Brasil
Do campo aos portos: café brasileiro mantém liderança global e movimenta exportações
Do café produzido no interior do país às xícaras consumidas em diferentes partes do mundo, o Brasil mantém sua posição como maior produtor e exportador global do grão, com forte apoio da infraestrutura logística nacional. No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14), dados mostram como os portos brasileiros desempenham papel central nesse fluxo, garantindo que a produção chegue a dezenas de países.
Em 2025, o Brasil exportou mais de 40 milhões de sacas (de 60 kg) de café, gerando uma receita de cerca de US$ 15,5 bilhões (mais de R$ 77 bilhões), segundo relatório anual do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume reflete a força do país no mercado internacional, onde responde por cerca de 38% da produção global, à frente de países como Vietnã e Colômbia, conforme levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). A maior parte desse café deixa o país pelos portos.
O Porto de Santos (SP) concentra a maior fatia das exportações, respondendo por cerca de 78% dos embarques em 2025, com mais de 31 milhões de sacas movimentadas. Na sequência, portos do Rio de Janeiro (Porto de Itaguaí e Porto do Rio de Janeiro) movimentaram, juntos, aproximadamente 17,7% dos embarques, seguidos pelos portos de Vitória (ES), Paranaguá (PR) e Salvador (BA), com participação menor, mas também relevantes na logística do setor.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da infraestrutura para manter a competitividade do produto brasileiro no exterior. “O café é um símbolo do Brasil no mundo e os portos são fundamentais para garantir que essa produção chegue com eficiência aos mercados internacionais. Seguimos trabalhando para ampliar a capacidade logística, reduzir custos e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras”, afirmou.
“O café é um símbolo do Brasil no mundo e os portos são fundamentais para garantir que essa produção chegue com eficiência aos mercados internacionais” Tomé Franca
Mercado global
Os dados mostram que o café brasileiro tem presença consolidada em mercados estratégicos, sendo exportado para mais de 100 países, em todos os continentes.
Alemanha e Estados Unidos lideram as importações, com volumes superiores a 5 milhões de sacas cada ao longo de 2025, seguidos por países como Itália (3,1 milhões), Japão (2,6 milhões) e Bélgica (2,3 milhões).
A diversidade de destinos evidencia a relevância do produto na pauta exportadora brasileira e reforça o papel da logística portuária na conexão do país com os principais centros consumidores do mundo.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems
O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios.
Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.
O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.
Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”
Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.
Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.
Vigilância epidemiológica
No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.
A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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