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Produção de café deve crescer 17% em 2026 no Brasil e especialistas destacam benefícios e limites do consumo

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O setor cafeeiro brasileiro inicia abril de 2026 com perspectivas positivas, impulsionado pela expectativa de crescimento da produção e pela relevância do café na rotina dos brasileiros. No mês em que se celebra o Dia Mundial do Café, em 14 de abril, dados oficiais indicam aumento na safra e especialistas reforçam a importância do consumo moderado para garantir benefícios à saúde.

Produção de café no Brasil deve crescer 17% em 2026

Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve produzir 66,2 milhões de sacas beneficiadas no próximo ciclo.

O volume representa crescimento de 17,1% em relação à safra de 2025. O resultado é impulsionado por dois fatores principais:

  • Expansão de 4,1% na área cultivada, totalizando 1,9 milhão de hectares;
  • Aumento de 12,4% na produtividade, com média estimada de 34,2 sacas por hectare.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o produto está presente em 98% dos lares brasileiros, reforçando sua importância no consumo doméstico.

Consumo de café no Brasil segue elevado, mas registra leve queda

Mesmo com forte presença na rotina da população, o consumo interno apresentou leve retração recente. Em 2025, o Brasil consumiu 21,409 milhões de sacas, o equivalente a 37,9% da safra do período.

Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, houve queda de 2,31% no consumo, embora o país siga como o maior consumidor do café produzido internamente.

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Especialistas alertam para consumo moderado de cafeína

A nutricionista e professora da Afya Contagem, Dra. Sabrina Pinheiro Fabrini, destaca que o consumo diário de cafeína deve ser controlado para evitar efeitos adversos.

A recomendação para adultos saudáveis é de 300 a 400 mg por dia, o equivalente a cerca de 3 a 4 xícaras de café filtrado. Para gestantes e lactantes, o limite indicado é de aproximadamente 200 mg diários, ou cerca de 2 xícaras.

Segundo a especialista, o excesso pode causar efeitos como insônia, nervosismo, aumento da frequência cardíaca e desconfortos gastrointestinais. Ela também explica que a sensibilidade à cafeína varia entre as pessoas, já que o metabolismo da substância ocorre em ritmos diferentes.

Outro ponto destacado é o desenvolvimento de tolerância, que pode levar ao consumo crescente para alcançar os mesmos efeitos estimulantes.

Qualidade do café influencia benefícios à saúde

A especialista também ressalta que a qualidade do café e seu processamento impactam diretamente seus benefícios. A presença de contaminantes ou aditivos pode reduzir suas propriedades positivas.

Entre as alternativas mais saudáveis, estão:

  • Café filtrado (coado), que reduz substâncias associadas ao aumento do colesterol LDL;
  • Café descafeinado, que mantém compostos antioxidantes com menor teor de cafeína;
  • Café orgânico, com menor exposição a agrotóxicos e produtos químicos.
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Consumo moderado de café traz benefícios à saúde

De acordo com a médica nutróloga da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo moderado de café pode trazer diversos benefícios ao organismo devido à presença de compostos bioativos.

Entre os principais efeitos positivos estão:

  • Melhora da função cognitiva: aumento da atenção, da memória e da capacidade de reação;
  • Ação antioxidante: combate ao estresse oxidativo e redução de processos inflamatórios;
  • Proteção cardiovascular e controle glicêmico: associação com menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2;
  • Redução do risco de doenças neurodegenerativas: como Parkinson e Alzheimer, devido à ação da cafeína e antioxidantes no sistema nervoso central.
Moderação e estilo de vida saudável são fundamentais

A especialista reforça que os benefícios do café estão associados ao consumo moderado, geralmente entre 2 e 4 xícaras por dia, dentro de um estilo de vida saudável.

Ela também alerta que o consumo excessivo de açúcar ou adoçantes pode reduzir os efeitos positivos da bebida. Além disso, destaca que o café não deve ser visto como solução isolada, mas sim como parte de uma rotina equilibrada.

“O consumo excessivo não potencializa os benefícios e pode, inclusive, causar efeitos adversos”, conclui a nutróloga.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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