Agro
Custos de produção de suínos recuam pelo terceiro mês, enquanto frango se mantém estável em março
Custos da suinocultura seguem em queda no primeiro trimestre
Os custos de produção de suínos voltaram a cair em março, marcando o terceiro mês consecutivo de recuo em 2026. A tendência de queda teve início em janeiro e reflete, principalmente, o comportamento dos insumos, com destaque para a ração.
Os dados são do levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves, divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), ferramenta que acompanha os custos da produção no país.
Custo do frango de corte permanece estável no Paraná
Na avicultura, o cenário foi de estabilidade. No Paraná, referência nacional na produção de frango de corte, o custo de produção do quilo se manteve em R$ 4,72 em fevereiro, com índice de 365,38 pontos.
No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 1,44%. Já nos últimos 12 meses, houve recuo de 2,95%, sinalizando alívio nos custos ao longo do período mais recente.
A ração, que representa 63,60% do custo total, apresentou leve alta de 0,37% em março, mas ainda acumula queda expressiva de 8,72% em 12 meses.
Produção de suínos tem redução de custos em Santa Catarina
Na suinocultura, o destaque é Santa Catarina, principal referência nacional no setor.
O custo de produção do quilo do suíno vivo caiu de R$ 6,36 em fevereiro para R$ 6,30 em março, uma redução de 0,96%. Com isso, o ICPSuíno recuou para 360,63 pontos.
No acumulado do ano, a queda é de 2,71%, enquanto em 12 meses a variação negativa é de 1,76%.
A ração, que representa 72,22% do custo total, recuou 0,55% no mês e acumula queda de 1,96% em 2026.
Estados do Sul são referência nos custos de produção
Santa Catarina e Paraná são utilizados como base para os cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS devido à sua relevância na produção nacional de suínos e frangos de corte.
Além desses estados, a plataforma também disponibiliza estimativas para outras regiões importantes do agronegócio, como:
- Goiás
- Minas Gerais
- Mato Grosso
- Rio Grande do Sul
Essas informações auxiliam produtores na tomada de decisão e no planejamento econômico das atividades.
Ferramentas digitais ajudam produtores na gestão de custos
Como forma de apoiar o setor produtivo, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas voltadas à gestão financeira das propriedades.
Entre elas está o aplicativo “Custo Fácil”, disponível para dispositivos Android, que permite a geração de relatórios personalizados e a separação de despesas, incluindo mão de obra familiar.
Também está disponível uma planilha de custos específica para granjas integradas de suínos e frangos de corte, acessível por meio da plataforma CIAS.
Ração segue como principal fator de impacto nos custos
Os dados reforçam que a ração continua sendo o principal componente dos custos de produção tanto na suinocultura quanto na avicultura.
Assim, variações nos preços dos insumos utilizados na alimentação animal seguem sendo determinantes para o comportamento dos custos e, consequentemente, para a rentabilidade dos produtores ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Hambúrguer e pescado de Ribeirão Preto podem ser comercializados em todo o Brasil
Duas agroindústrias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, passaram a ter autorização para comercializar seus produtos em todo o território nacional após o reconhecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do município pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). A equivalência foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de portaria publicada no dia 8 de setembro.
As empresas produzem pescado pronto para preparo em fritadeiras elétricas e hambúrgueres. Para os empreendimentos, a mudança permite buscar clientes fora do mercado atendido anteriormente pelo serviço municipal.
Uma das empresas produz tilápia, surubim, tilápia recheada com provolone, croquete de tilápia e camarão. Os produtos são comercializados por meio de delivery, empórios, lojas de conveniência, boutiques de carne, bares e restaurantes, além de vendas entre empresas.
Com a ampliação da área de comercialização, a empresa pretende desenvolver novos canais de distribuição e, conforme a formalização de contratos, aumentar a produção e o número de funcionários.
Na indústria de hambúrgueres, a integração ao Sisbi-POA também abre a possibilidade de comercialização para estabelecimentos de outros estados. A empresa já atende clientes e recebe demanda de hamburguerias de São Paulo, Minas Gerais e outros estados próximos. A produção é automatizada, e novos investimentos estão previstos para 2027.
As duas empresas autorizadas a utilizar o selo deverão incluir nas embalagens a inscrição Sisbi, do Mapa, indicando que a inspeção foi feita pelo município, mas equivalente àquela feita pelo Mapa.
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