Economia
Cooperativas de reciclagem no DF ganham reforço de 10 caminhões do Governo Federal
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) entregaram, nesta quinta-feira (4/9), dez caminhões para a Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Entorno (Centcoop). A ação faz parte do programa Coopera+, lançado em maio deste ano, com o objetivo de fortalecer a industrialização da cadeia da reciclagem no DF e entorno.
Na cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a importância da economia circular para a sociedade.
“Tem uma importância ambiental, o trabalho da coleta. Uma importância ambiental, ao invés de ir para o aterro sanitário, volta para a indústria. Então isso ajuda o meio ambiente. Depois tem a importância social, porque está gerando renda, trabalho, organizando a população. E tem importância econômica”, ressaltou o Alckmin. Ao todo, a Centcoop receberá 20 caminhões em até dois anos, como parte do programa.
O programa Coopera+ está alinhado à Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) do MDIC. A iniciativa converge com as metas da Nova Indústria Brasil, voltada para um setor produtivo mais verde, justo e inovador, e fortalece o cooperativismo em cadeias industriais da agricultura familiar.
Os veículos são novos e foram adaptados para a coleta seletiva – com carroceria metálica criada para transportar até 2,5 toneladas por viagem, além de um kit eletrônico de pesagem. Os caminhões serão distribuídos entre as cooperativas filiadas à Centcoop, que empregam cerca de 700 catadores e catadoras no DF e entorno.
O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, informou que a chegada dos novos caminhões trará impactos significativos para as cooperativas de reciclagem do Distrito Federal e Entorno. “Com essas entregas, projetamos um aumento de 15% no volume de recicláveis coletados e um crescimento de 20% na renda média dos catadores, fortalecendo tanto a economia quanto a qualidade de vida dessas famílias”, disse o presidente.
De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Centcoop responde sozinha por 25% das compras de recicláveis no DF, movimentando, em média, 867 toneladas por mês.
Coopera+
O programa prevê investimento total de R$ 16,9 milhões, beneficiando cerca de 30 cooperativas do DF, organizadas em três grandes redes: a Centcoop, que recebe os caminhões nesta etapa, além da Rede Alternativa e da Central Centro-Oeste (CCO). Juntas, elas reúnem aproximadamente 1,1 mil catadores.
A iniciativa tem como meta ampliar em até 30% a produtividade da coleta seletiva, triagem e tratamento dos resíduos recicláveis, reforçando o papel essencial das cooperativas na economia circular.
Em julho, os primeiros equipamentos começaram a ser entregues, e a previsão é que, em até um ano, todas as cooperativas recebam os maquinários previstos.
Além da entrega nesta quinta, o programa prevê a destinação de 23 caminhões no total, além de outros maquinários e serviços para ampliar a produtividade da coleta seletiva e reforçar o papel das cooperativas na economia circular. Entre os itens previstos estão 2 equipamentos compactadores, 12 contêineres, 1 equipamento de roll-on/roll-off, 2 prensas, 4 esteiras, 4 plataformas, 2 mini pás-carregadeiras, 3 empilhadeiras, 60 carrinhos porta big bag, sistemas de pesagem e consultorias em processos produtivos, logística e economia circular.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Investigações do MDIC e da Receita interrompem fraudes em importações de vários produtos
Investigações conduzidas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda (MF) interromperam, nos últimos meses, diversas operações de importação que burlavam regras de comércio exterior com práticas como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.
Foram 50 denúncias recebidas entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Em 21 desses casos, as investigações confirmaram os indícios de irregularidades, que alcançavam empresas e produtos dos setores têxtil, siderúrgico, de linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e produtos esportivos, além de itens como pneus, secadoras de roupa, redes de pesca e vestuário, entre outros.
Para três dos 50 casos, as denúncias se mostraram improcedentes. Outras 26 denúncias ainda estão sob investigação.
“A atuação do governo busca coibir práticas indevidas na importação, que prejudicam empresas que cumprem as regras. Ao fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização, ampliamos a previsibilidade e garantimos um ambiente mais equilibrado para quem atua de forma regular”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Os dados sobre as investigações constam de relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), elaborado conjuntamente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Constatado o indicativo de conduta irregular, a Secex adota medida de controle prévio sobre as importações da empresa, em relação ao produto alvo da investigação. Conhecida como licenciamento não automático, a ação permite, com base em gestão de riscos, a verificação da autenticidade, veracidade e exatidão das informações prestadas pelos importadores antes do despacho aduaneiro.
A exigência de licenciamento mais rigoroso tem se mostrado eficaz. De acordo com o relatório, entre 19% e 79% das licenças de importação, a depender da empresa e do produto, são canceladas pelo próprio importador ou indeferidas enquanto a medida está em vigor.
A atuação do Grupo de Inteligência também conta com o reforço da fiscalização aduaneira pela Receita Federal, com ações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias. O grupo tem como atribuição identificar indícios de infração à legislação de comércio exterior, propor medidas para sua prevenção e repressão, além de articular cooperação com outros órgãos da administração pública federal.
“Com essa atuação coordenada, o GI-CEX contribui para assegurar isonomia competitiva, fortalecer o ambiente de negócios e coibir práticas irregulares no comércio exterior brasileiro, sem aumento de burocracia”, destaca Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.
Mais informações, incluindo a íntegra do relatório e orientações para envio de denúncias, estão disponíveis em:
https://www.gov.br/siscomex/pt-br/informacoes/combate-a-praticas-ilegais
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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