no Rio de Janeiro, o secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reforçou os recordes alcançados nos setores portuário, aeroportuário e de navegação, que consolidam o Brasil como hub logístico global. A participação ocorreu nesta segunda-feira (9), durante o “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura”, organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O debate concentrou-se nos desafios e oportunidades para manter o ritmo de investimentos em infraestrutura no país.
Participaram do evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ministro das Cidades, Jader Filho, e o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.
Em 2025, o país atingiu a marca de 1,35 bilhão de toneladas movimentadas nos portos e registrou um aumento de 30 milhões de passageiros em aeroportos, na comparação com o início de 2022. “Esses números refletem, de fato, esse superciclo de investimentos em infraestrutura em nosso país, que se traduz em crescimento econômico, integração territorial, oportunidade de geração de emprego e renda e, principalmente, mais qualidade na oferta de serviços aos brasileiros”, afirmou Franca.
O secretário listou os pilares fundamentais para sustentar esse ciclo: segurança jurídica, planejamento de longo prazo, financiamento inteligente e diversificado, e por fim, eficiência operacional com inovação contínua. Como exemplos de ações do MPor nessa direção, citou a carteira de concessões do ministério, que este ano deve realizar 40 leilões de aeroportos e portos, além da primeira concessão hidroviária do Brasil, e a iniciativa de implantação da biometria para embarque em aeroportos, iniciativas que visam à eficiência, redução de filas e maior segurança.
Já o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, destacou a importância do setor portuário e aeroportuário para a economia, ressaltando os novos investimentos para os aeroportos brasileiros, com destaque para o Aeroporto de Congonhas e no investimento tecnológico de navios, afirmando que “90% do comércio mundial se faz por navios”.
Sustentabilidade
Tomé Franca salientou que investimentos em infraestrutura devem interagir com políticas de sustentabilidade. “Não se pode mais falar de investimentos em infraestrutura sem, de fato, dialogar com questões ambientais, sociais e de governança. Esses pilares são desafios que precisamos enfrentar para vivenciar um próximo ciclo de investimento”, pontuou.
Ao final de sua participação, o secretário executivo resumiu a visão que orienta as políticas do ministério: “Infraestrutura não é apenas obra, é desenvolvimento, integração e oportunidade para milhões de brasileiros”. A declaração reforça o objetivo de transformar os investimentos recordes em benefícios coletivos e alinha a agenda do MPor com o propósito central do evento, atrair investimentos e fazer do setor de portos e aeroportos um dos principais motores do desenvolvimento econômico nacional.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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