Paraná
Sanepar vistoria ligações de esgoto no Litoral e orienta clientes sobre ligação correta
A Sanepar realizou 2.335 vistorias técnico-operacionais (VTO) em imóveis de veraneio em Matinhos e Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, entre janeiro e março deste ano. O objetivo foi identificar se os imóveis estão corretamente conectados à rede coletora de esgoto. Nessa amostra, foram encontradas irregularidades em 875 residências.
A medida faz parte das ações de proteção das águas no Litoral e acontecem ao longo de todo o ano, com reforço no verão. Para o início da temporada 2026, a estratégia das equipes de vistoria foi promover testes para verificar a quantidade de oxigênio na água de canais localizados na área urbana. Foram escolhidas para vistorias as áreas que apresentaram baixos índices de oxigênio.
Durante as visitas os clientes recebem orientações detalhadas sobre a correta interligação do seu esgoto à rede coletora da Sanepar. Se o problema não for solucionado em 30 dias, a Sanepar pode emitir multa chamada de sanção pecuniária, que é um cálculo feito em cima da média de consumo dos últimos cinco meses.
“Nosso objetivo foi aproveitar a presença dos veranistas para fazer não apenas a vistoria técnica, mas um trabalho de educação ambiental direto”, afirma o gestor da área de vistorias técnico-operacionais da Sanepar, Fábio Daia dos Santos Zuza.
A quantidade de imóveis fechados é um dos desafios enfrentados pelas equipes. Nestes casos, comunicados oficiais, com contatos da equipe, são deixados nas residências para possibilitar o agendamento prévio da vistoria. Também é possível agendar pelo 0800 200 0115 ou em uma das centrais de atendimento da Sanepar.
ANÁLISES NO LITORAL – Para verificar especificamente as mudanças nos mananciais do Litoral durante a temporada, período de maior concentração de pessoas na região, a Sanepar faz uma série de análises de qualidade, com coletas de dezembro a abril. São estudos feitos nas áreas de captações de água direcionadas para as estações de tratamento e ao longo dos canais que chegam ao mar. No total, 16 pontos foram avaliados.
Entre os parâmetros analisados estão pH, quantidade de sólidos dissolvidos, salinidade, oxigênio dissolvido e análise de microbiologia. Os resultados da campanha 2025/2026 apontam aumento nos níveis de microrganismos que podem indicar lançamento irregular de esgoto, mau uso do solo, presença de fertilizantes ou dejetos de animais.
De acordo com a geóloga da Gerência de Recursos Hídricos da Sanepar, Eduarda Lopes Postol, as bacias hidrográficas utilizadas como captações pela Companhia são preservadas por estarem mais distantes do ambiente urbano, o que contribui para a redução dos riscos de contaminação.
“Assim que a água adentra a Estação de Tratamento de Água (ETA) são removidos os compostos orgânicos e atendidos os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação. Por isso, a água de consumo tratada pela Sanepar não apresenta riscos de contaminação. Em sua fonte, ela apresenta os melhores padrões biológicos e ainda passará por etapas de desinfecção antes da distribuição”, explica.
Já os canais que não são utilizados para abastecimento público apresentaram altos valores de contagem de microrganismos ao longo de todos os meses de análise. “Os altos valores de fósforo encontrados indicam a contaminação do corpo hídrico por despejo de esgoto não tratado, provenientes de ligações irregulares”, diz a geóloga.
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REFLEXOS – O reflexo das irregularidades nas bacias é alteração dos padrões e quando a água bruta do rio se mistura com o mar pode se tornar um vetor de contaminação nos momentos de lazer e recreação.
A interligação correta na rede coletora de esgoto é essencial neste contexto. Além de evitar o extravasamento de esgoto nas ruas, protege o lençol freático e contribui para a balneabilidade das praias, refletindo diretamente na saúde pública e na preservação do meio ambiente.
Eduarda observa que os resultados das análises auxiliam a Companhia na tomada de decisões sobre adoção de estratégias para cuidar da água e do meio ambiente e melhorar a qualidade dos mananciais em todo o percurso até chegar no mar. “Todo o manancial tem que estar saudável e conservado para termos uma água boa e de qualidade”, DIZ.
Além de ações educativas sobre a importância de interligar o esgoto na rede coletora e das vistorias técnico-operacionais, a Sanepar também tem outras iniciativas, como a implantação de parques lineares em áreas degradadas. No Litoral, está em fase de contratação a execução de um parque linear em Pontal do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Edição da semana explica o que são as Unidades de Conservação, quais as principais funções delas e sua importância no Paraná
As Unidades de Conservação são o tema do MP no Rádio desta semana. A Promotora de Justiça Ivana Ostapiv Rigailo, do Ministério Público do Paraná, fala sobre os diversos tipos de Unidades de Conservação – especialmente as existentes no Paraná –, a legislação que as regula e quais as funções delas, entre outras questões ligadas ao tema.
Acesse o programa:
Medidas executivas atípicas – No programa anterior, o MP no Rádio tratou das chamadas medidas executivas atípicas, recurso que pode ser usado por um credor para receber valores a ele devidos e não pagos pelo devedor. Entre outras questões, o Promotor de Justiça Thimotie Aragon Heemann explicou quais são essas medidas, quem pode solicitá-las e em que situações – como, por exemplo, nos casos de não pagamento de pensão alimentícia.
Podcasts – O MP no Rádio é disponibilizado também nas plataformas Spotify e Apple.
Gratuito – As entrevistas podem ser baixadas gratuitamente por qualquer rádio interessada. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Paraná, também pode ser editado, desde que mantido no contexto e devidamente creditado.
Contato – Para envio de sugestões (inclusive de temas), críticas e comentários sobre os programas, os contatos são o e-mail [email protected] e os telefones (41) 3250-4469 e (41) 3250-4249.
Fonte: Ministério Público PR
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