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Projeto inovador da Copel vai ampliar Usina Segredo com ganhos ambientais

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Uma solução inovadora de engenharia, baseada no reaproveitamento de estruturas construídas há mais de 30 anos, é um dos diferenciais que garantiram à Copel viabilizar a ampliação da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo), no Rio Iguaçu, no Sudoeste. Com início de obras previsto para junho, o projeto de ampliação vai dobrar a capacidade de geração de energia, de 1.260 para 2.526 megawatts (MW). E tudo isso sem a necessidade de aumentar o reservatório existente.

Para alcançar a meta, uma segunda casa de força, que vai abrigar os novos conjuntos de turbinas e geradores, será construída ao lado da existente, em área que já pertence à Copel.

Com essa proposta, que reduz custos de obra, a companhia conseguiu emplacar o projeto de Segredo juntamente com a ampliação da Usina Foz do Areia, no 2º Leilão de Reserva de Capacidade, conhecido como LRCAP, realizado pelo governo federal em março deste ano. O investimento nas duas obras deve chegar a R$ 4,9 bilhões e ambas devem ser concluídas em 2030.

INOVAÇÃO – À frente da proposta de aproveitar antigos túneis desativados no projeto atual está Rafael de Lara, engenheiro civil da Copel. Ele coordenou junto à equipe o desenho dessa solução que vai permitir uma obra mais rápida e com menos impactos ambientais e sociais.

A ideia central surgiu em 2023, quando começaram as discussões sobre a possibilidade de ampliação das usinas da Copel no Rio Iguaçu. Ele conta que o projeto da usina Foz do Areia já estava avançado e, então, a diretoria lançou um desafio à equipe técnica. “Quando surgiu a pergunta se também seria possível ampliar Segredo, começamos a estudar alternativas”, conta o engenheiro.

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Nesse processo, veio a ideia que virou o jogo: usar no projeto atual túneis escavados na década de 1980 para desviar o curso do rio durante a construção da barragem. As estruturas que estavam inutilizadas passaram a ser vistas como oportunidade. “Por que não aproveitar esses túneis para levar a água até as turbinas na nova casa de força?”, lembra Rafael.

A proposta permitiu aproveitar uma área que já pertence à empresa para a implantação da nova casa de força e reduzir em dois terços o volume de escavações necessárias. O ganho não é apenas econômico, mas também ambiental e social, pois evita intervenções em áreas cobertas por vegetação nativa e dispensa a interrupção do tráfego de veículos pela rodovia PR-459 que passa sobre a barragem da usina Segredo.

A equipe de engenheiros da Copel solucionou ainda outro desafio técnico: a conexão entre o reservatório e os túneis antigos, que estavam fechados com concreto. A alternativa será a construção de novos acessos verticais para acessar os túneis depois do trecho concretado.

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A concepção final é resultado de um trabalho multidisciplinar, envolvendo especialistas em hidráulica, geologia, estruturas e equipamentos eletromecânicos. “É um processo muito interativo. Cada área contribui com análises específicas, e o projeto vai sendo ajustado até atender todos os critérios técnicos e de viabilidade”, explica.

O desenvolvimento ocorreu em ritmo acelerado. Iniciado no fim de 2023, o trabalho teve sua primeira etapa concluída em maio de 2024, prazo necessário para o protocolo junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na sequência, empresas contratadas pela Copel passaram a otimizar a solução, incorporando novas tecnologias construtivas e de equipamentos.

Uma das mudanças foi a definição do número de unidades geradoras (conjuntos de turbinas e geradores de energia). A proposta inicial previa três máquinas, mas a solução final adotou duas unidades de maior porte, trazendo ganhos adicionais de eficiência e custo.

Para Rafael, o projeto também evidencia a importância do incentivo à inovação na empresa. “A ideia precisa primeiro ganhar espaço para depois ser estruturada com base técnica. E isso só acontece quando existe conhecimento acumulado e um ambiente que permita propor novas soluções”, avalia.

Fonte: Governo PR

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Paraná tem a melhor taxa de frequência escolar do ensino médio do Brasil

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O Paraná alcançou a maior taxa de frequência escolar líquida do Brasil no ensino médio em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede o percentual de estudantes que frequentam a etapa de ensino adequada para a própria idade, uma das principais referências para avaliar o acesso, a permanência e a progressão escolar.

No ensino médio, a taxa paranaense saltou de 78,7% em 2024 para 86,6% em 2025, crescimento de 7,9 pontos percentuais em apenas um ano. O resultado colocou o Estado na liderança do ranking nacional, superando a média brasileira, de 80,6%. Em 2024, o Paraná ocupava a sétima colocação entre as unidades da federação.

“Nosso objetivo é garantir que o estudante permaneça na escola, aprenda mais e tenha condições de construir um futuro melhor. Por isso investimos em alimentação escolar de qualidade, em escolas mais modernas e confortáveis, em tecnologia, material pedagógico e na melhoria dos ambientes de aprendizagem. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

“Esse avanço acompanha outros resultados importantes da educação paranaense nos últimos anos. O Paraná assumiu a liderança nacional no IDEB após sair da sétima colocação, ampliou a oferta de ensino integral e investiu fortemente na modernização das escolas. São indicadores que mostram que estamos criando as condições necessárias para que os estudantes permaneçam na escola, aprendam mais e tenham mais oportunidades no futuro”, acrescentou.

ENSINO FUNDAMENTAL – O avanço também foi registrado nos anos finais do ensino fundamental, etapa que atende estudantes de 11 a 14 anos e que, no Paraná, tem a gestão do Governo do Estado nas escolas públicas. 

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Neste segmento, a taxa de frequência escolar líquida do Paraná passou de 88,5% para 90,7% entre 2024 e 2025, aumento de 2,2 pontos percentuais. Com o resultado, o Estado avançou da 14ª para a 8ª colocação nacional e ultrapassou a média brasileira, que ficou em 90,1%.

Os dados indicam que um número cada vez maior de estudantes está frequentando a série adequada para sua idade, reduzindo situações de atraso escolar e fortalecendo as condições para a aprendizagem ao longo da trajetória educacional.

PERMANÊNCIA ESCOLAR – A taxa de frequência escolar líquida mede o percentual de estudantes matriculados e frequentando a etapa de ensino adequada para a própria idade. Por isso, é considerada um dos principais indicadores da capacidade do sistema educacional de garantir acesso à escola, permanência dos alunos e progressão regular ao longo da educação básica.

Quando os estudantes frequentam as séries compatíveis com sua idade, aumentam as chances de aprendizagem adequada, conclusão dos estudos e continuidade da formação profissional e universitária. O indicador também está relacionado à redução da evasão escolar, da defasagem idade-série e do abandono dos estudos.

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INCENTIVOS DO ESTADO – O avanço da frequência escolar ocorre em paralelo a uma série de políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado para melhorar as condições de permanência dos estudantes nas escolas.

Uma das iniciativas é o programa Mais Merenda, que ampliou a oferta de alimentação escolar na rede estadual, garantindo três refeições por turno aos estudantes. Além do aumento da quantidade de refeições servidas, a iniciativa promoveu melhorias no valor nutricional dos cardápios, com ampliação da oferta de proteínas, inclusão de novos alimentos e acompanhamento permanente de nutricionistas responsáveis pela elaboração das refeições.

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Desde 2019, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 2,8 bilhões na alimentação escolar, diversificando os cardápios e ampliando a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes da rede estadual. A iniciativa contribui para a permanência dos alunos no ambiente escolar e reduz fatores associados à evasão e ao abandono.

Outra frente importante foi a expansão da educação em tempo integral, que saltou de 73 escolas para mais de 400 unidades em sete anos, ampliando significativamente o número de estudantes atendidos em todas as regiões do Estado.  O modelo amplia a permanência dos alunos no ambiente escolar, com jornada estendida, reforço pedagógico e atividades complementares nas áreas de esporte, cultura, tecnologia e formação cidadã.

AMBIENTE ESCOLAR – Nos últimos anos, o Governo do Estado também ampliou investimentos em reformas e construção de escolas, substituição de estruturas antigas de madeira, climatização das salas de aula, modernização de laboratórios e aquisição de novos mobiliários. Somente entre 2019 e 2026, foram investidos R$ 525,7 milhões na compra de mais de 665 mil itens de mobiliário para as escolas estaduais, incluindo carteiras, cadeiras, mesas, armários, estantes e equipamentos utilizados em salas de aula, bibliotecas, laboratórios e espaços administrativos.

As ações também incluem a instalação de milhares de aparelhos de ar-condicionado, melhorias estruturais e a modernização dos ambientes de aprendizagem, tornando as escolas mais confortáveis e adequadas para estudantes e professores.

“Quando o aluno encontra uma escola segura, bem equipada e com estrutura adequada, ele permanece mais tempo estudando e consegue desenvolver melhor seu potencial. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, avaliou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Fonte: Governo PR

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