Brasil
Governo do Brasil intensifica vacinação nas escolas públicas e busca alcançar 27 milhões de estudantes
O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (22), durante café com jornalistas, a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece entre 24 e 30 de abril. A mobilização leva equipes de saúde a escolas públicas para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos. A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, e pretende alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas de 5.544 municípios. Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada, chegando à unidade de ensino médio e Educação de Jovens e Adultos nesse caso.
“Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As principais vacinas ofertadas na estratégia são HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e Covid-19. Estudantes poderão ser vacinados mediante autorização dos pais ou responsáveis.
Incentivo à vacinação por mensagens diretas ao cidadão
O Ministério da Saúde também usa a tecnologia como aliada para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, no ar há um ano, contabiliza mais de 3,3 milhões de acesso no período – é o mini app mais acessado do Meu SUS Digital. E, a partir de agora, uma nova funcionalidade: quem está cadastrado, recebe lembretes (push) conforme a idade das crianças, incentivando a ida aos postos de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta.
Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas, consultar a previsão das próximas doses.
Outra medida é o Governo na Ponta, que consiste no envio de mensagens de serviço para o cidadão, via whatsapp e pelo GovBr. O incentivo à vacinação começou no ano passado, seguindo o calendário de campanhas nacionais de vacinação, com um total de 5 milhões de mensagens enviadas – sendo 2,2 milhões via whatsapp. Este ano, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.
Reforço do Saúde na Escola
Nos últimos anos, o Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.
“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação”, reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Aumento nas coberturas infantis
O Ministério da Saúde reverteu a queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte.
A vacinação contra o HPV também avançou. Entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, onze estados já atingiram a meta de 90% para o sexo feminino e três estados para o sexo masculino, resultado importante para a prevenção do câncer de colo do útero.
No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. O número de crianças protegidas é quatro vezes maior em 2025, em relação a 2020.
Saiba mais sobre a campanha de Vacinação nas Escolas
Acesse a apresentação da campanha de Vacinação nas Escolas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Transição energética demanda ampla gama de soluções em diferentes contextos nacionais, diz Capobianco em Berlim
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, defendeu que a aceleração da transição energética a nível global demanda uma ampla gama de soluções de redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação), a serem utilizadas de acordo com o contexto de cada país. A eletrificação precisa ser expandida, mas soluções economicamente viáveis e escaláveis, como os biocombustíveis, podem desempenhar um papel crucial de maneira rápida, afirmou o ministro nesta quarta-feira (22/4), segundo e último dia do Diálogo Climático de Petersberg. O encontro, sediado em Berlim, na Alemanha, é uma reunião preparatória para a COP31, que acontece em novembro na Turquia.
“Em muitos casos, as soluções híbridas com biocombustíveis podem alcançar reduções de emissões a um custo menor por tonelada em curto prazo, permitindo que os governos maximizem o impacto climático positivo com recursos públicos limitados”, destacou. “Isso é particularmente relevante para os países em desenvolvimento, onde o espaço fiscal é restrito e as necessidades de investimento são altas em diversos setores.”
Em sessão que discutiu formas de acelerar a implementação de medidas de mitigação, o ministro citou o exemplo da eletrificação dos sistemas de ônibus no Brasil. “Se convertêssemos frotas inteiras de ônibus para sistemas totalmente elétricos em curto prazo, isso imporia custos muito altos aos orçamentos públicos, potencialmente retardando a implantação e limitando o acesso à mobilidade limpa”, pontuou. “Por outro lado, os ônibus híbridos movidos a biocombustíveis sustentáveis, como etanol de cana-de-açúcar ou biodiesel, podem proporcionar reduções substanciais de emissões imediatamente, a um custo significativamente menor e utilizando a infraestrutura existente.”
“Do ponto de vista da mitigação, isso se traduz em uma métrica muito importante: o custo por tonelada de CO₂ evitada”, completou.
Em sua passagem por Hanôver, na Alemanha, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também ressaltou a expertise brasileira na produção de biocombustíveis e seu papel na descarbonização do setor de transportes. “Com conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de floresta”, enfatizou.
Ele defendeu que o mundo precisa superar a dependência dos combustíveis fósseis com urgência. “Dispomos de matriz elétrica 90% limpa e temos potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo. Essa trajetória consistente em energias renováveis fortaleceu nossa segurança energética. O Brasil é um dos países menos afetados pela atual crise de oferta de petróleo. A transição energética é também um imperativo climático. Na COP30, em Belém, reafirmamos que o planeta não comporta mais o uso intensivo de combustíveis fósseis”, disse.
Também participaram do encontro em Berlim o presidente e a CEO da COP30, André Corrêa do Lago e Ana Toni.
Merz manifesta apoio ao TFFF
Na quarta-feira, também aconteceu o Segmento de Alto Nível do Diálogo Climático de Petersberg, com a presença do chanceler alemão, Friedrich Merz. Em seu discurso, ele mencionou o apoio alemão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).
“Estou muito feliz que há dois dias pude reafirmar e concretizar meu apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre com o presidente Lula”, declarou. “Este novo fundo baseado em investimentos foi desenhado para fornecer aos países apoio de longo prazo para a preservação das florestas tropicais. Todos sabemos que elas são ecossistemas essenciais para manter o equilíbrio climático no mundo.”
Nesta semana, durante a visita de Lula a Hanôver, a Alemanha publicou declaração conjunta com o Brasil em que reitera o compromisso, feito na COP30, de aportar EUR 1 bilhão ao mecanismo (leia mais aqui).
O TFFF é um mecanismo inédito liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Já foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo.
Diálogo Climático de Petersberg
Em sua 17ª edição, o Diálogo Climático de Petersberg é organizado anualmente pelo governo alemão em parceria com a Presidência Designada da COP do ano em questão. A conferência do clima de 2026 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia, que copresidirá a COP31 com o governo da Austrália.
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