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Brasil

Em encontro com lideranças da América Latina, ministro do Turismo reforça importância da união e integração entre países

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforçou nesta terça-feira (14) a importância da união, da integração e da cooperação entre os países para o desenvolvimento de políticas públicas para o setor. As declarações foram feitas durante o World Travel Market Latin America (WTM), em São Paulo, o principal evento da indústria de viagens na América Latina.

Ao comentar o encontro, o ministro destacou a importância da cooperação entre os países. “É muito importante essa troca de experiências. Temos muito em comum e precisamos reconhecer e valorizar as qualidades e características únicas de cada povo. Saio daqui muito contente e confiante de que essa integração entre os países é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas, respeitando as particularidades e a identidade de cada nação”, afirmou Gustavo Feliciano.

Agenda conjunta na região

O ministro participou do 1º WTM Latin America Ministers’ Summit, que reuniu ministros do Turismo e autoridades para discutir a construção de uma agenda conjunta para o setor.

O evento aconteceu durante à tarde. Mais cedo, na abertura do evento, o titular do MTur destacou os recordes e o bom momento vivido pelo turismo brasileiro.

Ele citou, por exemplo, os dados divulgados pelo Ministério do Turismo nesta terça-feira (14), que revelam recordes históricos no número de turistas internacionais que chegaram ao Brasil em março, impulsionando o primeiro trimestre do ano.

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“O Ministério do Turismo tem atuado com um forte espírito multilateral, firmando memorandos de entendimento e construindo parcerias que ajudam a estreitar relações e aprimorar nossas ações. Eventos como este fortalecem a cooperação internacional e nos permitem avançar no desenvolvimento de um turismo mais sustentável, não só em nossos países, mas em todo o mundo”, disse.

Sustentabilidade e desafios

O ministro também abordou o tema do evento: Regenerar. Restaurar. Reconectar: Viajar com propósito. “O Brasil é um país continental e extremamente privilegiado pela sua natureza. Temos exemplos únicos como Fernando de Noronha, o Pantanal e a própria Amazônia, que combinam preservação ambiental com forte potencial turístico. Além do nosso amplo e diverso litoral de sol e mar, o Brasil vem estruturando o turismo em diferentes regiões, sempre com foco em sustentabilidade e na valorização dos nossos biomas”, complementou.

Ele citou que, nos últimos anos, o desmatamento na Amazônia tem diminuído e a preservação aumentado, prova do compromisso do Brasil com a sustentabilidade, uma agenda que impacta diretamente o turismo.

Feliciano abordou, ainda, as realizações do governo brasileiro e os desafios para fomentar o turismo no país. “O novo PAC ampliou significativamente os investimentos em infraestrutura aeroportuária, combinando recursos públicos e privados para modernizar o setor e aumentar a conectividade no Brasil. O grande desafio é interiorizar o turismo. Já temos aeroportos no Sul e no Sudeste operando quase no limite, e agora precisamos levar essa demanda para outras regiões, de forma sustentável, ampliando destinos e oportunidades”, finalizou.

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Participaram também do Ministers’ Summit os ministros do Turismo do Uruguai, Cristian Pos Damas; de Santa Lucia, Ernest Hilaire; do Panamá, Gloria de Leon; da Guatemala, Harris Whitbeck; e do Chile, Maria Paz Lagos. Miguel Rodriguez foi o representante do turismo mexicano.

Reunião com o México

A equipe da Assessoria Especial de Relações Internacionais (AERI) do Ministério do Turismo participou de uma reunião com representantes do governo mexicano para discutir o fortalecimento do turismo entre os dois países.

Por Zeca Moreira
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

MCTI mobiliza quase R$ 39 bilhões em novo pacote de R$ 140 bilhões para a indústria brasileira

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mobilizará R$ 38,5 bilhões para impulsionar a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. O valor integra o pacote de mais de R$ 140 bilhões anunciado nesta segunda-feira (22), durante a assinatura da Carta de Compromisso Investe Mais Indústria – Mais Financiamento para a Indústria, no Rio de Janeiro (RJ). Os recursos vão fortalecer a inovação e a competitividade da indústria brasileira. 

O acordo foi firmado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O montante será direcionado às seis missões da política industrial brasileira, abrangendo cadeias agroindustriais, complexo industrial da saúde, transformação digital, bioeconomia, transição energética, infraestrutura e tecnologias críticas para a soberania nacional. 

Dos R$ 140 bilhões anunciados, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. Já as instituições vinculadas ao MCTI responderão por R$ 38,5 bilhões em investimentos, somando R$ 37,5 bilhões da Finep e R$ 1 bilhão da Embrapii em 2026. A iniciativa contribui para que a Nova Indústria Brasil ultrapasse R$ 750 bilhões em recursos mobilizados entre 2023 e 2026. A estratégia também prevê o lançamento do Portal Investe Indústria Brasil, ferramenta criada para identificar oportunidades de investimento e auxiliar na superação de gargalos enfrentados por diferentes setores produtivos. 

Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o papel da articulação entre as instituições públicas para ampliar os investimentos em inovação e desenvolvimento produtivo. “Esse anúncio nos mostra que, quando as instituições se articulam na elaboração e execução de uma política, o resultado é mais inovação e desenvolvimento para o Brasil”, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. “No mundo todo, os países que lideram o desenvolvimento alinham política industrial e política de inovação, porque a indústria do futuro é verde, digital e intensiva em conhecimento e tecnologia”, destaca”, completou. 

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Luciana Santos também anunciou a ampliação dos investimentos do MCTI na Embrapii. “Em 2026, o MCTI vai repassar à Embrapii R$ 440 milhões, maior valor anual já aportado pelo ministério nessa organização social desde sua criação, em 2013. Os recursos vão alavancar investimentos privados e permitirão contratar 550 projetos de inovação de empresas, em um valor total de R$ 1,2 bilhão”, disse. 

Os recursos destinados à Embrapii permitirão ampliar o apoio ao desenvolvimento tecnológico nas empresas brasileiras. Além dos 550 projetos previstos, serão credenciados três novos Centros de Competência voltados a áreas consideradas estratégicas para a indústria nacional. Entre elas estão hidrogênio de baixa emissão de carbono, inteligência artificial aplicada à produtividade industrial e minerais críticos e estratégicos. 

Ao comentar os resultados alcançados pelo banco nos últimos anos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou o papel do corpo técnico da instituição e a importância da confiança na gestão pública. 

“O que nós estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais aquele discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando”, destacou Lula. 

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, falou da dimensão do apoio financeiro oferecido pelo banco e os resultados obtidos desde o início da atual gestão. “Em três anos e meio, nós fizemos R$ 862 bilhões de crédito na economia. O ano passado nós fizemos R$ 366 bilhões, mais de R$ 1 bilhão por dia. Hoje também temos um anúncio importante: os ativos do banco chegaram a R$ 1 trilhão e 15 bilhões. O banco precisa crescer com segurança, estabilidade e consistência. É isso que estamos fazendo”, declarou. 

Parceria para a neoindustrialização 

A assinatura da carta reforça a atuação integrada das instituições responsáveis pelo financiamento, pela inovação e pelo desenvolvimento industrial do país. A estratégia busca ampliar a oferta de crédito, subvenção econômica, capital para investimentos e apoio tecnológico às empresas brasileiras. 

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No caso da Finep, vinculada ao MCTI, os investimentos já destinados à Nova Indústria Brasil superam R$ 41 bilhões desde o lançamento da política industrial. Os recursos financiam desde projetos de pesquisa e desenvolvimento até iniciativas de maior risco tecnológico, contribuindo para aproximar o conhecimento científico das demandas do setor produtivo. 

Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, os novos aportes reforçam o papel da instituição no apoio à inovação e na ampliação da competitividade da indústria nacional. “Ao disponibilizar mais recursos para a inovação, a Finep cumpre o seu papel de indutora da ciência, da tecnologia e da competitividade no país. São recursos extremamente relevantes para a modernização da indústria brasileira e para a continuidade do apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento em fases iniciais”, afirmou. 

Já a Embrapii atua conectando empresas a instituições de ciência e tecnologia para acelerar o desenvolvimento de novos produtos, processos e soluções inovadoras. O modelo combina recursos não reembolsáveis e suporte técnico especializado, reduzindo custos e riscos para o setor industrial. 

O presidente da Embrapii, Alvaro Prata, destacou que a atuação da instituição busca aproximar o setor produtivo da infraestrutura científica e tecnológica disponível no país. “Uma política industrial só produz resultados quando existe coordenação entre os diversos instrumentos públicos e privados de apoio à inovação. A Embrapii foi criada justamente para conectar empresas, instituições de pesquisa e recursos públicos de forma ágil e eficiente, reduzindo burocracia e acelerando o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira”, concluiu. 

Com os novos aportes anunciados, o governo federal amplia os instrumentos disponíveis para estimular a inovação, fortalecer a competitividade da indústria brasileira e acelerar investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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