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Brasil

Política de Sustentabilidade do MPor avança com impacto positivo nos portos, aeroportos e hidrovias do país

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A Política de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), lançada em 2025, já mobiliza os setores portuários, aeroportuários e hidroviários do país a atuarem dentro de critérios de sustentabilidade, que envolvem questões ambientais, sociais e de governança (ESG na sigla em inglês). A iniciativa estabelece parâmetros para a gestão pública e privada e busca integrar eficiência, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura logística do Brasil.

“Com a Política de Sustentabilidade, estamos estabelecendo critérios claros para orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada e incentivar práticas mais responsáveis e eficientes, com impacto direto na gestão e na operação dos modais”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

No primeiro ano de implementação, 64 empresas aderiram à iniciativa e 36 receberam o Selo de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, nas categorias Bronze, Prata e Diamante, conforme o nível de maturidade das práticas ESG. “A sustentabilidade não é mais acessório, é um requisito. Ela precisa estar presente nas políticas públicas e nas ações das empresas”, pontua a coordenadora geral de Sustentabilidade do MPor, Rafaela Gomes.

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No setor público, a política pública prevê uma agenda anual de projetos e estudos estratégicos. No setor privado, a adesão ocorre por meio do Pacto pela Sustentabilidade, que reúne empresas comprometidas com a agenda ESG.

O pacto também acompanha resultados e reconhece boas práticas, ampliando a previsibilidade para investimentos e fortalecendo o alinhamento entre setor público e iniciativa privada. “E o objetivo da política também é valorizar boas práticas ambientais. A ideia é que isso se traduza em benefícios para as empresas”, complementa Rafaela.

Transformação na prática
Nos setores portuário, aéreo e hidroviário, empresas já adotam práticas estruturadas de ESG, com uso de veículos mais eficientes e elétricos, sistemas de tratamento de efluentes e ações voltadas à adaptação às mudanças climáticas, promoção da equidade social, reflorestamento, descarbonização, fortalecimento da governança e igualdade de gênero.

Na categoria Diamante, a empresa Super Terminais se destaca por iniciativas de inovação energética e redução de impactos ambientais na operação. Segundo o diretor Marcello Di Gregorio, “o reconhecimento consolida a posição da empresa em inovação energética e reforça o compromisso contínuo com práticas responsáveis e de alto impacto.”

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A Infraero recebeu o prêmio na categoria Bronze, sendo reconhecida pelo fortalecimento da governança e pela evolução contínua das práticas socioambientais. Para o superintendente de Governança, Riscos e Compliance da, Henrique Corrêa Baker, o selo vai além de reconhecer boas práticas. “Ele incentiva a melhoria contínua da gestão socioambiental e contribui para um setor mais eficiente e seguro.”

Contando a história
É desse movimento que nasce o “Caminhos – O Brasil conectado e contado pelos seus”. A websérie traz um olhar sobre o funcionamento do país a partir de seus principais eixos logísticos: portos, aeroportos e hidrovias, e acompanha como essas transformações se refletem dentro das empresas e no cotidiano do setor de transportes.

Mais do que estruturas, o foco está nas decisões, operações e impactos que chegam à vida real das pessoas. No primeiro episódio, “O futuro é agora: a política de sustentabilidade dos modais de transportes”, a série mostra como a Política de Sustentabilidade do MPor já se traduz em mudanças concretas na operação do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, diz Luiz Marinho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou os avanços recentes do Brasil na promoção do trabalho decente durante discurso realizado nesta quarta-feira (10), na sessão plenária da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça.

Luiz Marinho ressaltou a aprovação de medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho no país, com destaque para a redução da jornada semanal de trabalho em discussão no Congresso Nacional. “O Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, e a superação da escala 6×1, garantindo duas folgas semanais aos trabalhadores.”

O ministro também destacou os resultados recentes do mercado de trabalho brasileiro, apontando a geração de empregos como um dos pilares da política econômica. “Batemos recordes históricos com a geração de mais de cinco milhões de empregos formais, provando que uma economia forte se constrói com a inclusão de trabalhadores no mercado formal e com salários valorizados”, informou.

O ministro enfatizou que essas medidas estão alinhadas à agenda internacional de promoção do trabalho decente e buscam responder aos desafios contemporâneos da organização do trabalho. Luiz Marinho reforçou o papel da tecnologia nesse processo: “A tecnologia deve trabalhar para libertar o ser humano, não para escravizá-lo a uma lógica de vigilância ininterrupta e exaustão física e mental.”

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Inteligência artificial e futuro do trabalho

Outro ponto central do discurso foi o impacto das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho. Luiz Marinho defendeu o uso da inteligência artificial de forma responsável, com foco na proteção dos trabalhadores. “As consequências da inteligência artificial sobre a qualidade e a quantidade de empregos dependerão das nossas escolhas políticas, do fortalecimento das instituições e da eficácia do diálogo social.”

O ministro também alertou para os riscos associados ao uso inadequado dessas tecnologias. “Precisamos democratizar o acesso. Não podemos permitir uma automação em que a máquina dite as regras e o ser humano se torne um mero executor desprovido de autonomia”, ressaltou.

Compromisso com normas internacionais

Na área dos direitos trabalhistas, Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil com as convenções da OIT. “Celebramos este ano os 15 anos da Convenção 189, que assegura o trabalho decente para trabalhadores domésticos — uma conquista histórica da qual o Brasil se orgulha de fazer parte ativa na implementação”, acrescentou.

Também destacou o empenho na ratificação de instrumentos internacionais de proteção. “Manifestamos aqui nosso empenho em ratificar a Convenção 190, fortalecendo o combate à violência e ao assédio no mundo do trabalho e garantindo ambientes profissionais seguros e igualitários”, disse.

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O ministro reforçou que os avanços no mundo do trabalho dependem do fortalecimento das instituições democráticas e do diálogo entre os atores sociais. “Não há justiça social onde as instituições são enfraquecidas e onde a voz dos trabalhadores é silenciada”, destacou.

Agenda internacional e articulação global

Além do discurso na plenária, o ministro cumpriu agenda de reuniões bilaterais e multilaterais ao longo do dia. Pela manhã, encontrou-se com a brasileira Clair Siobhan Ruppert, diretora-adjunta da ACTRAV, departamento da OIT responsável pela interlocução com o movimento sindical, para discutir o cenário institucional da organização.

Na sequência, participou de reunião com representantes do governo do Reino Unido para tratar da agenda do Grupo de Trabalho sobre Emprego do G20. O encontro abordou a continuidade das discussões internacionais sobre trabalho e emprego no âmbito do grupo, especialmente diante da transição de sua presidência, que será assumida pelo Reino Unido no próximo ano.

No período da tarde, o ministro participou da 13ª Reunião Anual Brasil-OIT, realizada na sede da organização, no âmbito da cooperação Sul-Sul. Durante o encontro, Luiz Marinho destacou o papel da cooperação internacional na promoção de um mundo do trabalho mais justo e inclusivo, além de reafirmar o compromisso brasileiro com o multilateralismo.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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