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Mapa apresenta projeto SIMples AsSim durante a Feira Brasil na Mesa

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Com o objetivo de apresentar o projeto SimplesAssim e a sua importância para os produtores rurais, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram da palestra “Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil: a atuação conjunta entre o Sebrae e Mapa no fortalecimento dos pequenos negócios rurais”, que ocorreu durante a Feira Brasil na Mesa.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), que serviu de base para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto é uma parceria entre o Mapa e o Sebrae, que busca ampliar o acesso ao mercado nacional para produtos de origem animal por meio da qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio a adequação sanitária, entre outros.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é um instrumento essencial para promover a inclusão produtiva, segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local. O projeto busca olhar quais são as dificuldades e apoiar a integração no Sisbi-Poa.

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Durante a apresentação, Claúdia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com número grande de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos.

“Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

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Também foram apresentados pelo analista do Sebrae, Warley Henrique, os resultados iniciais do projeto. Sendo eles, o resultado do diagnóstico on-line, que buscou entender quais são as principais dificuldades relação à estrutura do serviço de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi na visão dos técnicos dos serviços de inspeção onde houve 217 respondentes. Como também a pesquisa em relação aos técnicos dos estabelecimentos, que houve 114 respondentes sobre quais as dificuldades para ter o selo Sisbi. E o questionamento sobre qual orientação técnica necessária para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança agora para a estruturação da metodologia de atendimento e implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026 no estado de Santa Catarina.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mato Grosso lidera VBP do agronegócio em 2026, mas avanço das dívidas e crédito restrito preocupam produtores

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Mato Grosso reafirma, em 2026, sua posição como maior potência do agronegócio brasileiro ao liderar o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estado deverá movimentar R$ 213,5 bilhões, respondendo por cerca de 15% dos R$ 1,4 trilhão estimados para toda a agropecuária nacional neste ano.

O desempenho reforça a importância da produção mato-grossense para o abastecimento interno, as exportações e a economia brasileira. No entanto, representantes do setor alertam que os números positivos escondem uma realidade financeira cada vez mais desafiadora para milhares de produtores rurais.

VBP elevado não significa lucro no campo

Embora seja um dos principais indicadores da agropecuária, o Valor Bruto da Produção mede apenas o faturamento gerado dentro das propriedades rurais. O cálculo não considera despesas essenciais da atividade, como custos com fertilizantes, defensivos, sementes, combustíveis, fretes, armazenagem, juros, tributos, investimentos, perdas climáticas e o pagamento de financiamentos.

Na prática, isso significa que um VBP recorde não representa necessariamente maior rentabilidade ou equilíbrio financeiro das propriedades.

Esse cenário fica evidente diante do crescimento do endividamento rural registrado nos últimos anos.

Dívidas rurais já comprometem cerca de 20% da carteira de crédito em Mato Grosso

Dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural em Mato Grosso somava R$ 108,03 bilhões.

Desse total, R$ 21,78 bilhões eram classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas — o equivalente a aproximadamente 20% de toda a carteira estadual.

A composição desse montante inclui:

  • R$ 2,2 bilhões em operações em atraso;
  • R$ 5,25 bilhões inadimplentes;
  • R$ 2,58 bilhões prorrogados;
  • R$ 11,76 bilhões renegociados.

No cenário nacional, a carteira de crédito rural alcança R$ 895,18 bilhões, dos quais R$ 186,52 bilhões apresentam algum tipo de comprometimento financeiro.

Aprosoja aponta dificuldades para renegociação das dívidas

Segundo o diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, Diego Bertuol, produtores rurais têm encontrado obstáculos mesmo quando apresentam documentação técnica que comprova perdas climáticas, queda nos preços agrícolas e capacidade futura de pagamento.

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De acordo com ele, muitas instituições financeiras tratam os pedidos de prorrogação como renegociações comerciais convencionais, exigindo novas garantias, alienação fiduciária, juros elevados e condições incompatíveis com a realidade econômica enfrentada pelo produtor rural.

Custos da soja continuam avançando

Além das dificuldades financeiras, os custos de produção seguem pressionando as margens da atividade.

Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), estima que o custo de custeio da soja na safra 2026/27 chegará a R$ 4.315,29 por hectare, aumento de 3,21% em relação ao ciclo anterior.

Os fertilizantes e corretivos registraram alta de 5,4%, influenciados principalmente pelas tensões geopolíticas internacionais. Já os defensivos agrícolas apresentaram aumento próximo de 11%.

Outro indicador preocupa os produtores: o ponto de equilíbrio da atividade cresceu 9,13%, exigindo produtividade cada vez maior ou preços mais elevados apenas para manter o mesmo nível de rentabilidade.

Crédito rural encolhe e limita novos investimentos

Ao mesmo tempo em que os custos aumentam, o acesso ao crédito tornou-se mais restrito.

Levantamento da Aprosoja Mato Grosso mostra que, entre julho de 2025 e abril de 2026, as liberações de crédito para a agricultura — desconsiderando Pronaf e Cédulas de Produto Rural (CPR) — caíram aproximadamente 11% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Os recursos passaram de R$ 258,2 bilhões para R$ 229,4 bilhões, refletindo uma redução significativa nas principais linhas de financiamento.

As maiores retrações ocorreram em:

  • Crédito de custeio: queda de 12%;
  • Investimentos: redução de 25%;
  • Comercialização: recuo de 20%.

Somadas, essas modalidades perderam cerca de R$ 40,6 bilhões em recursos.

Embora as operações destinadas à industrialização tenham crescido 69%, o avanço não foi suficiente para compensar a redução das demais linhas, resultando em retração total de R$ 28,8 bilhões.

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Produtores recorrem cada vez mais ao mercado privado

Outro estudo elaborado pelo Imea sobre o financiamento da safra de soja 2025/26 revela uma mudança importante na estrutura de crédito do setor.

Hoje, o sistema financeiro responde por 35,4% dos recursos utilizados pelos produtores mato-grossenses, enquanto as multinacionais participam com 30,7%. Os próprios agricultores financiam 23,5% da produção com capital próprio.

Já os bancos que operam recursos federais representam apenas 5,1% do financiamento da cultura, percentual inferior ao das revendas de insumos, responsáveis por 5,3%.

Para a Aprosoja Mato Grosso, os números demonstram que o crédito oficial deixou de acompanhar a crescente necessidade de financiamento do setor produtivo.

Produção segue forte, mas caixa das propriedades permanece pressionado

Na avaliação do presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, a agropecuária brasileira mantém elevada capacidade produtiva, porém enfrenta um ambiente econômico cada vez mais desafiador.

Segundo ele, o aumento dos custos de produção, a dificuldade de acesso ao crédito, os riscos climáticos e os preços agrícolas insuficientes para acompanhar a alta das despesas comprometem a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

O dirigente também defende a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que trata da reestruturação das dívidas rurais. A proposta busca reorganizar os passivos dos produtores, recuperar sua capacidade de pagamento e facilitar o acesso a novas linhas de crédito.

Força produtiva exige sustentabilidade financeira

Embora Mato Grosso continue liderando o agronegócio brasileiro em produção e geração de riqueza, representantes do setor ressaltam que indicadores como o Valor Bruto da Produção precisam ser analisados em conjunto com os custos operacionais, o nível de endividamento e as condições de financiamento.

A avaliação predominante é que produzir mais já não significa, necessariamente, obter maior rentabilidade. Em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e aumento contínuo dos custos de produção, o grande desafio do agronegócio passa a ser preservar a saúde financeira dos produtores e garantir a sustentabilidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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