Agro
Café dispara nas bolsas internacionais e tenta recuperar perdas com estoques baixos e ajuste técnico
O mercado global de café iniciou esta terça-feira (5) em forte alta nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação após as quedas recentes. Os contratos futuros do arábica registraram ganhos expressivos na Bolsa de Nova York, impulsionados por ajustes técnicos e pela preocupação com os baixos níveis de estoques certificados.
Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o contrato maio/26 era negociado a 302,20 cents por libra-peso, com leve alta de 20 pontos. Já o julho/26 avançava com mais força, subindo 625 pontos, a 291,75 cents/lb. O setembro/26 registrava valorização de 550 pontos, cotado a 281,70 cents/lb, enquanto o dezembro/26 subia 515 pontos, negociado a 273,75 cents/lb.
Na Bolsa de Londres, o café robusta também operava em alta. O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.374 por tonelada, com ganho de 10 pontos. O setembro/26 avançava 18 pontos, a US$ 3.293 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 26 pontos, cotado a US$ 3.232 por tonelada.
Estoques baixos e ajuste técnico sustentam alta
O movimento positivo desta manhã é sustentado principalmente por um ajuste técnico após as recentes desvalorizações, combinado com a redução dos estoques certificados nas bolsas internacionais. Os volumes seguem em patamares historicamente baixos na comparação anual, fator que dá suporte às cotações no curto prazo.
Esse cenário mantém o mercado sensível a qualquer sinal de restrição na oferta imediata, ampliando a volatilidade e favorecendo movimentos de recuperação.
Safra brasileira limita avanço das cotações
Apesar da reação, o potencial de alta encontra limitações. A expectativa de uma safra volumosa no Brasil segue como principal fator de pressão sobre os preços.
Mesmo com a colheita ainda em fase inicial, o mercado já antecipa aumento da oferta nas próximas semanas, o que tende a equilibrar o cenário global e conter avanços mais intensos nas cotações.
Além disso, o comportamento do dólar segue no radar. A valorização da moeda norte-americana frente a outras divisas costuma pressionar as commodities, tornando o café mais caro para importadores e reduzindo o apetite comprador.
Mercado volátil reflete disputa de fundamentos
Segundo análises de mercado, o café tem apresentado forte oscilação nas últimas sessões, refletindo a disputa entre fatores de curto prazo — como estoques reduzidos e movimentação financeira — e fundamentos estruturais, como o avanço da safra brasileira.
Essa dinâmica mantém os preços altamente sensíveis a novas informações relacionadas à oferta, demanda e cenário macroeconômico global.
Mercado físico segue travado no Brasil
No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Compradores mantêm suas ofertas, enquanto produtores adotam postura cautelosa, à espera de preços mais atrativos.
Esse desalinhamento entre as pontas contribui para sustentação pontual das cotações, embora o volume de negócios permaneça limitado.
Clima favorece desenvolvimento das lavouras
No campo, as condições climáticas seguem favoráveis nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. A atuação de uma massa de ar seco garante tempo firme, beneficiando o andamento da colheita.
Há previsão de chuvas pontuais no Espírito Santo e no sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias. Até o momento, não há indicativos de geadas, reduzindo riscos imediatos à produção.
Perspectiva
O mercado de café deve seguir altamente sensível no curto prazo, reagindo rapidamente a fatores como o avanço da safra brasileira, condições climáticas e movimentações do cenário macroeconômico global. A volatilidade tende a permanecer elevada, com investidores atentos aos próximos desdobramentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Imposto do pecado pode encarecer vinho no Brasil e frear crescimento do setor
A proposta de criação do chamado “imposto do pecado” — o Imposto Seletivo previsto na reforma tributária — acendeu um sinal de alerta no mercado de vinhos no Brasil. A medida, que deve incidir sobre bebidas alcoólicas, pode provocar aumento significativo nos preços ao consumidor e desacelerar um setor que vinha registrando crescimento consistente nos últimos anos.
Atualmente, o vinho já enfrenta uma carga tributária próxima de 50% do preço final. Com a nova modelagem, a tendência é que o imposto seja aplicado de forma monofásica, sem possibilidade de compensação ao longo da cadeia produtiva. Na prática, isso amplia a pressão sobre os preços e reduz a competitividade, especialmente no mercado formal.
Impacto vai além do consumo
Os efeitos da nova tributação não devem se restringir ao bolso do consumidor. Especialistas apontam que o aumento da carga tributária pode desestimular investimentos, reduzir a atratividade do setor e impactar diretamente segmentos associados, como gastronomia, turismo e hospitalidade.
A cadeia do vinho no Brasil envolve desde produtores nacionais e importadores até distribuidores, bares, restaurantes e operadores turísticos. Um cenário de encarecimento tende a gerar retração no consumo e comprometer o ritmo de expansão observado nos últimos anos.
Wine South America deve concentrar debates do setor
O tema ganha ainda mais relevância às vésperas da Wine South America (WSA), uma das principais feiras profissionais do setor na América Latina. O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo mais de 400 marcas nacionais e internacionais, além de representantes de cerca de 20 países.
Com expectativa de movimentar aproximadamente R$ 100 milhões em negócios, a feira também se consolida como um importante espaço para discussões estratégicas. Em meio às incertezas regulatórias, a tributação sobre bebidas alcoólicas deve ser um dos principais pontos de debate entre os players do mercado.
Segundo Marcos Milaneze, diretor da Wine South America, a discussão sobre a tributação é válida, mas precisa considerar as particularidades do vinho.
“O vinho possui um perfil de consumo distinto, historicamente associado à moderação e à experiência gastronômica, além de desempenhar papel relevante em cadeias ligadas ao turismo e à economia criativa”, destaca.
Mercado segue em expansão, apesar dos desafios
Dados recentes mostram o potencial do setor. Em 2025, o mercado brasileiro de vinhos e espumantes movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões, com crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Ideal.BI.
O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento do tíquete médio e pela valorização de produtos de maior qualidade. Os espumantes, por exemplo, já superam a marca de 40 milhões de litros comercializados por ano, evidenciando uma mudança consistente no perfil de consumo do brasileiro.
Incerteza regulatória exige atenção do setor
Diante desse cenário, a possível implementação do Imposto Seletivo surge como um fator de risco para a continuidade do crescimento. A definição das regras e alíquotas será determinante para o futuro da cadeia vitivinícola no país.
Enquanto isso, produtores, importadores e demais agentes do mercado acompanham de perto as discussões, buscando equilíbrio entre arrecadação fiscal e sustentabilidade econômica de um setor que tem ganhado relevância no agronegócio e na economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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